2006/02/11

De: Miguel Barbot - "Casa em Massarelos" 

Já agora, e a propósito deste post, os interessados podem fazer o download desta apresentação (PDF).

MB

2006/02/10

De: José Pedro Lima - "Túnel de Ceuta" 

Ontem à noite cheguei a casa e vi pela televisão a "solução" apresentada para o Tunel de Ceuta. Tive vontade de imediatamente enviar um post "insultuoso", não o fiz, mas acabei de ver que o Tiago o fez por mim, de forma bastante acertada. Se este processo foi, desde o início um processo mau, péssimo, creio que teve um final coerente: tudo mau de mais para ser verdade. Desde o embargo até ao final das obras será um ano pelo menos, um ano a mais que os comerciantes e os moradores da zona sofreram às mãos dos políticos e burocratas deste país.

Envergonhemo-nos dos politicos que temos e daqueles que se alimentam do "Monstro" Estado. Esperemos que a iniciativa privada, sem necessitar do "apoio" do Estado e sem querer dele quaisquer favores - a não ser não atrapalhar - consiga ajudar a dar a volta a isto. A OPA da Sonae sobre a PT, como o Tiago refere é um passo, um excelente passo nesse sentido.

Jose Pedro Lima
[email protected]

PS: estou disposto a apostar que vai demorar menos tempo a Sonae a redesenhar a estrutura do grupo PT do que demorou a CMP a fazer o Tunel de Ceuta ;-)

De: Pulido Valente - "Reavenida" 

Peço desculpa se não for claro como é imprescindível.

A professora Teresa Andresen disse nas suas últimas intervenções (ou numa só veiculada várias vezes) que não se trata da avenida mas sim da avenida e das duas praças que a coroam de um e de outro lado. Não me parece que seja verdade. O espaço que está em causa é claramente limitado pelas construções que emolduram aquilo a que se chama avenida: praça H.D. e praça da Liberdade (a do cavalo ainda se chama da Liberdade?)

Deste modo quando se tem de intervir nesse espaço único tem de se ter em conta que as designações múltiplas se devem a razões de toponímia aliadas a critérios culturais vindos do século dezanove. O automóvel, os transportes públicos motorizados e os de mercadorias que têm utilizado esse espaço, e que vão continuar a utilizar, vieram dar mais unidade ao todo pois genericamente passou ser aceite referir avenida quando se quer falar desse espaço uno e indiviso. Não serão os atravessamentos que têm estado a ser feitos, só de nascente para poente registe-se, que legitimarão a divisão referida pela professora.

Portanto o espaço é um e tem sido tratado como tal, mesmo no projecto que está, indevidamente, em construção.

Agora vamos ver as razões para não manter a estrutura viária emoldurando esse espaço.

Francamente não vejo qualquer razão para insistir em ter uma placa central de difícil e desconfortável acesso e permanência do peão só para respeitar um traçado que já não tem razão de ser. Teve razão de ser e fez sentido até meados do século passado quando a pressão do trânsito motorizado não era ainda grande.

Desde o momento em que os motorizados passaram a ser uma praga, que se tornou imprescindível reorganizar todo o espaço. Só agora, com um falso pretexto, veio a ser encarada essa necessidade.

Por essa razão, por ser de há muito necessário adequar o espaço a novas e futuras utilizações, ao pegar no projecto a CMP era obrigada a tratar dele com a importância que ele tem. Não se trata portanto, como o presidente da câmara nos quer vender a ideia, de alargar passeio e reduzir à placa central.

Temos de saber o que se deve fazer hoje ao pegar no projecto e isso obriga a que se pense o trânsito numa área muito mais extensa que a do espaço que tem estado na berlinda.

É necessário saber que:
  1. o transporte público deve ser o legítimo utilizador desse espaço; incluindo ambulâncias e bombeiros.
  2. que o particular ao aventurar-se por aquelas bandas tem de se submeter ao ritmo e à prevalência do transporte público enquanto não for obrigado a pagar pela utilização do centro do centro.
  3. que das ruas Sá da Bandeira e Passos Manuel para poente, Pr. D. João I, Rua Elísio de Melo etc. só a Sá da Bandeira pode suportar dois sentidos de modo a ligar, via passeio das Cardosas, o trânsito normal de nascente para poente passando a Pr. D.João I a ser destinada ao peão bem como a Elisio de Melo (se é assim que se chama a que liga essa praça à avenida e passa ao lado do Rivoli). A rua dos bombeiros idem idem aspas aspas.
A saída do estacionamento de D.João I far-se-ia como agora descendo a Rua do Bonjardim, passando em frente ao banco e ligando a Sá da Bandeira para entrar na corrente do trânsito.
O trânsito descendente das ruas de Sá da Bandeira e de Passos Manuel seguiria pela primeira, com dois sentidos, Cardosas subiria a avenida do lado poente e ligaria pela Elisio de Melo à Pr. Filipa de Lencastre ou continuaria para norte.

Criava-se assim uma circunvalação do centro do centro deixando de existir trânsito motorizado do lado nascente da avenida.

O atravessamento de nascente para poente de urgência (ambulâncias e bombeiros) far-se-ia no enfiamento de Passos Manuel e Elisio de Melo. Mas só esse trânsito motorizado.

O tratamento do pavimento pode, e deve, ser feito dentro do espírito do já anteriormente existente aproveitando a considerável extensão da área do peão, toda unificada, para arborizar, equipar com pequenos postos de venda e de biblioteca, áreas cobertas para o inverno e verão, ajardinar e pavimentar do mesmo modo que em Santa Catarina onde o peão e o motorizado circulam por pavimento ao mesmo nível, sem a diferença de altura do passeio, com materiais diferentes ou não.

Eis a m.d.j. da solução contemporânea que adapta o espaço às necessidades e, sobretudo, às conveniências, de hoje, e, espera-se, de muitos e largos anos no futuro.
Não é necessário ser mestre para a adoptar. Basta não "lobbyiar" e não fazer projectos politicamente correctos e basta dizer o que se pensa e SABE sem bajolice e mercantilismo.

Aproveita-se assim para educar os políticos que de outra maneira são enganados e passam a veicular ideias feitas que nos convêm só para não criar dificuldades mas mostrando desrespeito pelas pessoas, cidadãos, e pelos próprios políticos.

JPV

De: JA Rio Fernandes - "Praça!" 

De facto… que praça é esta à saída de um túnel? Existirá algo parecido em qualquer lado do mundo?

Parece-me boa a ideia do alcatrão e penas. Penso que o responsável será o mesmo que não viu nada de extraordinário, que necessitasse de parecer prévio, na transformação da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça General Humberto Delgado num espaço alterado por intervenção estandardizadora (mediocrizante e desrespeitadora da história da cidade, acrescento eu), mesmo quando para o mesmo existia um pedido de classificação, a que os serviços que dirige não terão dado a devida importância…

Sobre os prédios do Centro Histórico e outras informações úteis, aguarda-se a melhoria dos serviços da CMP e SRU, talvez demasiado ocupados a colocar publicidade do tipo Coreia do Norte no site oficial.

Rio Fernandes

PS Aproveito para referir que gostava de não ler de novo remoques ao facto de ser militante de um partido. Penso que muitos outros que participam no blog o são e não vejo qualquer incompatibilidade. De resto, alguns, mesmo que o não sejam, são claramente militantes a favor ou contra Rui Rio e a CMP, esta ou aquela causa, sem que isso lhes perturbe o raciocínio. De resto, caro JPV, ser cidadão livre não implica necessariamente estar fora de grupos que respeitam a nossa liberdade! E aproveito até para lembrar que estar na política, por via de um partido, deveria ser visto como uma participação cívica tão ou mais prestigiadora e interessante do que fazê-la em outro tipo de associações ou blogs. Como lamento que assim não seja!

De: Miguel Barbot - "«Mas que terra é esta?!»" 

Caros,

Até agora evitei publicitar aqui no blog, mas pelos vistos, depois de ver estes preços, não resisto: Tenho à venda uma pechincha que vale mesmo a pena divulgar:

Edifício do século XIX com 120 m/2 de área coberta, em Massarelos (perto do Rio), envolvente excepcional, zona recentemente recuperada nos Caminhos do Romântico - 85.000€

Quem quiser conhecer o imóvel ou receber mais informações que me contacte para [email protected].

Abraços,
MB

De: TAF - "Mas que terra é esta?!" 

Não sei se o mal é meu, pois até me deu para insultar alguns políticos em público, ou se são eles e alguns dos seus funcionários públicos que sistematicamente mostram não estar à altura do que lhes é pedido. Foram tantos os episódios caricatos nos tempos mais recentes!

Resolvi depois do jantar dar com a Ana uma volta pela Baixa para ver alguns dos imóveis da CMP que o David Afonso tinha descoberto estarem para venda. Pois bem, aqui estão várias fotos, com qualidade sofrível dadas as circunstâncias.

As primeiras são de dois prédios contíguos (os dois da esquerda) na Rua das Flores (ver lista), com 69 m2 (no total) de implantação, por 130.686 euros:



Há também um imóvel em Mouzinho da Silveira com 154 m2 de implantação (julgo eu) por 180.079 euros:



Na Rua da Vitória há dois: o nº81 por 31.922 euros (à esquerda, 75 m2) e o nº394 por 51.265 euros (à direita, 42 m2):



Na Rua D. Hugo há um prédio com 124 m2 por 90.812 euros:



Agora pensem comigo:
São estas e outras que explicam a minha irritação.

De: TAF - "Notícias de um país surrealista" 

- Saída do Túnel de Ceuta mantém-se no mesmo local
- Túnel de Ceuta: Saída continua a ficar perto do museu
- Rui Rio e Isabel Pires de Lima ausentes
- Túnel pronto em Julho
- "Andam a brincar com o nosso dinheiro"
- A visita clandestina do PR - quando o exemplo vem de cima.
- O "acordo" com a Microsoft - esperemos que localmente haja mais cuidado.
- A que propósito está esta notícia no site da SRU?

- Que sensação estranha!   :-(   - Semiramis
- Novo centro de instalação no Porto
- Canais regionais surgem em força
- TV em mudança
- Lei das Rendas continua à espera de Sampaio
- Rodrigues de Freitas: Toda a atenção é pouca
- Por recomendação de José Silva - Entrevista áudio com Aquiles Barros sobre o Norte e a Regionalização

2006/02/09

De: F. Rocha Antunes - "Alcatrão e penas..." 

Meus Caros,

Depois de ter tomado conhecimento da versão final do Túnel de Ceuta, anunciada hoje, lembrei-me do costume do velho Oeste, em que quem tinha comportamentos inaceitáveis para com a comunidade era transportado em cima de um carril, depois de banhado em alcatrão e penas, e era despejado à porta da localidade. Ainda pensei em tentar saber se os carris que foram levantados do viaduto do Parque de cidade, novinhos em folha, estavam disponíveis, mas desapareceram. Alcatrão é só ir buscar ao novo estilo de passeios inventados pelo Arq. Souto Moura para a estação da Casa da Música e penas, essas, abundam em todos nós. Era só juntarmos meia dúzia de cidadãos que as que caíam para o chão chegavam perfeitamente.

E hoje sei perfeitamente quem sentava em cima do carril: o Director Regional do IPPAR.

Então o que foi escrito, como crime de lesa-património, afinal era para piorar ainda mais uma rampa já inclinada? E fazer o arranjo de exteriores que o Instituto Português de Museus e o IPPAR achavam que valorizava o Museu? (reparei que a directora do Museu não sabia de nada, pois teve que perguntar na conferência de imprensa qual era a solução...)

O único progresso visível é que a velocidade máxima passou a ser de 30 quilómetros por hora naquele sítio. Quem, como eu, passa por lá todos os dias sabe que vai ser um grande melhoramento. Mantendo o rigor das informações de hoje, é o triplo da velocidade actual. Hoje circula-se, quando muito, a dez quilómetros por hora.

Eu percebo que o Tiago queira repartir o mal pelas aldeias, e eu ainda hoje não encontro explicação para os dois montes de terra que foram colocados em frente ao museu, mais os “cartazes espontâneos” que apareceram. Agora, a solução aprovada é 99% a que a Câmara sempre propôs (o 1% de inclinação a mais é a diferença).

Agora, passada a tempestade, fica uma coisa clara: o comportamento do IPPAR é completamente inaceitável. E pela primeira vez à vista de todos. Talvez da próxima vez que exista um conflito entre um promotor imobiliário e o IPPAR se perceba que não é o IPPAR quem tem necessariamente razão...

Se já não estivéssemos no Oeste, e as pessoas assumissem as suas responsabilidades, o Director Regional do IPPAR, depois desta decisão e da Avenida dos Aliados, para ficar por aqui, só tinha uma atitude decente a tomar: apresentava amanhã a demissão.

Infelizmente estamos no meio-termo: nem as pessoas se demitem voluntariamente quando deviam nem são postas em cima de um carril com alcatrão e penas.

A exigência da publicação obrigatória de todos os pareceres do IPPAR na respectiva página oficial na internet, essa, mantém-se. Mais actual que nunca.

Francisco Rocha Antunes
Promotor Imobiliário

PS - Meu caro João Rodeia, afinal acabaste por ficar tu com as culpas e eles continuam no lugar. Tal como eu previ. Os “Sir Humphreys” resistem sempre.
--
Nota de TAF: Caro Francisco, longe de mim querer "repartir o mal pelas aldeias"! O que acho é que as atitudes de ambas as partes foram indignas de qualquer cidadão respeitável, quanto mais de políticos com responsabilidades...

De: Rui Cunha - "Saída do túnel na R. D. Manuel II" 

Fui hoje assistir à apresentação do projecto da saída do túnel na R. D. Manuel II.
Fiquei indignado com o que vi. Na verdade só por má fé e politiquice esteve esta obra parada mais de um ano, para afinal se ter chegado, em diálogo com a nova Direcção do IPPAR, a uma pequeníssima alteração em relação ao que estava previsto. Não teria sido mais proveitoso para a cidade ter-se dialogado antes e chegado a este resultado? Só mesmo a atitude de "birra" da Ministra e da anterior Direcção do IPPAR o não permitiu.

A falta de respeito para com os moradores e comerciantes do local, levou a que estes tivessem gravíssimos prejuízos e incómodos, não esquecendo os grandes prejuízos em tempo e combustível que se gastaram nas muitas horas de bicha entre Ceuta, Clérigos e D. Manuel II.

Este projecto tem, no meu entender, pelo menos 3 grandes defeitos:
  1. os peões que queiram atravessar a rua em frente ao Museu (ou "praça" (?) como lhe chamaram!!) estão desprotegidos e não faltará quem vá parar à Urgência, que por acaso está bem perto.
  2. o empedrado, que é mais barulhento (o que prejudica o museu) e tem pior aderência que o asfalto, e que em dias de chuva poderá provocar mais acidentes.
  3. O aumento da inclinação da saída do tunel, o que provocará mais ruído e gasto de combustível.
Será que esta versão é melhor que a anterior? Para mim, bem pelo contrário.
Estamos, infelizmente, habituados a que os "responsáveis" não sejam responsabilizados pelas suas decisões! Porque não apareceu à sessão a ministra da tutela, para justificar as suas atitudes? Que Deus dê aos nossos políticos um pouco mais de bom senso.

Rui Cunha

De: Tiago Oliveira - "Imagens da solução para o túnel" 

Envio em anexo as imagens que foram divulgadas na conferência de imprensa para apresentação da proposta final.


A câmara ganhou, neste país quando alguem quer impor a lei, é posto na rua. Foi isso que aconteceu com o anterior do IPPAR. O novo presidente acredita que esta falsa praça instalada no meio de três faixas de rodagem é a solução.




Quem conhece uma praça (no mundo) em que o túnel esteja antes e não depois?
A minha sugestão é que se lance um concurso no blog para escolher a praça no mundo mais parecida com a que vai ser feita em frente ao museu.


Mais uma vez constato que neste país vale tudo.
abraços tiago oliveira
--
Nota de TAF: Realmente esta de chamar "praça" a isto... Acho que vou dar uma sugestão: por que não instalar também umas tabelas de basquetebol no meio da "praça", para dar um pouco mais de movimentação ao local? E recomendo um nome: Praça Conde Ferreira, ou então Praça Magalhães Lemos.

De: Jorge Oliveira e Sousa - "Parque do INATEL em Pereiró" 

Como é possível existir um parque com tão grande dimensão, encravado numa zona residencial em expansão, cada vez com mais crianças e tão mal aproveitado?

Passo lá todos os dias e custa-me ver todo aquele gradeamento "prisional" e as crianças das escolas à volta a não poderem usufruir de tão nobre espaço.

Ouvi dizer, mas não sei se é verdade, que todo aquele espaço está alugado ao Boavista F. C.. A assim ser, não acham que deveria ser dado outro destino? Pelo menos eliminar vedações, transformá-lo num parque público de livre acesso a quem lá quisesse correr ou simplesmente passear, colocar uma esplanada etc. etc.

Jorge Oliveira e Sousa

De: Alexandre Burmester - "Segurança" 

A propósito do tema da segurança onde se ouvem argumentos de todas as partes válidos, o que implica obrigatoriamente numa daquelas típicas situações que todos berram e todos têm razão, e em que o cerne da questão aponta como sempre para a organização e o sistema que não se encontra minimamente adequado às actuais realidades.

A título de exemplo e de solução, alguém por favor explique porque temos as seguintes forças policiais:
E ainda para referir apenas algumas outras ordens policiais, como a Guarda Alfandegária (que nem se entende para que serve) e distinto mas próximo, a Polícia Judiciária.

Se juntassem forças e comandos não haveria naturalmente mais efectivos, menos comandos e mais simplificação?

Alexandre Burmester

De: Teófilo M. - "Segurança e limpeza" 

Parece que foi ontem, mas já se passaram mais de cinco anos sobre o roubo de um automóvel, de uma conhecida actriz, e que serviu de pretexto para fazer cair um ministro que já tiha sido presidente da CMP.

Lembram-se?

Já antes, o mesmo senhor, tinha batido na mesma tecla reclamando mais polícia para o Porto e meios mais eficazes, mas muitos dos que agora apontam o dedo à insegurança, chamaram-lhe alarmista e que estava a prejudicar a cidade ao falar no assunto, pois o turismo ressentir-se-ía de tal discurso.

O tempo passou, todos olharam para o lado e o resultado aí está.

Lembraram-se finalmente que a insegurança existe, mas com um discurso esquisito, como se ela se tivesse instalado de repente e que fosse um fenómeno até há pouco desconhecido dos portuenses.

Claro, que será melhor falar nela e tomar atitudes, do que continuar a meter a cabeça na areia, mas pelo andar da carruagem parece-me que vai ser assunto para esgrima política em vez de actuação firme e adequada.

A Cristina, muito bem, assinalou nove situações com que nos deparamos no nosso dia-a-dia, mas há muitas mais, começando pela falta de efectivos da PSP e acabando no comportamento de muita gente que reclama por mais segurança, mas que não levanta um dedo nem faz um esforço a favor da mesma.

Na zona onde habito, são frequentes as algazarras e troca de tiros por volta das quatro/cinco da manhã, mas no dia seguinte, e mesmo que tenha havido intervenção policial, nada aparece documentado nos orgãos de comunicação, e olhem que eu não moro na periferia, aliás moro bem perto da casa do sr. presidente da câmara, e ou ele tem o sono muito pesado ou desconfio que bem ouve e sabe do que se passa, mas que nada tem feito para o impedir... pelo menos que se note!

Se a racionalização chegar à PSP, pode ser que com uma melhor distribuição dos efectivos possa ser feito mais e melhor, mas não se duvide que não se poderão fazer omoletes sem ovos, é necessário mais polícia e melhores meios/equipamentos.

Mas neste caso não sendo só a CMP a culpada, pois não pode admitir ninguém para a PSP, pode fazer outras coisas, tais como organizar uma vigilância eficaz sobre o estacionamento, melhorar a iluminação pública, disponibilizar locais para abertura de esquadras de proximidade, dar novas tarefas à polícia municipal, incentivar o ressurgimento dos guarda-nocturnos, criar mais zonas de estacionamento com segurança, criar taxas fortemente penalizadoras para os prédios/terrenos abandonados obrigando os proprietários a tê-los vigiados/selados ou assumir essa obrigação com posterior ressarcimento pelo serviço prestado, implementar actividades de animação nas zonas mais vulneráveis, fomentar uma política de rejuvenescimento habitacional séria e ajustada à realidade, lembrando-se que os actuais inquilinos estão velhos e necessitam de estruturas de apoio e que os jovens necessariamente envelhecerão também, enfim interagir com os vizinhos de modo a tratar o problema com uma visão regional e não apenas como um episódio local.

Já do lado da limpeza, a situação está na mão da CMP, pois esta tem obrigação de limpar e cuidar o que vem fazendo cada vez menos e com menos qualidade. Já não me lembro de quando foi a última vez que vi um carro da água a limpar as ruas, ou um empregado de limpeza a varrer as ruas na minha zona, pois pelos vistos espera-se que a natureza (vento e chuva) os substituam na limpeza.

Os recipientes colectores de lixo, para além de imundos, muitas das vezes transbordam, levando a que à sua volta se vão depositando, sacos e saquinhas de cores diversas e com cheiros que permanecem muito para além da sua recolha.

Logradouros que rapidamente se transformam em monturos existem em diversos locais da cidade sem que nada os impeça de florescer, quer por falta de vigilância, quer por falta de higiene dos que os utilizam, pois sabem que nada nem ninguém os atrapalhará no triste serviço que prestam à comunidade.

E por hoje é tudo, agora mãos à obra, e que ela se veja, e não apenas sirva para leit-motiv para portuense ouvir.

Cumprimentos
Teofilo M.

De: TAF - "Pior a emenda do que o soneto..." 

- Diálogo com a nova Direcção do IPPAR permitiu desbloquear conclusão do Túnel de Ceuta - "Através do aumento em 1% na inclinação da rampa de saída do Túnel (...)"

Em face desta confusão toda desde há tantos anos, para se chegar a esta conclusão, só se pode dizer de todos os intervenientes: Palhaços! Não houve respeito nenhum pelo munícipe, nem pelo património, nem por coisa nenhuma. Foi apenas uma guerrilha inútil de teimosos irresponsáveis!

Os insultos são para se usar com moderação e só em circunstâncias que o justifiquem. É o caso. ;-)

De: Manuela DL Ramos - "Repetição do programa Biosfera" 

Porque vale a pena reflectir sobre o que se está a passar:
HOJE - Quinta-feira às 17:30 - A "requalificação" da Avenida e da Praça na RTPN

«As chamadas requalificações urbanas não deixam de suscitar debate, polémica e mesmo protestos. É o caso da actual requalificação da Baixa do Porto. Neste momento o projecto já está consumado no plano das decisões e as obras caminham para uma irremediável conclusão. Defensores e opositores do projecto falaram com a Biosfera. Este é o tema que lhe propomos para hoje.»

Depoimentos de Teresa Andresen (UP), Ana Moreira (GAIA) e Rui Rio( CMP). (Os arquitectos Souto Moura e A. Siza Vieira foram também convidados para serem entrevistados mas não se mostraram disponíveis.) Para além dos Aliados e da Praça, é também abordado o caso do Bolhão e o problema da requalificação da Baixa do Porto em geral. Pode desde já ler algumas das declarações de Teresa Andresen aqui e de Rui Rio aqui e aqui.

Cordialmente
Manuela D.L.Ramos

De: TAF - "JPV - FNAC Sta. Catarina" 

Apresentação:
A REMAR CONTRA A MARÉ
de José Pulido Valente


A Remar contra a Maré é uma obra polémica que reúne um conjunto de crónicas, assim como comentários a informações e despachos da Câmara Municipal do Porto e a sentenças do Supremo Tribunal Administrativo. No fundo, trata-se de um documento que aborda a existência de práticas ilegais e viciosas na área dos licenciamentos camarários e da prática da arquitectura, acrescido de propostas e sugestões. A obra escrita por José Pulido Valente mereceu o comentário da magistrada Maria José Morgado, que se refere ao autor como «parte daquela minoria que não só se recusa a fingir, como também está disposta a correr o risco da denúncia pública (...)».

FNAC de Santa Catarina, sexta-feira, dia 10, 18:30.

De: F. Rocha Antunes - "Trapalhada" 

Caro Zé Pulido Valente,

Já mais do que uma vez escrevi que é um gosto discordar contigo. Porque somos muito diferentes e porque temos coisas importantes em comum. Vou fazer um esforço para ser claro, como pedes.

Primeiro, ambos gostamos de regras e do seu cumprimento. E que todos as cumpram, uma vez que são regras.

Segundo, eu salientei o facto de voltarmos a ter regras claras: a publicação em DR do PDM. Tu dás mais importância ao sistemático incumprimento das regras anteriores. Eu dou mais importância à existência de novas regras, finalmente.

Terceiro, tu argumentas, cheio de razão, que o anterior PDM era bom mas que foi sistematicamente desrespeitado por quem tinha obrigação de o fazer cumprir. E que eu faria parte, ainda que ingenuamente, da campanha de branqueamento desse desrespeito. Como sabes, na discussão pública do actual PDM fui um dos maiores críticos de algumas das propostas apresentadas pelos autores do actual PDM. Apresentei alternativas e algumas foram aceites.

Quarta, há tempos para tudo: tempo para discutir as regras e depois tempo para as pôr em vigor. O tempo da discussão acabou. Não faz sentido estar eternamente a reabrir a discussão. Nunca mais se faz nada se assim for. E todos precisamos que se faça finalmente alguma coisa. Eu estou a concentrar as minhas energias em fazer, dentro das novas regras, evidentemente.

Quarto, afirmas que eu sou melhor cidadão do que um promotor imobiliário pode ser. Eu sou, indissociavelmente, as duas coisas. Por vontade própria e por ter muito gosto no que faço.

Olaré.
Francisco Rocha Antunes

De: Cristina Santos - "Continuando com as teorias" 

Porque é que a CMP não faz um inquérito?!
Inquiriam-se os portuenses sobre os motivos pelos quais não se passeiam na Baixa do Porto à noite, como faziam na década de 80/90, o site poderia servir para situações como essa.

A «Cultura» ou os eventos populares fazem retomar o movimento e a segurança na medida em que mais pessoas, mais polícia, mais luz e movimento é igual a menos insegurança, menos marginalidade.
Não sei é se estamos a falar do mesmo tipo de cultura, para atrair massas é necessário eventos periódicos de músicas ou forros populares, que façam sair famílias tradicionais e que permitam aos outros que pretendem outros tipos de espectáculos, circular a pé, com a segurança que as massas acarretam.

Efectivamente a delinquência reduz-se não se anula e com as ruas movimentadas o número proporcional é mais favorável, contudo se quisermos apenas ir tomar um café em qualquer dia vulgar, ou mesmo na pele de um turista que circula recém chegado - o cenário que encontramos o qual não se altera só pelo movimento cultural é este:
Isto circulando de carro e em pequenos percursos, porque se resolvermos entrar nos quarteirões, o exemplo dado pelo Valério é extensível a quase toda a cidade, isto não é alarmismo é a tentativa de forçar a prevenção.
Muito se tem preservado a imagem da cidade ao não divulgar as ocorrências, mas não se divulga por dois motivos trata-se de menores, os crimes são de vandalismo – e não se divulgam nos jornais ocorrências sem resolução.

Partindo do ponto onde o Valério nos deixou, evitando subir aquela escarpula que vai de Cervantes a Antero de Quental, sigamos a titulo de exemplo para Rua dos Burgães, só na noite de sexta-feira foram vandalizadas 6 viaturas, vidros da porta do passageiro partidos, assinaturas com chaves e grafitis, etc… isto acontece semanalmente não há meio de os deter mesmo que se reconheçam - são grupos de menores dispersam-se facilmente.
Trata-se de um hobby, os furtos são insignificantes, o problema são mesmo os danos, as ameaças.

Estes jovens derivam das zonas degradadas, há uns meses já publiquei aqui fotos de ilhas, mas também há bairros.
Nestes troços os apartamentos que vão vagueando ficam ocupados por meses, desvalorizam de dia para dia, em compensação os prédios mais antigos e as ilhas, mesmo que insalubres, vão ficando repletas de famílias «carenciadas», valorizam cada vez mais.

E há outra coisa curiosa, hospeda-se uma família e em breve estão várias famílias que pertencem à mesma família, a ocupar a rua, ou o prédio.
A ponto de os últimos proprietários venderem e mudarem de zona. A desvalorização é terrível, atrás destas famílias vêm os carros velhos sem seguro, que causam problemas, vem as lutas, os distúrbios, a música, o barulho, o lixo espalhado…

Suponham: há uma cordilheira de casas exíguas de 1 só assoalhada, completamente lotadas e há 3/4 prédios de habitação colectiva que já não rendem nada.

Bem, daqui vamos atravessar Damião de Góis e o troço da Constituição obviamente aqui não se passa nada, sigamos até ao quarteirão Padre Pacheco do Monte, onde o cabeleireiro resistente trabalha com tranca na porta – estamos no núcleo - Padre Pacheco do Monte / Vale Formoso, Leal – não vou repetir o cenário, aqui as coisas pioram. Depois é Antero Quental (indescritível) - Jardim de Arca de Água e envolvente.

O que mais me preocupa são os jovens, hoje já manifestam um revolta imensa, contra os bens dos outros, contra os filhos dos outros, amanhã como vai ser?! Hoje defendem-se em grupos de 10/12, amanhã como será?

É preciso lembrar que em Lisboa a extensão protege, o Porto se permitir que a marginalidade e a violência se instalem, não tem solução, é muito pequeno, os problemas de Cervantes atingem a Boavista, e será o mesmo em todos os quarteirões, com o agravamento de uma maioria de munícipes cada vez mais idosos e isolados.

Vão pensar que isto é um exagero, façam então um exercício, dediquem dois ou 3 minutos a observar as mudanças que ocorreram nos transeuntes da V. rua, ou da rua do V. trabalho.

De: David Afonso - "Serviço Público" 

A Câmara Municipal do Porto vai pôr à venda uma série de edifícios na Zona Histórica. Não vale a pena procurar esta informação no site da autarquia (que lá terá assuntos mais urgentes a tratar) ou da SRU. Fiz em ambos uma busca minunciosa e nada encontrei. Entretanto, fui informado via mail pelos serviços municipais que está disponível no Gabinete do Munícipe uma lista dos prédios a alienar, onde consta a sua localização, área e valor da base de licitação. Fui lá. Para poupar o incómodo da deslocação a todos os possíveis interessados deixo aqui essa lista. Isto é... SPIP (Serviço Público de Iniciativa Privada)! ;-)


David Afonso
http://odoloeventual.blogspot.com
--
Nota de TAF: Estas áreas serão as áreas de implantação ou a área bruta total (vista como soma das áreas dos vários pisos)? Em qualquer caso os valores parecem, assim à primeira vista, demasiado elevados...

De: TAF - "Luz ao fundo..." 

Ver para crer, mas parece que acabou a palhaçada de ambos os lados:
- Túnel de Ceuta: Conselho consultivo do IPPAR aprova solução
- Câmara do Porto pode reatar obra do Túnel de Ceuta em Março
- Câmara do Porto quer retomar em Março conclusão do túnel de Ceuta
- Ippar aceita proposta da câmara para o Túnel de Ceuta
- IPPAR desbloqueia Túnel de Ceuta - (com este título só podia ser no site da Câmara...)
- Solução para o túnel de Ceuta
- Túnel de Ceuta já tem solução

- Metro em breve no S. João
- Assinado protocolo entre a Fundação e a SOPORTHIS para estudar Zona Histórica
- Zona Histórica: Procura de novas respostas
- Pedro Burmester regressa à Casa da Música
- Pedro Burmester confirmado na Casa da Música
- Porto em destaque na ARCO
- Apoio à integração com novo programa
- Construção do novo INEGI arranca em ano de aniversário

- 2 Web Sites Push Further Into Services Real Estate Agents Offer
- Electricidade e comunicações travam crescimento económico
- Governo demarca-se da administração da Portugal Telecom
- Contra-OPA do BES presa por falta de financiamento
- Homens do BES na liderança

2006/02/08

De: Pulido Valente - "Verdade?" 

Caro Francisco R.A.

Que trapalhada! Desta vez não tens sido claro como é teu hábito. Não se trata de verdade mas de cumprir a lei. Parece contraditório que seja eu a fazer força para que a lei "deles" seja cumprida. No entanto há que considerar que passamos a vida a ser obrigados a cumprir com a lei e com as várias versões da lei que cada burocrata vai fabricando. Por isso, se somos obrigados a estar sempre dentro da lei ou das leis dos burocratas incompetentes ou viciosos por muito que custe, acho que o mínimo que se pode pedir à administração é que cumpra a lei também. A que foi publicada como tal.
Aqui a questão não é de saber em que data o PDM entrou em vigor mas sim de contrariar a campanha que se vem fazendo desde 93 contra o PDM de..93!

Arranjam-se os mais desvairados pretextos para pôr fora de serviço um PDM que tem, teve, grande valia só porque ele não é feito pela gentinha que fez este ou pela que sempre esteve contra ele.
Entendo que devemos publicitar as maroscas e as manobras que são usadas deitando mão ao poder. Maroscas e manobras que servem interesses que não são os da cidade e dos cidadãos.

A propósito de interesses acho que nada adiantas com essa atitude de te identificares como promotor porque, se te auscultares mais um bocadinho chegarás à conclusão de que o teu interesse primordial está na qualidade da cidade e na da vida dos cidadãos. Pelo menos é isso que todos nós vemos nos teus escritos.

Olé.

e.t.- já fui mais duas vezes ver a iscultura mas julgo que ainda não está acabada.

De: Valério Filipe - "Vandalismo" 

Estive hoje na Rua de Cervantes (mesmo ao lado da ordem da Lapa), e tive oportunidade de tirar algumas fotografias junto à esquina com a Rua da Lapa. (ver ficheiros em http://miscmedia.no.sapo.pt/Cervantes.htm). Aquele “pedacinho” de cidade está uma desgraça. O vandalismo impera, e não fossem suficientes os grafittis, esta zona de rua é uma casa de banho a céu aberto. Os frequentadores / consumidores / vendedores que aparecem com o pôr-do-sol usam todos os cantos para as suas necessidades. O Fontanário (que está a funcionar (!), jorrando sempre água sem que se entenda para quê) está nojento, como podem ver nas fotos. Sim! É mesmo um poio (desculpem, mas não acho normal) que está ao lado do Fontanário. O cheiro é indescritível e o aspecto geral, como podem verificar nas fotos, é muito, muito mau.

Durante o dia nada se passa. O parque da Lapa é bastante procurado, e a enorme quantidade de procura de estacionamento por detrás da Ordem da Lapa não convida os espécimes locais a aparecer. No entanto, com o pôr-do-sol, a “savana” ganha vida! O sentimento de insegurança é enorme para quem tem, por exemplo, que ir buscar o carro que lá deixou estacionado um pouco fora de horas.

Tomei conhecimento da situação, nesta rua, através de um Inquilino cujas rendas a minha empresa recebe. Entrou para o imóvel em fins de Dezembro de 2005, e com a liquidação da renda de Março veio pedir para que não o obrigasse a cumprir o contrato pelo prazo estipulado e lhe permitisse denunciar o contrato o quanto antes. Diz-me, e acredito piamente, que o exaspera ter que todos os dias limpar o passeio com lixívia para tirar o cheiro das necessidades que lá fizeram. Que o exasperam os olhares ameaçadores e os insultos constantes, bem como a vandalização do veículo de trabalho, ou o facto da Polícia dizer que nada consegue fazer de não existir flagrante delito…

O prédio da esquina com a Rua da Lapa foi pintado há cerca de um ano, o que os vândalos agradeceram uma vez que lhes deu uma nova tela, podendo lá voltar a fazer mais “arte”… De notar que, para quem entende o fenómeno, quase todos os “desenhos” têm tags ou assinaturas pelo que um bom trabalho de investigação por parte da Polícia poderia levar a algumas detenções. Nestas situações, até porque este crime não tem uma moldura penal pesada, acredito na aplicação de penas alternativas, que podem mesmo passar por prestação de serviço junto da CMP a limpar grafittis, por exemplo…

Neste ponto concordo com Cristina Santos quando se refere ao “sinal social que nos é dado, pelo crescimento do pequeno crime e actos vandalismo gratuitos”. Esta pequena zona da cidade é claro exemplo, e bem demarcado, uma vez que não se nota (com excepção dos grafittis) quando se passa no Largo da Lapa.

Valério Filipe
[email protected]

De: TAF - "Notícias" 

- PS e CDU defenderam projectos para o município candidatar a fundos comunitários
- Oposição quer candidatar mais de 20 projectos
- Realojamentos na agenda da CDU

- À espera do “sim” de Pedro Burmester
- Casa da Música endereça convite a Pedro Burmester
- Católica do Porto abre cineclube e café-concerto à cidade
- Cineclube da Católica será aberto ao público

- Vereador pedirá a intervenção do Governo nas alterações na rede da STCP
- Câmara diz que linhas são solução de recurso
- Reuniões com juntas para ajustar percursos
- Via Verde controla trânsito em Gaia
- Via Verde introduzida no centro histórico de Gaia até à Primavera

- Rui Rio ficou com dúvidas sobre as Virtudes
- Casas no centro em vez de bairro

- BES prepara OPA para concorrer com a Sonae

PS: Executivo da CMP elegeu principais projectos estratégicos do concelho a candidatar aos fundos europeus

De: David Afonso - "Bom senso e cultura de insegurança" 

1. O senso às vezes também passa por aqui
Segundo parece, o Conservatório de Música do Porto vai ser construído de raíz nos terrenos dentro do recinto da Rodrigues de Freitas. Não sendo a solução ideal, é minimamente satisfatória. O bom senso demonstrou que seria uma perfeita imbecilidade desactivar o Carolina Michaelis para aí instalar (mal) o Conservatório. O voluntarismo dos responsáveis políticos foi ultrapassado pela razoabilidade. Coisa rara.

2. Cultura de insegurança
A Cristina publicou um post com um título enganador: Semana Cultural da Baixa. É que o post não é sobre Cultura, mas sobre insegurança. Fica aqui o meu protesto que é ao mesmo tempo um elogio: a) Protesto porque, mais uma vez, se confunde sentimento de insegurança com insegurança objectiva. Não vale a pena protestar: vivo e trabalho na Baixa e, correndo o mesmo risco de cair na ratoeira da subjectividade, atrevo-me a afirmar que as coisas não são tão feias quanto as pintam. A única coisa que nos poderá desempatar são as estatísticas e estas não demonstram que o Porto seja uma cidade particularmente insegura. Enquanto se insistir nestas «narrativas da insegurança» não conseguiremos vender o nosso peixe (se é que o peixe em questão é o mesmo); b) Elogio porque, mesmo sem o concretizar, a Cristina manifesta a crença de que a cultura é um dos sectores-chave na reabilitação da Baixa do Porto. Também eu acredito que é trazendo as pessoas para a Baixa é que esta se renovará e que não haverá melhor isco do que uma vida cultural intensa, já que não podemos oferecer outro tipo de mordomias. O sentimento de insegurança, esse, irá se desvanecendo à medida que as pessoas voltarem à rua e às casas. Um polícia em cada esquina nada resolve, para além de ser muito incómodo.

2006/02/07

De: Rui Valente - "Resposta a Cristina Santos" 

Cara Cristina Santos,

Vou responder com muito gosto às questões que me colocou.

Questão nº.1
Quem esteve (e está) sempre de costas voltadas para a cidade, para as suas instituições (teatro, cultura, jornais,clubes desportivos, etc.), é o próprio Rui Rio, razão mais do que suficiente (para mim), para nunca ter votado nele.

Questão nº.2
O mal de Portugal, não tem a ver com adaptações. Isso é o que o português melhor vai fazendo, o chamado desenrascanço. Mais importante do que as adaptações (quase sempre rascas), é a inovação, a ousadia, a originalidade. Nisso, convenhamos, não somos famosos. O mal de Portugal é adaptar-se mansamente à triste realidade de ser um país eternamente adiado, pouco exigente e subserviente para com uma classe política de baixo nível, que muito promete e pouco cumpre!

Questão nº.3
Democracia, é também ter o direito de discordar das maiorias (embora, aceitando-as). Já alguém, um dia, muito sabiamente disse: se um milhão de pessoas cometer um erro, não deixa por isso de ser um erro!

Questão nº.4
O desafio de criar uma plataforma de debate com a inclusão de todos os partidos do Norte é aliciante, mas quero ver para crer. Minha cara, o amor dos partidos ao país é bem mais débil do que a rivalidade que sustentam entre si. Presumo que a sua boa fé seja abalada com a minha descrença, mas é assim que penso (até provas em contrário).

Questão nº.5
As parangonas dos jornais (do JN ou de qualquer outro), têm e devem de ser "filtradas" por quem as lê, porque, como deve saber, apesar de se considerarem veículos de informação, o seu principal objectivo é vender papel, nem que para isso tenham de enganar as pessoas. Quem não perceber isto, arrisca-se a andar constantemente enganado.

Terminadas as 5 respostas, às suas 5 questões, quero dizer-lhe que não estou minimamente interessado em "ajudar" este Presidente da Câmara, a não ser que seja para o demitir (o que infelizmente não posso). Talvez nas próximas eleições. Quem sabe?

Ao seu dispor,
Rui Valente

De: TAF - "Nem de propósito..." 

Escrevi eu esta madrugada a propósito da OPA à PT: "Por muitas razões, esta pode vir a ser uma das mais importantes notícias para o Norte desde há muito tempo."

Pois como é que Belmiro de Azevedo terminou a conferência de imprensa de há pouco? Dizendo algo semelhante a isto, dirigindo-se aos jornalistas: "Eu estou mesmo convencido de que vamos ganhar esta OPA e por isso podem ir preparando as vossas reservas de hotéis porque a próxima reunião vai ser no Porto."

Ora digam-me lá agora que não é pela economia que isto vai ao sítio? ;-)

- Dossier OPA da Sonae à PT no Público
- O negócio da década
- Mais um vídeo na SIC.
- Belmiro de Azevedo diz que proposta de aquisição da PT é «difícil de bater»

De: Cristina Santos - "Um elogia outro denigre" 

Caro Rui Valente,

Questão nº 1 – não é de costas voltadas à Autarquia que se ajuda a cidade.
Questão nº 2 - o mal de Portugal é não saber adaptar-se àquilo que tem, incentivando as qualidades e corrigindo os defeitos, quanto a mim o que temos por 4 anos é Rui Rio – tem defeitos, tem qualidades – tentemos colaborar.
Questão nº 3 - democracia é reconhecer no povo o direito da escolha, o povo escolheu, temos apenas a possibilidade e responsabilidade de sugerir caminhos.
Questão nº 4 – estou de acordo com o desafio de Agostinho Branquinho de criar uma plataforma de debate que inclua todos os partidos a Norte, mais diria, um pacto de desenvolvimento e seriedade.
Questão nº 5 – um exemplo de clubismo é a reportagem do JN quanto à passagem do Metro em frente ao Hospital, repare neste pormenor:

A comissão disse:
"São co-responsáveis por esta situação todos os presidentes das câmaras com assento na administração do metro e o seu presidente executivo, Dr. Oliveira Marques, e, por omissão, os deputados da cidade que na Assembleia da República se têm furtado a tomar posição sobre a matéria", disse o presidente da Comissão, Castro Henriques.»

O JN resumiu : "Comissão diz que Rio será responsável por acidentes"

É clubismo porque o título da reportagem podia ser mais forte e proveitoso para o bem comum – ex: Comissão responsabiliza todos aqueles que ganham bons salários para defender um investimento coeso a Norte e não o fazem

Dava outros exemplos disso, como o facto de o povo em alguns casos ser mais partidarista que os partidos, como o PSD vem depois da Associação Comercial propor uma espécie de solução para o Norte, já ninguém apoia.
Há outros exemplos que nos denigrem e não nos trazem mais valias.
Em suma o executivo não vai cair – a crítica pode e deve ser construtiva – reconheçamos os defeitos e sugiramos resoluções ao invés de andar aqui 4 anos a negar as evidências, foi eleito tem maioria, o que é que propõem fazer?!

Pretende que se continue a dizer é mau, não merecia ser eleito, é cinzento e não é azul, é portuense mas não é portista, não percebo o que é que isso traz de bom à cidade, sinceramente…O outro senhor merecia ganhar e porque este presidente ganhou vamos fazer-lhe a vida negra, chumbo sobre chumbo, crítica sobre crítica …
Não entendo esse amor à cidade.
Ódio e repulsa guardemos para nós, unamo-nos apenas no bem comum.

De: Rui Valente - "A excelência da seriedade!" 

Para aqueles que tardam a descer à terra, continuando a apreciar os virtuosismos morais e políticos de Rui Rio, quiçá incapazes de esquecer (e separar) as suas simpatias ou aversões clubísticas (sim, clubísticas), atrevo-me a pedir-lhes um pequeno exercício de memória, lançando a seguinte questão:
- será porventura honesta, dinâmica ou inconformista a postura do autarca local para com os verdadeiros problemas da cidade do Porto, a todos os níveis? Já nem falo nas questões regionais, porque para o senhor Rui Rio a região parece confinada às paredes do edifício camarário e pouco mais...

Será também louvável, a apatia, o cinzentismo, o silêncio estrondoso a que o nosso (salvo-seja) presidente da Câmara se tem remetido em relação (por exemplo) à polémica questão do Metro junto ao Hospital de S. João, quando comparada com o espalhafato camuflado de rigor, mas com cheiro a provocação, protagonizado com o célebre Plano de Pormenor das Antas, invertendo, inclusivé, a sustentabilidade dos seus argumentos ao acabar por permitir uma maior volumetria de construção do que aquela que o projecto assegurava? Quem o afirmou, foi o próprio autor do projecto, o Arqº. Manuel Salgado, que já muito tem escrito sobre esta verdadeira anedota!

E então, em que ficamos, quanto à mais valia deste homem? Não será por acaso um conceito virtual de competência o que tem sido usado para o avaliar?

Com todo este currículo, como é ainda possível a certas pessoas continuarem a acreditar nas capacidades deste homem insípido e desenraízado, que parece ter atingido o auge da sua realização pessoal destilando todo o seu fel e energia contra o Futebol Clube do Porto?

Tenham paciência meus caros, mas quem mesmo assim insistir em reconhecer-lhe méritos, será desejável consultar com urgência um bom oftalmologista ou confessar de uma vez por todas os seus ódios de estimação clubísticos, porque só por falta de maturidade é que é possível continuar a inventar-lhe virtudes. Porque, afinal, quem perderá com isso, somos todos nós e sobretudo a cidade do Porto, que dizemos amar.

Acreditem,este não é o Homem que a cidade (e a região) precisam. Definitivamente! O pior, é que vamos ter de o aguentar ainda mais uns anitos. Que desperdício!

Rui Valente

De: Cristina Santos - "PSD-Porto quer repor regionalização..." 

"... na agenda"

Outra iniciativa a merecer destaque e bem posicionada no sentido da recente eleição presidencial.

«A concelhia do Porto do PSD enviou uma carta a Luís Marques Mendes, na qual incita o líder social-democrata a retomar, "com carácter de urgência", o debate sobre a regionalização. Em declarações ao DN, Pedro Duarte, presidente daquela estrutura partidária, sublinhou a importância de ser "o PSD a liderar, desde já, este debate, para que seja possível fazer, em tempo razoável, um novo referendo" sobre as regiões administrativas»

Noticia integral do DN

De: Cristina Santos - "«Diferença "brutal" de meios..." 

"... entre polícias e criminosos»"

Hoje o JN informa-nos que o grupo parlamentar social – democrata «irá fazer chegar ao Ministério da Administração Interna um requerimento para ser feito o "ponto da situação" sobre a matéria das infra-estruturas policiais.»

«A PSP tem de ter meios para uma maior capacidade de intervenção", reforçou o deputado Agostinho Branquinho, que criticou a "falta de sensibilidade" do Governo para estas questões»

"No PIDDAC de 2006, há meia dúzia de euros para o distrito do Porto"

A situação é preocupante e exige a pressão dos órgãos partidários da região.
A falta de emprego associada a falta de segurança pública é uma fórmula mortal para o desenvolvimento regional.

A cidade está tão desprovida de meios de segurança que consegue reunir marginais de toda a área metropolitana, que aqui encontram presas fáceis e em grande número.

Além disso há um sinal social que nos é dado, pelo crescimento do pequeno crime e actos vandalismo gratuitos praticados por jovens menores, geralmente residentes nas áreas mais degradas da cidade.

São grupos com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos que tem como ocupação favorita provocar transeuntes idosos, crianças/estudantes.
A sua acção é já reconhecida em certas zonas de passagem ou lazer, como estações do Metro (Campo 24 de Agosto, Lapa, Ramalde) ou parques (São Roque, Corujeira, Quinta do Covelo).

(Recordo o caso recente do Jovem que atingiu gravemente o amigo com uma faca de talho por uma simples quezila escolar, aconteceu em frente à escola da Constituição no horário de saída comum ao 1º e 2 ciclo - os inúmeros acidentes com jovens em motos sem seguro, licença ou qualquer tipo de documento - os vandalismos nas viaturas - as cabeças «rachadas» de quem por lazer opta por visitar o magnífico labirinto de São Roque - o estado da estação do metro do campo 24 de Agosto - os pequenos furtos etc.)

Temo pelo futuro destes jovens e de todos os outros jovens que na posteridade se cruzem no seu caminho.

Em suma, esta situação dificulta os passeios a pé na cidade, conduz as famílias a considerarem o futuro dos seus descendentes, hipoteca o futuro da próxima geração, causa insegurança geral e denigre a imagem pública.

Espera-se portanto um resultado positivo deste requerimento porque efectivamente sem segurança não há bom comércio, não há boas escolas e o desenvolvimento fica gravemente condicionado.

Cristina Santos

Ps- entretanto parece que o JN começa a ceder, ainda bem, se o JN colaborar com a força que a Autarquia necessita para desenvolver a Cidade, o bem comum sai reforçado - abaixo as lutas locais internas - todos pelo bem comum! (aparelhos partidários incluidos)

De: TAF - "A OPA" 

Por muitas razões, esta pode vir a ser uma das mais importantes notícias para o Norte desde há muito tempo:
- Sonae lança OPA à Portugal Telecom
- OPA sobre a PT prevê eliminação da «golden share» do Estado
- Abriu a caça à PT
- Sonaecom lança OPA sobre Portugal Telecom
- OPA: Sonae oferece 9,5 euros por acção da PT
- Sonae lança OPA sobre capital da PT
- O vídeo da SIC
- Sonae lança-se à compra da PT com OPA hostil
- Golden share, Os dois grupos
- Sonae pode vir a gastar 11 mil milhões com a PT
- O anúncio formal da OPA na CMVM
- Belmiro de Azevedo avança para a Portugal Telecom
- Sonae lança OPA sobre a PTM a 9,03 euros por acção - É outra OPA, desta vez sobre a PT Multimédia!

Outros assuntos:
- Rede social no centro histórico
- Hospital de S. João está “sitiado”
- Comissão diz que Rio será responsável por acidentes
- Conservatório de Música vai ter um edifício de raiz
- Gaia: Parque sem café à superfície em Soares dos Reis
- "Novo" museu abre a 18 de Maio

2006/02/06

De: Manuela DL Ramos - "Jardim Soares dos Reis" 

Afinal o que se passa com o Jardim Soares dos Reis?
Mais alguém para além do Bruno Santos anda preocupado?
Afinal não vai crescer, ser alargado, etc., etc.?
Sempre gostava de conhecer mais opiniões.

Cordialmente
Manuela D.L Ramos

De: F. Rocha Antunes - "As verdades" 

Meu Caro Zé Pulido Valente,

Eu resisto sempre a confundir a minha opinião, que é a minha verdade, com a Verdade, e muito menos confundir factos que, sendo indesmentíveis, não se transformam por isso na Verdade.

O teu argumento, porque quer queiras quer não é de um argumento que se trata, é a de que as ilegalidades existentes nas normas provisórias impediram que o PDM de 1993 tivesse deixado de vigorar, e que a interpretação que a CMP faz do parecer da Prof. Fernanda Paula Oliveira não permitia ter acrescido mais estes 6 meses. E não sou eu que vou agora discutir juridicamente o assunto contigo.

O que eu referi de importante, e que te passa completamente ao largo, é que não se voltou a esticar, por mais uma vez, o prazo para que o PDM entrasse em vigor. Se entra em vigor depois de dois anos de o PDM de 1993 não ter sido suspenso correctamente ou se é dois anos e seis meses depois, não altera o que escrevi: é bom que tenha sido publicado no DR. E, segundo o teu raciocínio, o novo PDM passou a ser Verdade.

Também não penso estar a desiludir-te se te disser que prossigo sistematicamente os meus interesses egoístas. Mas legítimos e por isso confessáveis. Quero fazer bons projectos imobiliários e ganhar muito dinheiro com isso. Sou das poucas pessoas que acha importante dizer sempre quais os interesses que tem no que diz, ao assinar, exaustivamente, que sou promotor imobiliário. Quem me lê sabe sempre que tenho uma opinião interessada. Como são todas, umas às claras e outras não tanto. E escrevo o que penso, não faço fretes nem aceito escrever por encomenda. Mas também não vejo inimigos em cada sombra.

Um abraço do Francisco Rocha Antunes

De: Pulido Valente - "Ó Francisco!..." 

"... Tu és capaz de pensar isso?"

Francisco R.A.
Vamos lá a ver se nos entendemos.

Mesmo que queiras não podes desvirtuar as verdades. Dizes que sabes a minha opinião mas enganas-te (a ti mesmo).
Não se trata de opiniões mas de verdades e mentiras e tu não mentes! Portanto esclarece lá como podes ter reduzido as verdades que escrevo a simples opiniões.

As verdades:
  1. lei há só uma: a que é publicada no D.R. e mais nenhuma!;
  2. a CMP não pode determinar que o PDM de 93, que entrou em vigor depois de 6 de Setembro de 2005 não esteve em vigor até 6 de Fevereiro de 2006;
  3. o PDM de 93 esteve em vigor muito mais tempo porque as medidas preventivas foram mal feitas e são, em parte apreciável, ilegais!;
  4. a CMP agiu ilegalmente se e quando não deu andamento aos processos (ou q.q. outro assunto ou decisão) sob pretexto de ter ela, CMP, alterado a lei!!! (pondo o PDM de 93 de molho e desactivado)!;
  5. uma pessoa inteligente e séria como tu não pode veicular ideias feitas, slogans ou qualquer mensagem subliminar, ou não, que sirva os interesses particulares de algumas pessoas ou grupos!
Diz lá de tua justiça para que se perceba. JPV

De: Carlos Gilbert - "Alguém se lembra?" 

Caro Pedro Aroso,

Claro que me lembro, se eu até os utilizei (os ditos elevadores)! Só que era melhor a intenção do que o proveito. Quem quisesse ir do Ouro e/ou Massarelos para a Afurada ia (como vai hoje) de lancha fluvial. E é por isso que eu tanto me bato por este tipo de transporte como uma das chaves para o transporte de pessoas entre as margens do Porto e de Gaia. A zona tem uma característica que não podemos eliminar: é demasiado escarpada para acolher com facilidade as diversas pontes de que se tem falado. Ou estas seriam a uma cota mesmo baixa, o que dificulta o tráfego fluvial, ou se forem à cota média a distribuição do trânsito automóvel torna-se muito difícil (e os peões não gostam de andar grandes distâncias a pé, muito mais se for a subir e a descer, como se compreende).

Tenho pensado muito sobre este tema das acessibilidades entre o Porto e Gaia (a ideia da ponte para o Metro paralela à Arrábida posso dizer que terá nascido de um artigo meu saído no "Público" há uns anos, quando se debatia a futura rede deste meio de transporte, e agora - que ninguém nos ouve - confesso-te que foi com alívio que soube que o governo a retirou das prioridades... imagina o distúrbio visual que iria causar na nossa belíssima ponte da Arrábida!). Tenho-me posto a pensar no terreno como seria a dita ponte à cota intermédia, no enfiamento da rua de D. Pedro V, e pergunto-me: como se iria distribuir o trânsito do lado do Porto? Olha para a ponte nova sobre a VCI na zona de S. Roque da Lameira e vê a largura que é necessária para a ponte em si e os tabuleiros distribuidores! E do lado de Gaia, como se iria fazer os acessos à marginal?

Pensei igualmente: e se se fizesse uma ponte à cota baixa ancorada entre a Alfândega e o Infante? Do lado de lá (sempre gostei de me incluir aos que chamam a Gaia "o lado de lá"... mas é feito sem desprimor para os gaienses, que fique claro!), bem, do lado de lá, teria de ancorar mesmo junto aos antigos estaleiros, ao pé da Real Vinícola. E o trânsito automóvel para essa zona seria assim tanto que justificasse essa alternativa? Talvez até pudesse ser. Só que há um problema: para permitir o tráfego fluvial teria de ser uma ponte com uma altura de arco do género das que há p.ex. em Paris, sobre o Sena. Do "lado de cá" talvez desse, devido à ancoragem ser sobre o muro do cais da Alfândega, mas "do lado de lá", a altura do cais de Gaia chegaria? Talvez os arquitectos daqui do blogue pudessem dar uma achega a esta ideia, talvez até com uma projecção em programa de computador, não sei se alguém o poderá fazer.
Se esta ponte fosse feita com o devido enquadramento (de concepção) tinha-se o problema resolvido, creio.

Há outra ideia para a cota baixa: ligar com um tabuleiro de via única o lado de Gaia da base da D. Luiz I, em 45º oblíquos sobre o rio, à marginal do lado do Porto (Av. Gustave Eiffel) onde iria entroncar mais ou menos por baixo da ponte Infante D. Henrique (da qual até seria até um complemento...). Isto obrigaria a recuar uns metros a entrada para os armazéns de vinhos (julgo que da Borges), mas o trânsito automóvel vindo de Gaia, e com destino ao Freixo, ficava com um escoamento directo e aliviava de sobremaneira o tabuleiro inferior da D. Luiz I.

Será algo do que aqui escrevo exequível? Ao menos fica o "Denkanstoss"... (tão difícil de traduzir como o termo "Zeitgeist"...)

Abraço,
Carlos Gilbert

PS: "Denkanstoss" será algo como "ideia para ser debatida"

De: Pedro Aroso - "Alguém se lembra?" 

Ainda a propósito da Ponte Pedonal, gostava de colocar aqui uma pergunta:
Alguém se lembra para que serviam as quatro "torres" (duas em casa margem), existentes na Ponte da Arrábida?


Provavelmente os mais novos nem têm conhecimento, mas "aquilo" são as caixas dos elevadores criados para permitirem o atravessamento dos peões que vivem à cota baixa.
Tanto quanto sei, estão desactivados há vários anos...

Pedro Aroso

De: F. Rocha Antunes - "Réplica ao Pedro Aroso" 

Caro Pedro,

Obrigado por teres confirmado de forma tão clara o raciocínio que eu tinha presumido. Não é que seja importante, mas não sou economista, sou gestor. Eu sei que para a maioria das pessoas parece a mesma coisa, mas não é.

O teu raciocínio tem um erro de base, aliás já referido pelo Tiago: os terrenos não valem por si, mas pelo valor do que se pode lá fazer considerando a localização que têm. E hoje o valor de qualquer imóvel, seja terreno seja edifício para recuperar, é o resultado de uma equação económica e não de um palpite de café. O valor máximo de venda de um imóvel é aquele que permite ao mais eficiente promotor imobiliário desenvolver um produto para o mercado aproveitando ao máximo o valor de uso desse imóvel, considerando as possibilidades de construção e as condições dessa construção.

A especulação fundiária, aquilo que tu referiste no teu exemplo, não é separável da edificabilidade, como é evidente. Mas se os valores pretendidos pelos vendedores de terrenos não forem exequíveis em função da mais eficiente equação económica da promoção imobiliária, não resultam, isto é, não se vendem.

Concretizando com o teu exemplo: se o valor do terreno por fogo for de 100.000 euros e alguém pagar, isso não tem nada a ver com a edificabilidade, mas com o valor do que pode ser vendido ali, depois de transformado em produto acabado. Sejam 10 ou 20. Se, por outro lado, o valor máximo do terreno por fogo for de 50.000 euros, então o dono do terreno só consegue vender por esse valor, não lhe adiantando nada pedir 100.000 euros por ele porque ninguém lhos pagará. Resumindo, e como disse antes, não é o facto de serem 10 ou 20 fogos que vai determinar se o terreno se vende ou não.

O que se calhar acontece é que os donos dos terrenos estão disponíveis para vender se conseguirem aprovar 20 fogos e já não estarem disponíveis para venderem se apenas conseguirem só aprovar 10. Mas isso é, como eu dizia, problema deles, E de quem deixa que os terrenos possam estar expectantes dezenas de anos a custos ridículos. Mas isso é outra conversa.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: Pulido Valente - "Ainda pior" 

From: J. Pulido Valente
Date: Feb 6, 2006 1:19 AM
Subject: Ainda pior
To: Lino Ferreira - CMP

Senhor vereador,

Na segunda feira passada, faz oito dias, fui à reunião com o eng.º Moreira da Silva mas ele não compareceu. Nem o eng. nem os serviços me avisaram de que a reunião tinha sido alterada. A meio da semana contactei o gabinete do munícipe tendo a Dr.ª Olga Maia sido eficiente e diligente na informação de que esperasse até hoje ou amanhã por um telefonema dos serviços de fiscalização para remarcação. Se não fosse contactado que contactasse de novo o g.m. Até agora não fui.

Faço notar que aquando da marcação para mais de cem dias depois da data do pedido de audiência me insurgi contra a demora inadmissível e solicitei e exigi ser recebido por outrem, hierarquicamente superior até, para evitar uma espera que ultrapassaria em muito o prazo dado por lei à CMP para decidir sobre TODO o processo de licenciamento.

Nada foi feito. Caiu em saco roto. Agora verifica-se que cumprir prazos, ser amável para com o cidadão, ser diligente, ser eficiente e competente não são preocupações dos serviços. É com estes serviços que a CMP vai melhorar o SERVIÇO?

Cumprimentos sem esperanças, JPV

De: Pulido Valente - "PDM" 

O JN, reproduzido no PNED, traz um texto do anterior assessor de imprensa da CMP sobre o PDM que afirma ele, PDM, não ser novo mas uma continuação dos anteriores.

Lamento que as minhas constantes denúncias da irregularidade deste PDM ainda não tenham chegado ao JN. Verifica-se que o JN não frequente nem o PNED nem "A Baixa do Porto".

De facto este PDM é novo pois, contrariamente ao que se diz no artigo, não é a revisão do de 1993. O JN refere que por obrigação legal o PDM deve ser a revisão do anterior. Exacto. Só que não basta que os jornais digam que é para ele ser. E não é.
As alterações e desvios da política urbanística do PDM de 93 são mais que muitas de tal modo que deixa de ser possível considerar este como uma revisão do anterior.
Para início de conversa o regulamento é um conjunto de profundas mudanças quer na terminologia, quer na correcção técnica, quer na estrutura do que (não) se pensa sobre o PDM. A simples consulta das definições (era o artigo 6º agora na versão final não sei qual será) dá uma ideia da profunda reviravolta que este PDM é em relação ao anterior.

Lembro que a 13 de Dezembro de 2004 "O Primeiro de Janeiro" publicou em separata uma revisão (com as correcções possíveis) do regulamento deste PDM, de fio a pavio, feita por mim. Essas alterações corrigem erros groseiros, sintaxe e lógica na elaboração de um regulamento. Quem for curioso pode ver as grandes diferenças entre um e outro se tiver ainda o regulamento anterior para comparar. JPV

De: Pedro Aroso - "Resposta ao Francisco Rocha Antunes" 

Francisco:
Sendo tu economista, vais perceber facilmente o meu raciocínio:

Antigo PDM
1. Imagina um talhão com 10.000m2, onde anteriormente podias construir 20 fogos, anunciado pelo preço de 1.000.000 euros.
2. Cada futuro proprietário teria que pagar 50.000 euros pelo terreno.

Novo PDM
1. O terreno continua a ter 10.000m2, mas agora só podes construir 10 fogos. O dono do talhão, como é normal, não baixa um cêntimo ao preço (1.000.000 euros).
2. Cada futuro proprietário terá que pagar 100.000 euros pelo terreno.

Abraço
Pedro Aroso
--
Nota de TAF: Tal como tinha acabado de escrever abaixo, aqui o erro de raciocínio está nesta frase: "O dono do talhão, como é normal, não baixa um cêntimo ao preço." Se quiser fazer negócio vai ter que baixar. E muito.

De: TAF - "Os preços" 

Este ponto que o Francisco referiu abaixo, o preço dos terrenos, é muito importante. De facto o que tem acontecido é que os donos dos espaços (sejam terrenos livres ou imóveis para recuperar) têm vindo a pedir valores completamente exorbitantes. Só assim se compreende que existam tantos imóveis, há tanto tempo, à venda em boas localizações. Os proprietários devem pensar que é uma espécie de euromilhões: pode ser que aconteça um milagre e alguém resolva pagar o que é pedido... É uma das características que justificam o nosso atraso: preferem ter o património parado, vivendo na ilusão de que possuem uma fortuna à espera. Com essa atitude nem fazem nem deixam fazer; prejudicam-se a si e à cidade.

Neste contexto os poderes de expropriação da SRU são muito úteis: acabam por provocar o aparecimento de um mercado, nem que seja à força. ;-)

De: F. Rocha Antunes - "PDM" 

Meus Caros,

A publicação do PDM em Diário da República, antes de hoje, dia 6 de Fevereiro, é um exemplo de concertação de esforços entre vários órgãos da administração para evitar que o Porto viesse a cair, mais uma vez, numa daquelas situações estranhas que parece que só acontecem aqui: o regresso ao PDM de 1993 (sim, JPV, eu sei qual é a tua opinião). Como hoje estaríamos aqui a desancar em toda a gente, começando pela Câmara e continuando no Governo, se tal não tivesse acontecido, cumpre registar este resultado positivo. Culpa de todos, felizmente. A sensação de estabilidade e governabilidade começa, de facto, a fazer o seu caminho.

Quanto às características asfixiantes do PDM, e aos perigos do Porto poder ser palco de futuros Hugo Chávez, como parece recear o Pedro Aroso, não as percebo muito bem. Se o problema é a existência de baixos índices de construção nas zonas fora da Baixa, isso é assunto que afecta os donos dos terrenos, mais ninguém. Há uma coisa que sempre me fez impressão, a ideia de que só com densidades elevadas é que se podia fazer habitação para a classe média, coisa que está implícita na afirmação do Pedro. Eu não conheço ninguém que decida baixar o preço das casas que vai fazer se o prédio for mais alto, mas posso ser eu a estar enganado, claro. O preço das casas é o que resulta do mercado, felizmente. O valor dos terrenos é um mercado que é, acima de tudo, determinado pela localização. O resto é a quantidade de dinheiro que os donos do terreno podem ou não receber.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: Pedro Aroso - "Cartas e Regulamento do PDM 

A decisão da Câmara Municipal do Porto disponibilizar as cartas e o regulamento do PDM em formato pdf, merece o meu aplauso. Tanto quanto sei, é a única autarquia onde isto acontece.

Infelizmente, este é o plano mais asfixiante de todos os que eu conheço e vai, inevitavelmente, acentuar o fenómeno da deslocação das empresas para os concelhos vizinhos. Por seu turno, a classe média e os jovens também deixarão de ter lugar nesta cidade. Vamos assistir gradualmente à sul-americanização do Porto, no futuro reservado aos muito ricos e aos muito pobres.

Pedro Aroso
--
Nota de TAF: Há bastantes concelhos onde o PDM está disponível em formato digital, seja PDF ou outro. Dois exemplos: Lisboa (PDF) e Amarante (DWF).

2006/02/05

De: Cristina Santos - "Semana Cultural da Baixa" 

A CMP vai promover ainda este ano a SEMANA CULTURAL DA BAIXA, com animação de rua, comércio e restauração em horário alargado e muita cultura urbana durante 7 dias.
Esta iniciativa visa recuperar o movimento e cultivar o interesse.

Isto é uma excelente notícia, se a par desta realização o executivo conseguir pôr em prática duas das promessas de candidatura.
Só podemos assegurar o movimento nocturno na Baixa se garantirmos a segurança pública em toda a cidade, ou pelo menos na envolvente.

As famílias portuenses têm que acreditar que é possível passear da Baixa à Boavista em segurança, com boa iluminação, com lugares de estacionamento sem estacionador, com Polícias a fazer ronda a pé.
A restauração e o comércio têm que sentir que é possível manter um estabelecimento aberto para alem das 21horas, de forma segura e rentável.
Garantindo a segurança, criamos em simultâneo regras de uso do espaço público.

Para conseguir isto é urgente pôr em prática o plano de segurança e combate ao banditismo. Infelizmente o número de estacionadores e mendigos jovens aumentou novamente, pelo que é urgente continuar com o programa, reformulando-o para novas capacidades. Este programa tem a vantagem dupla de integrar arrumadores ou mendigos na sociedade e libertar as ruas desse assédio.

Também é necessário alertar a Metro do Porto para a segurança nas imediações das estações, principalmente Lapa e Campo 24 de Agosto; esta última merece mais atenção pelos danos que já apresenta.

Se o executivo conseguir pôr em prática um plano de segurança eficiente, se der continuidade ao Porto Feliz e se conseguir promover uma semana cultural de arromba – tudo promessas que constam do programa de candidatura - acho que estamos no bom caminho para o «reordenamento» do uso humano dado ao espaço público ...

Enquanto outras notícias não chegam, um louvor a este executivo porque continua a primar nas práticas «rotineiras» que de tão banais foram esquecidas durante décadas - o nivelamentos dos paralelos, a remodelação dos saneamentos e condutas antes da reparação das vias que estão em estado caótico, o incentivo e fiscalização ao edificado, a reposição de iluminação (embora que esta continue com enorme défice). -
Enfim banalidades que só merecem louvor por não serem rotinas cá pela urbe e porque sem dúvida, um via de paralelo nivelada facilita-me o ingresso nos espaços carismáticos da cidade.
--
Cristina Santos

De: TAF - "Apontadores ao Domingo" 

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PS: A "requalificação" da Avenida e da Praça hoje na RTPN

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