2006/03/04

De: JA Rio Fernandes - "O acordo vai surgindo..." 

Não posso estar mais de acordo com tudo o que diz Rui Valente que, sem conhecer, cumprimento pelas suas opiniões e pela forma como as expressa neste espaço virtual de cidadania.

Acompanho-o no diagnóstico e sobretudo nos votos que faz para a partir do encontro de opiniões (e de pessoas) se construa algo que ajude a resolver os problemas do Grande Porto. De facto, à margem dos debates públicos, algo de muito bom vai acontecendo relativamente à proximidade entre pessoas e vontades. E o facto de se discutir, nem que sejam ideias que alguns como eu entende serem menos boas, ajuda a propagar a consciência do problema, o que é muito necessário para a construção e aceitação de soluções. Penso que depois de eleitos os novos dirigentes distritais dos dois principais partidos, passados alguns meses de um melhor funcionamento da Junta Metropolitana (depois de Valentim só pode ser melhor!) e com o Governo a avançar para a reforma da administração pública, vamos ter possibilidade de mudar isto, de facto! Pela minha parte, creio que a melhor solução (que não a única boa, entenda-se) é a de fusão de competências no Grande Porto (num misto de eleição directa e indirecta em que os presidentes de câmara manteriam um papel de relevo mas existiria alguém eleito apenas para a presidir a um executivo da metrópole) e desconcentração do Estado no Norte para preparar a Região Administrativa (como o PS prometeu e por certo cumprirá).

Rio Fernandes

De: Rui Valente - "«Nem sempre criticamos o homem,..." 

"... quando discordamos de uma ideia sua...»"

Prezado Rio Fernandes,

Isto de fazer críticas a alguém sem beliscar minimamente a sua sensibilidade natural, é muito complicado, porque apesar do seu fair play (que admiro), suponho não me ter feito entender, como conviria...

Como certamente reconhecerá, a qualificação que dei à sua posição referia-se a ela própria e nunca ao seu carácter pessoal, que acredito nada tenha a ver com a ideia que me deixou a sua mensagem sobre o tema em discussão.

Como apontei no meu texto anterior, creio ter percebido bem o seu ponto de vista. O problema maior quanto a mim, é recear que amanhã surjam mais opiniões demasiado cautelosas e acabemos por voltar à estaca zero. Repare que, a regionalização podia ser a solução ideal para o problema do Porto e de outras regiões do país, porque - apesar do resultado negativo do referendo - se calhar, foi por não termos continuado a batalhar por ela, que agora nos vemos "forçados" a derivar para outras opções, como esta da unificação das cidades do Porto e Gaia, e o meu receio é que passemos o tempo a pular de ideia em ideia sem avançar com nenhuma delas.

Acho que no nosso país se discute muito e se faz muito pouco, e o pouco que se faz, é quase sempre mal. Leis, decretos, intenções, existem q.b., mas de nada servem se não forem respeitadas e concretizadas. Veja que, estamos permanentemente a ser notícia pelas piores razões e quase sempre pelo incumprimento dos nossos deveres. Ainda ontem, fomos de novo chamados à atenção pela Comissão Europeia por não estarmos a cumprir com as normas de controle da qualidade das águas nas nossas ETAR's nem tão pouco a respeitar as entidades próprias com competência para as levarem a cabo. Isto parece uma doença crónica, a nossa tendência para a bandalhice sempre a coberto de um certo conceito de liberdade que me parece ele próprio viciado.

De resto, particularmente, o que eu quero, é que da fusão das suas opiniões com as de Rui Moreira e de muitos outros portuenses nasça uma só, com pernas para andar e que ande efectivamente. O único caminho que devemos evitar é o conflito de ideias e procurar aquele que com maior segurança e lucidez nos possa conduzir a um objectivo comum.

Com os melhores cumprimentos,
Rui Valente

De: JA Rio Fernandes - "Grande Porto é assunto!" 

A ideia do Grande Porto ainda mexe.

Por um lado temos o próximo O Tripeiro (revista de referência sobre os temas do Porto e que sairá como suplemento do Jornal Público) a tratar o tema com um pequeno artigo meu e outro de Paulo Rangel; por outro lado, como bem diz Rui Valente, temos o problema a aguardar solução.

Admito a crítica de conservador e temeroso que ele me faz, embora não me reconheça nela, porque é bom que fique claro que defendo a mudança; o que me distingue – e a muitos outros – de Rui Moreira e Paulo Rangel não é querer ou deixar de querer a mudança, é sim não ver na fusão de Vila Nova de Gaia com o Porto a solução para os problemas resultantes da existência de uma cidadania multimunicipal e de problemas de escala metropolitana e acreditar num outro modelo, de fusão de algumas das competências municipais, com eleição directa de um presidente do Grande Porto (ou de “grande área metropolitana”, o que acho menos interessante) sem acumulação com qualquer câmara, como acontece com a “Greater London” e em muitos outras metrópoles europeias.

Numa altura em que o governo repensa a administração do território, com eventual fusão de freguesias e o compromisso de colocar todos os ministérios e serviços de Estado desconcentrados de acordo com as regiões plano (o que para nós significa Norte), mais do que nunca, vale a pena discutir e acreditar na mudança!

Rio Fernandes
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Nota de TAF: Para quem não está lembrado da terminologia ("desconcentração", "descentralização", ...), deixo aqui o apontador para um texto que escrevi há tempos sobre o assunto.

2006/03/03

De: Rui Valente - "Grande Porto, já não é assunto?" 

Dado não me ter sido possível assistir ao vivo à conferência do Majestic sobre a fusão Porto/Gaia ou Grande Porto (como entendam melhor) apesar das dificuldades técnicas, o blog da Nortugal prestou um bom serviço aos portuenses oferecendo-lhes o vídeo do evento, pelo que, desde logo, aqui deixo os meus agradecimentos pessoais, bem como ao blog "A Baixa do Porto" que o notificou.

Após o chinfrim inicial, de repente, fez-se silêncio... Já ninguém parece querer dar grande ênfase ao controverso e ainda bem vivo tema da fusão Porto/Gaia.

O recente debate do Majestic sobre o tema, entre Rui Moreira e Rio Fernandes, apesar de pertinente, parece ter funcionado ao contrário do previsto e provocado uma espécie de apatia, silenciando abruptamente vozes e abrandando vontades.

Sendo certo que a complexidade do assunto não aconselhe trabalhar em cima do joelho, não me parece mais acertado pensar-se ainda ser cedo para começar a traçar-lhe o perfil, dando continuidade à sua discussão até se vislumbrar luz no fundo do túnel (não me refiro, como perceberão, ao modelo do de Ceuta...).

Sem pretender tomar partido por nenhuma das posições em especial, confesso que me pareceu bem mais optimista a que foi apresentada por Rui Moreira. Ao contrário, a visão de Rio Fernandes, apesar de lúcida e aprofundada, pareceu-me demasiado receosa e um pouco conservadora tendo em conta a previsão razoável que fez dos inúmeros obstáculos que irão ser levantados caso se chegue a avançar com o projecto de unificação das duas cidades.

Correndo o risco de ser injusto, receio que a tese mais negativa e algo temerosa defendida por Rio Fernandes tenha provocado algum efeito desencorajador nos portuenses mais entusiastas e voltemos a um longo jejum sobre o caso, o que não me parece nada recomendável.

Compreendo Rio Fernandes quando destaca o "desconforto" que se instalará nalguns ciclos do poder local e regional caso a ideia de concentrar o poder numa mega área metropolitana se chegue a concretizar, mas esse é o lado inevitável da mudança, que raramente ou nunca se atinge sem comportar inconvenientes ou provocar alguma erosão. Mas, se esses inconvenientes emanarem do descontentamento pela perda de privilégios dos poderes instalados em benefício dos cidadãos e da cidade, então talvez valha a pena desvalorizar essas reacções e avançar assim mesmo.

De qualquer modo, a mudança, é sempre uma incógnita, tudo dependendo da qualidade humana e das múltiplas competências dos orgãos do novo poder e sobretudo dos mecanismos de controle que sobre ele o cidadão puder exercer. Para mim, isso é fundamental.

O que é um dado adquirido, é que as coisas como estão, estão mal. É preciso fazer algo, porque a nada fazer com receio do fracasso, só teremos a perder, como os factos o comprovam, desde Abril de 74 a esta parte.

Rui Valente

De: TAF - "MODCOM" 

Muito gostava de perceber por que razão é que a SRU não faz uma divulgação adequada destes programas e das suas iniciativas. Eu até estou inscrito na mailing list que devia servir para este efeito mas pelos vistos ela não é usada pela Porto Vivo. Bastaria meia dúzia de mails para alguns blogs e um press release decente. Aqui fica a informação. Serviço público d'A Baixa do Porto.

"Estão abertas as candidaturas até 14 de Março para o Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio - MODCOM. O Programa visa a modernização e a revitalização da actividade comercial, concedendo uma comparticipação a fundo perdido."

Mais informações aqui ou no IAPMEI.

Conselho de amigo: não acreditem nas promessas do Estado. Não acreditem mesmo! Quem concorrer a programas destes previna-se com um fundo de maneio adequado, pois o incentivo vai de certeza chegar muitíssimo mais tarde do que aquilo que for prometido, após seguramente uma burocracia louca.

De: Pedro Lessa - "Demissão do IPPAR-Porto" 

Nos tempos que correm, infelizmente, para marcar posições e opiniões, esta é a solução extrema a que se chega (e única) quando existe o confronto com o poder politico. Mais uma vez, caímos na triste realidade, que os nossos políticos são da estirpe que se sabe e que para resolver problemas reais do nosso país, outros valores se elevam.

Para se resolver um problema, inquinado à nascença todos sabemos por quem (se calhar nem todos), foram precisas demissões e até exonerações, não esqueçamos. É que para se marcar posição nesta novela do Túnel foi desde o presidente a nivel nacional até, agora, a direcção regional. Com que efeitos práticos? Nenhum. Apenas constatamos que ambas as direcções, legitimamente, discordam da solução escolhida e que esta é a única posição que poderiam ter tomado com base na coerência. Concorde-se ou não com a solução escolhida.

Para quando a lucidez dos políticos em relação às decisões técnicas por quem de direito?
Na prática, apesar do organismo técnico competente ser contra, ganhamos um Túnel que à partida todos discordam e que apenas serviu para os políticos salvarem a face. Tristemente.
Para quando uma nova geração de políticos?
Temos que ser optimistas porque se nos pudéssemos livrar deles, seria o ideal.

Cumprimentos,
Pedro Lessa.
[email protected]

2006/03/02

De: Rui Cunha - "Demissão do IPPAR Porto" 

Caros amigos,

Não foi com surpresa que li hoje no Público que a direcção do IPPAR do Porto pediu a demissão. Só acho que foi tardia. É natural que, quem se sente marginalizado, tome uma decisão coerente. Só lamento que, agora passado quase um mês, se venha reconhecer que os argumentos por mim argumentados em 9/2 na apresentação do novo projecto se confirmam (ver A Baixa do Porto de 9/2).
Estou inteiramente de acordo, portanto, com a opinião aqui dada por F. Rocha Antunes.

Cumprimentos
Rui Cunha

De: TAF - "Conversa com Miguel Cadilhe" 

«A Cooperativa Árvore vai realizar no dia 6 de Março de 2006, pelas 18h00, uma conversa com o Dr. Miguel Cadilhe a propósito do seu livro O Sobrepeso do Estado em Portugal.
A sessão será conduzida pelo Dr. Rui Moreira, e aberta à participação do público observando o modelo que dá nome ao ciclo de conversas que agora iniciamos, "o autor responde…".»

Fica aqui a recomendação. Eu já li o livro e já o discuti online com o próprio autor, que teve a amabilidade de trocar argumentos comigo. O tema é interessante e muito importante, até porque surgem visões bastante diferentes quanto ao modo de corrigir problemas que, em si, são de natureza mais ou menos consensual.

Sendo um debate aberto à participação pública, é mais uma ocasião de ouvir novos argumentos que contrariem a minha opinião negativa sobre a proposta da venda das reservas de ouro. Ou, eventualmente, será também uma oportunidade de ajudar a salvar o nosso ouro de uma aplicação com altíssimo risco, não vá Miguel Cadilhe convencer o Governo a seguir os seus conselhos! ;-)

De: Alexandre Burmester - "Demissão" 

A propósito da demissão da Direcção Regional do IPPAR, só nos resta a sempre mesma conclusão, que nestes processos conflituosos só se lixa o “mexilhão”.

Afinal bem ou mal o IPPAR assumiu a sua posição até ao fim e como consequência teve a dignidade de ao ser desautorizado pedir a sua demissão. Isto vem apenas confirmar que a solução técnica encontrada para a saída do Túnel de Ceuta continua a não ser aceite pelo IPPAR. Aliás o que não surpreende uma vez que um dos argumentos apresentados na sua discordância dizia respeito ao facto de que a saída do túnel comportava poluição acústica assim como trepidações para o interior do Museu Soares dos Reis. A “solução” agora encontrada, com um piso irregular ainda vem acentuar mais esta situação.

Infelizmente que os outros intervenientes, para além de não fazerem “mea culpa” neste processo, e ao contrário fazendo-se de vítimas, não apresentam nenhuma dignidade, nenhuma responsabilidade e pior nenhuma vergonha.

Pudéssemos nós viver num País em Estado de Direito, que teríamos a possibilidade de chamar à responsabilidade quem na verdade nos prejudicou.

Alexandre Burmester

De: F. Rocha Antunes - "Direcção do Porto do IPPAR" 

Meus Caros,

A nossa vida colectiva está cheia de pessoas que não são capazes de assumirem dignamente as suas responsabilidades. Se juntarmos a isso o facto de nós sermos incapazes de distinguir os actos que as pessoas praticam da classificação que fazemos dessas pessoas, misturamos sempre tudo, impedindo uma correcta avaliação dos comportamentos que cada um vai tendo.

Vem isto a propósito da notícia que a Direcção Regional do Porto do IPPAR apresentou a demissão, na sequência da “novela” do Túnel de Ceuta.

Sempre fui um crítico das posições assumidas por esta Direcção, e não me inibi de o dizer sempre que achei que o devia fazer. Critiquei particularmente a irregularidade de critérios e a falta de transparência com que algumas posições foram tomadas. Estou por isso particularmente à vontade para reconhecer a dignidade da posição que assumiram ao pedir a demissão. É raro ver as pessoas assumirem responsavelmente as suas posições. Presto aqui a minha homenagem a este acto, com a mesma frontalidade que tantas vezes os critiquei.

O que importa é não deixar que esta situação descambe para o tradicional ajuste de contas, especialmente o que é orientado por critérios partidários. E que a defesa do património possa ser melhor assumida pelo IPPAR do Porto. Eu, pelo meu lado, continuarei a lutar para que a defesa do património na nossa cidade seja cada vez melhor, sobretudo mais aberta e qualificada.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

2006/03/01

De: TAF - "O «empreendedorismo social»" 

Antes de mais, alguns apontadores:
- Rios do Grande Porto são dos mais poluídos
- Botelho Ribeiro entrevista TAF - O Nortugal iniciou um conjunto de entrevistas vídeo com bloggers do Porto e lembrou-se de começar por mim...
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E vamos então ao tema do post. A última edição do Economist traz um destacável chamado "The business of giving". A edição online gratuita tem parte do texto, mas vale a pena ler o resto e ouvir também uma entrevista áudio com Matthew Bishop. Retirei algumas frases que ilustram bem muito do que eu tenho andado a escrever desde há bastante tempo. Este "empreendedorismo social" é precisamente o que julgo necessário aqui para o Porto.

Recomendo também estes sites lá mencionados:
- http://www.schwabfound.org/
- http://www.ashoka.org/ - "The job of a social entrepreneur is to recognize when a part of society is stuck and to provide new ways to get it unstuck. He or she finds what is not working and solves the problem by changing the system, spreading the solution and persuading entire societies to take new leaps. Social entrepreneurs are not content just to give a fish or teach how to fish. They will not rest until they have revolutionized the fishing industry."

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 The Economist  - SURVEY: WEALTH AND PHILANTHROPY

Philanthropists now talk about “social investing”, “venture philanthropy”, “social entrepreneurship” and the “triple bottom line”. The new approach to philanthropy is “strategic”, “market-conscious”, “knowledge-based” and often “high-engagement”, and always involves maximising the “leverage” of the donor's money.
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Being constrained by neither voters nor shareholders, they can take risks to find pioneering new solutions that can then be adopted on a larger scale by governments or for-profit firms.
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But not everyone is convinced that philanthropists must become more business-minded. (…) His reason is disarmingly simple: “Most businesses are mediocre.”
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In recent years, a host of new firms and institutions have been created that, with luck and good management, will provide the infrastructure and intermediaries of a philanthropic capital market, an efficient way for philanthropists to get their money to those “social entrepreneurs” and others who need it. These newcomers include management consultants, research firms and a philanthropic investment bank of sorts.
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UBS, a Swiss private bank that counts many of the world's richest people among its clients, is conducting an interesting experiment in Brazil, Mexico and Argentina. It has formed an alliance with Ashoka, a global organisation that identifies and invests in leading “social entrepreneurs”. (…) “As the biggest wealth manager in the region, we are at the crossroads between capital and ideas—so why not bring the people with capital together with the people who have ideas?”
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“In the business sector, people are very comfortable with the idea of investing in an organisation, and the need to build up its infrastructure. In the social sector, the tendency is to invest only in a programme; there is very little investment in building organisations,” says Mr Collins. Yet often, in yielding to public pressure to keep down overheads, “non-profits sacrifice efficiency for virtue”
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Philanthropists can even encourage non-profits to move towards becoming for-profits, able to stand entirely on their own feet.
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“In Britain, Venturesome has been arranging unsecured loans for charities, typically bridging finance for those waiting to be paid a promised grant.”
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“Driven by growing demand from wealthy clients, private banks such as Goldman Sachs, HSBC, Coutts and UBS are now scaling up philanthropy advisory services way beyond traditional tax and inheritance advice and asset management. A growing amount of consulting advice, too, is available to philanthropists and those they fund. Rockefeller Philanthropy Advisors is probably the leading consultancy concentrating solely on the giving side.”

De: Pedro Aroso - "CMP cria gabinete..." 

"... para acelerar a apreciação dos processos"

A notícia hoje revelada, de que a Câmara do Porto criou um gabinete para acelerar a apreciação dos processos de licenciamento de estabelecimentos comerciais que tenham dado entrada nos serviços municipais até 31 de Dezembro de 2005 é louvável, mas peca por tardia... Com efeito, é muito provável que grande parte desses empreendimentos já tenha "migrado" para concelhos vizinhos. E mesmo que isso não tenha acontecido, há um "timing" que não é compatível com a hiper burocracia implementada durante o mandato anterior. Há negócios que ao fim de 3 ou 4 anos de espera já não fazem qualquer sentido. Por outro lado, os potenciais investidores dificilmente irão ultrapassar a crise de cepticismo que se instalou, depois da paralisação imposta pelo anterior executivo. Uma coisa é certa, a responsabilidade não pode ser imputada ao actual vereador do Urbanismo que, ao que parece, não está a sair-se tão mal como eu esperava...

Pedro Aroso

De: Cristina Santos - "Um apontador" 

Sugestões: opinião de Eng. Nuno Cardoso sobre a governação do actual executivo - No Porto impera a lei de Rui Rio -

Cristina Santos
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Nota de TAF - Já agora, aqui vão outros:
- Políticas ambientais no Grande Porto estão desarticuladas
- Mostra de arquitectura
- CMP cria gabinete para acelerar licenciamentos
- Viagens mais demoradas e caras na Linha da Póvoa
- Ligação à Póvoa “foi um desperdício”
- Coesão Social em debate na Casa do Infante
- Corrida frenética às vagas do El Corte Inglés em Gaia

De: José Paulo Andrade - "Boas notícias e más notícias..." 

Primeiro as boas notícias:

Uma nova galeria de fotos dedicada ao Porto da autoria de um fotógrafo amador espanhol, muito recente. Uma visão "diferente", penso eu.

Depois as más notícias:

Uma experiência desagradável no Porto de um californiano:
"I won't return to Porto for a long time.. the city is really dirty, the people seem very poor and uneducated... honestly, skip it and just head to the Douro.. I wish I had.."

Outra opinião (no global, muito positiva) de um canadiano:
"On the negative side, the area immediately around the hotel [Ribeira] was very busy with sight-seers, drinkers, touts, and hustlers. In search of quieter streets, I found the steep, narrow alleys behind the hotel a little rough and unwelcoming. Walking there at night seemed out of the question."

(ver depoimentos completos em http://www.tripadvisor.com/).

Com os meus cumprimentos
José Paulo Andrade

De: David Afonso - "O Fenómeno da Rua do Almada" 

[publicado no Dolo Eventual]

No seguimento do meu post «A Baixa Morreu. Viva a Baixa!», pretendia agora chamar a atenção para o renascimento da Rua do Almada. No entanto, o Público de Segunda-feira passada, 27 de Fevereiro, antecipou-se. O que temos por lá de tão especial? Pedras e Pêssegos (mobiliário nórdico), Retroparadise (artigos usados), Louie Louie (loja de discos), Espaço 555 (mais um multifunções), Troika (supermercado russo), Roupagem (marroquinaria), Café Pontual (um dos herdeiros das míticas francesinhas do ex-Café Luso), Restaurante Cão Que Fuma. A estes e às tradicionais lojas de ferragens e afins, é de acrescentar dois outros projectos em fase de eclosão: Zona 6 (loja especializada em gravação de discos de vinil personalizada) e Maria Vai com as Outras (livraria e afins).

Sobre este fenómeno, que contraria o discurso apocalíptico sobre a Baixa do Porto gostaria de deixar algumas notas:

1.A média de idade dos novos colonizadores da Baixa é mesmo baixa. Trata-se, de resto, de uma tendência que a Europa foi presencianda nos seus centros históricos renascidos;

2. O nível de formação é bastante elevado, sendo frequente a licenciatura, o que é sempre bom sinal;

3. A oferta é diferente da proposta tradicional, especializando-se em nichos muito especifícos mas promissores, incorporando ainda muita criatividade e conhecimento de causa;

4. Naquela área podemos encontrar para além da Troika, um outro estabelecimento Russo na Dr. Ricardo Jorge, uma loja de artesanato africano ao topo da Almada e ainda um supermercado de produtos alimentares chineses na Praça da República (que recomendo vivamente). Esta presença, apesar de incipiente, representa uma das outras portas de saída para a estagnação da Baixa. Também se trata de uma tendência registada em outras cidades europeias.

5. A filosofia que sustenta esta reocupação da Baixa é bastante interessante. É como se estivessemos perante uma operação espontânea de reutilização e de reciclagem da Cidade através da invenção de novos usos e de formas de viver. Ora, neste aspecto parece-me que divergem da filosofia definida pela SRU que, no fundo, é uma tentativa de importar para o centro da cidade os estilos de vida da classe média/alta tradicional que habita na cintura gorda da cidade. Ao contrário do exemplo da Rua de Almada (e Miguel Bombarda, já agora), esta opção exige uma intervenção muito mais profunda sobre o centro histórico e Baixa, dado que, para satisfazer as necessidades desse target, é necessário levar a cabo uma operação urbanística radical, suportada em grandes investidores, que implica, por exemplo, a reformulação das tipologias e esquartejamento dos quarteirões para criar lugares de estacionamento. Em última instância, não se propõem tanto a reabilitar, mas construir um cidade nova por debaixo da pele de outra cidade. No futuro, será interessante acompanhar com atenção tudo isto e observar como vão coexistir estas duas formas de reocupação da cidade.

David Afonso

2006/02/27

De: TAF - "Para ler" 

- Entrevista com o vereador da Cultura, Fernando Almeida
- Hospital São João investe 70 milhões
- Menos carros, mas longe do previsto
- Gaia cria plano para as caves abandonadas
- Limpar a imagem de Vila d'Este
- Vidas em escombros

PS:
- Autarquias e Ambiente
- Hospital S. João investe 70 milhões de euros em remodelação completa

2006/02/26

De: TAF - "Leituras de fim de semana" 

- An Insecure City Demolishes Its Own Charm
- Da lógica

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