2005/09/10

De: JA Rio Fernandes - "PDM" 

É impressionante como se passam os 10 anos de vigência legal sem que o PDM do Porto (ou de Gondomar, ou de outros municípios pelo país fora) sejam revistos. Será por acaso? Não será porque, desta vez (ao contrário do que aconteceu com Valente de Oliveira como ministro), não há pau nem cenoura para "sensibilizar" os autarcas?

No caso do Porto, a situação é ainda mais impressionante, porque se pensava que cidades com a sua dimensão histórica e cultural tinham a responsabilidade de dar o exemplo e não andasse à deriva em relação ao que quer para o seu futuro… E, porque afinal, o "rigoroso", "transparente" e mais não sei o quê presidente da CMP tinha o PDM praticamente pronto quando foi eleito, já lá vão 4 anos!

Agora, em tempo em que não vale falar de desaires (quem discutir o Bolhão é porque é demagogo!), eis que surge uma alternativa: utilizar o futuro PDM como "orientação", quando a lei impede que ele se aplique (e eu acredito no que expõe Pulido Valente, assim como na opinião clara de um dos consultores do PDM com quem falei e num reconhecido especialista em direito do urbanismo). Isso quer dizer exactamente o quê? Que acabou o Estado de Direito e que se vai impor uma nova versão da democracia que relativiza a lei? Que o PDM vai estar na gaveta à hora de apreciar as propostas dos amigos (talvez os que quiseram o afastamento de Paulo Morais…) e vai para a secretária quando chegarem as propostas dos que não são dos "nossos"?

Pela cidade e pelo país, espero bem que a democracia não se desqualifique mais e que o urbanismo não volte à estaca zero.

José A. Rio Fernandes

De: Cristina Santos - "O meu amigo Taxista" 

A Rua de Costa Cabral tem novo asfalto, a Câmara foi rápida e eficiente na sua reparação.

Na quinta feira fui experimentar este novo trajecto, ia preparada, sabendo do gosto da Autarquia pelas corridas estava ansiosa por experimentar a nova pista.
Virei na destroçada Praça do Marquês e pus-me logo em posição de partida coladinha à traseira de um carro azul, cuja marca não decorei.

Coloquei-me - assim que o Articulado dos STCP avançou dois metros, dei um magnífico arranque, posicionei-me na diagonal entre um autocarro e um obstáculo.
Só nesse arranque avancei duas posições.

Aprovisionei o meu capacete, aumentei o som ao Jorge Palma, um melancólico sempre útil nesta história das velocidades, carreguei no acelerador e ultrapassei seguramente 5 obstáculos, até ser impedida por um taxista, que insistia que eu circulava em contramão.

Como nenhum dos dois podia avançar, estabelecemos uma espécie de empatia e trocamos umas opiniões.

O Taxista explicava-me cordialmente aos gritos que eu tinha que aguardar atrás dos obstáculos e só entrar na faixa BUS quando esta estivesse totalmente desimpedida. Como o taxista estava a ser tão simpático expliquei-lhe que não se tratava de obstáculos mas sim de carros devidamente estacionados, a faixa BUS era a única disponível e a generosidade é um dom.

O Taxista insistia que o estacionamento na faixa de rodagem é proibido.
Ora aí, ganhei logo a discussão, então como podia ser proibido estacionar na faixa de rodagem??? Por acaso não é proibido estacionar em contramão?? Os únicos lugares de estacionamento que ali existem estão paralelos à faixa bus... E mais a mais os comerciantes da zona tem o mesmo direito ao negócio que o Sr. Taxista...

O Taxista sugeriu que contactasse a Câmara que tinha mais a ver com os carros estacionados que ele. Claro que eu expliquei ao Taxista que a nossa Autarquia tinha outras prioridades, não podíamos ser tão exigentes, as meninas das coimas estavam na Rua da Boavista com 4 reboques a guindar os carros que estavam nos paquímetros sem pagar.
Temos que ser comedidos nas nossas exigências, o Sr. Taxista não sabe o trabalho que dá guindar os carros em falta do meio de outros carros, impedir a rua com reboques e aturar moradores em pijama.

Por fim lá nos entendemos. Eu recuei e os dois admitimos que a culpa não era minha, mas sim de Rui Rio, que se limitou a reparar a via, sem pensar na melhoria das condições dos comerciantes, moradores e automobilistas.
Aliás anuímos que novo asfalto para estacionamento livre é um investimento sem retorno, que a única vantagem é não existirem estacionadores e isso provavelmente até se deve a Paulo Morais e não ao Presidente.

Ficámos amigos, uns metros depois ainda conseguia ver o Taxista a acenar-me com os braços no ar dentro da sua viatura, tenho a certeza que ele ficou impressionado com o meu discurso e com o meu jeito inato para fazer marcha atrás - com o meu e com o dos dois condutores que me precediam.

Voltei lá na sexta, estava tudo igual, na faixa disponível só faltava o meu amigo, naturalmente desistiu das corridas de obstáculos... é uma pena... os condutores dos articulados são mais difíceis de convencer.

De: João Castell - "Aliados, T. Ceuta, Bolhão, FCP, PDM..." 

A campanha política do Dr.Rui Rio tem sido marcada por uma forte auto-confiança.

Rio, prevê por detrás de uma máscara de carnaval, um Porto (não invicto) mas convicto da sua vitória. As fragilidades sociais, culturais e politcas que detém, são tantas, que o líder adopta para uma campanha "positiva". Refere que tudo se está a desenvolver no Porto e vai levá-lo a bom porto "uma vez mais".

Quando defrontado com problemas concretos do seu brilhante talento de bloqueio estrutural do Porto, ele apenas opta pela omissão, ironia ou rápidos desvios de conversa para gargalhadas.

Na entrevista da TSF a Rui Rio, não encontrei de facto propostas concretas para um mandato de 4 longos anos, nem soluções para desbloquear problemas estruturais de identidade do Porto, pelo contrário. Idealizo num futuro muito próximo um panorama de sucessivos conflitos com o governo e atrasos substanciais para a cidade.

Neste sentido, acho importante reflectir na verdadeira imagem política que queremos para o Porto. São 4 anos que podem mudar o rumo da imagem da cidade. As decisões inconsequentes podem ter resultados menos felizes.

Cumprimentos para todos
João Castell

De: Pedro Lessa - "O argumento da Lei" 

Permitam-me que a propósito do post de Mário G. Fernandes lance mais uns pontos de vista.
Concordo por completo com o que diz Taf.
Acrescento que quando lidamos com um executivo camarário prepotente, surdo (não ouve outras opiniões), e arrogante, infelizmente um dos poucos argumentos possíveis de oferecer é precisamente a Lei e a sua aplicação.

Mas vou mais longe um pouco: será o PDM em questão assim tão bom que justifique que, à revelia da Lei, se acautele o futuro?
Numa cidade como a nossa que desde que surgiram os PDMs nas várias versões apresentadas sempre deram azo a grandes discussões, questiono-me um pouco.
Bem sei que já houve período de discussão pública mas penso que se deveria ponderar no seu método porque nem sempre se fazem ouvir todas as opiniões (mas esta nesta fase, esta é uma questão colateral).

Cumprimentos portuenses.
Pedro Lessa
[email protected]

De: Alexandre Gomes - "Um comentário..." 

"... a um comentário no «Aliados»"

Caros amigos,

Como concordo com o que escreve a nossa Manuela no «Aliados». A dupla Siza e Robin são imbatíveis - um caso claro do «rei que vai nu».

Ao menos do parecer do IPPAR - que obviamente não acha o projecto grande coisa - tira-se uma pequena conclusão positiva: o quadrúpede com o seu real cavaleiro fica quieto, por enquanto. Era bom que outros, bípedes neste caso, lhe seguissem o exemplo.

Abraços de Luanda,
Alexandre Borges Gomes

2005/09/09

De: TAF - "Essencial..." 

Não compreendo o comentário anterior de Mário G. Fernandes. Ou melhor, não compreendo aonde ele quer chegar. É evidente que, havendo um PDM que se espera entre em vigor proximamente, todas as decisões deverão a partir de agora ter isso em conta. Mas, simultaneamente, têm que cumprir a Lei. Isto seria claro e pacífico.

Não se trata portanto de “gostar ou não do argumento”. Não é sequer um “argumento”, é antes uma condição sine qua non: toda a acção da autarquia tem que ser legal! É um pressuposto essencial!

O que acontece é que esta verdade absolutamente insofismável não foi ainda apreendida pelo executivo municipal. Até me faz impressão estar a lembrar este ponto quando era suposto as pessoas que elegemos terem um mínimo de formação, inteligência e bom senso que evitasse situações como aquelas a que chegámos. Infelizmente, os nossos autarcas julgam que os fins justificam os meios. E, como a lei não lhes agrada nesta situação concreta, há que tentar “dar-lhe a volta” bem à portuguesa.

O problema é portanto este: o básico mais básico não está a ser respeitado! Há quem se julgue acima da Lei e, em nome do que considera ser o interesse público, sente-se desobrigado de a cumprir.

Procuremos todas as alternativas legais. Legais!

De: Mário G. Fernandes - "A questão essencial" 

Toda a polémica que tem decorrido desde o dia 6 de Setembro e que tem como personagem principal o Arqº Pulido Valente (pelo menos neste blog) tem sido demasiado estreita, limitando-se ao discurso estritamente legalista. Ou seja, como já o TAF escreveu, "independentemente da simpatia ou antipatia que as várias versões do PDM nos possam merecer, Lei é Lei!". É este o argumento base.

Ora, nunca gostei deste argumento, principalmente quando despreocupado em relação à bondade das consequências para o concelho/cidade do Porto. O que eu faria era precisamente questionar-me sobre o que é melhor para o município e, se se considerar que o novo PDM é melhor que o anterior, procurar o caminho legalmente possível para assegurar a sua aplicabilidade (não sei se é esta ou uma das outras duas alternativas que foram sugeridas à Câmara). Ou seja, como se refere na notícia do JN "para avaliar as actuais operações urbanísticas" a autarquia, segundo a Profª Fernanda Paula Oliveira, "não pode deixar de olhar para o futuro PDM para o acautelar". Esta é que é a questão essencial.

Mário G. Fernandes

De: Santiago Ribas - "Bessa Leite - Afastamentos ilegais" 

Ver http://www.santiagoribas.com/bessaleite/
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Santiago Ribas
http://www.santiagoribas.com
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Nota de TAF: Este assunto já tinha sido referido aqui, num comentário meu de 4 de Junho.

De: TAF - "Para que conste" 

O texto abaixo de JPV foi enviado para:
Não se pode invocar agora desconhecimento da situação... ;-)

De: Pulido Valente - "Fraude ou só incompetência:..." 

... a CMP não pode suspender por 150 dias a apreciação dos processos

Senhora professora Fernanda Paula Oliveira,

Com a dificuldade que os média criam ao completo conhecimento dos factos (não publicaram o seu parecer) só agora tive conhecimento de que sugeriu à CMP que utilizasse os 150 dias que a lei permite - para câmaras municipais suspenderem os procedimentos após o início da discussão pública dos PDM - para impedir que o PDM de 93 seja aplicado COMO MANDA A LEI.

A Senhora Professora não sabe certamente que:
Não terá percebido que o legislador ao criar esse dispositivo da suspensão nesse prazo pretendia dar um limite para que o PDM fosse publicado; achando razoável esse prazo para todas as burocracias e demoras do processo.
Ou pretendendo forçar as instâncias a cumprir prazos curtos de modo a que esse prazo fizesse sentido.

A Sr.ª Professora terá referido a possibilidade de a CMP deitar mão deste expediente, quando o prazo de vigência das Medidas Preventivas, M.P., já terminou, na ignorância de que a CMP já tinha usado o direito de suspender as apreciações dos processos depois de iniciada a discussão pública porque entende, bem, que durante a vigência das M.P. não há que suspender prazos pelo simples facto das M.P. estarem em vigor. (cf. artigo revista do Cedoua). E, portanto, que a CMP NÃO tinha utilizado esse direito.

Esquece no entanto que AGORA não é possível deitar mão desse procedimento.

Fica-se pois com a ideia de que a Senhora Professora foi mal informada e levada a dar um parecer que servisse os interesses da CMP. Nesse caso teria sido usada e haveria muito que dizer.

O meu advogado pode dar-lhe a indicação do processo, referido acima, em que a CMP se defendeu com base no facto de estarem a decorrer os 150 dias. NO INÍCIO DESTE ANO (2005).

Cumprimentos e sempre ao dispor, José Pulido Valente
(estou em casa, portanto sem os meus papéis)

De: Teófilo M. - "Pobre Porto" 

Goradas as expectativas do arq. Pulido Valente em relação à Prof. Dra. Paula Oliveira, vendo que a campanha encetada pelos Aliados carece de assinaturas de gente interessada em preservar a sua cidade, lendo que a Casa da Música salta novamente para as notícias por maus motivos, não vendo nas propostas que até agora apareceram na 'Net' ou na comunicação social, verdadeiros projectos inovadores para arrancar a cidade do marasmo em que caíu, interrogo-me sobre a possibilidade que a cidade terá de no futuro poder manter o estatuto que até agora tem tido.

Numa altura em que se tenta arrancar na região do Douro com turismo de qualidade, que se sabe serem necessários meios de baixo custo para trazer para o litoral os produtos do Nordeste Transmontano, que o futuro se encontra na junção de esforços entre nós (minhotos, durienses e transmontanos) e a Galiza, que teremos de acabar com o minifúndio regional trocando-o pelo associativismo agrícola como forma de rentabilizar os custos, que o textil só sobreviverá se apostar na qualidade e não nos preços reduzidos, que necessitamos de energias menos poluentes mas que simultaneamente não sejam agressoras da paisagem, custa-me ver a tibieza com que os diversos candidatos se perfilam, preferindo prometer parques, jardins e quejandos, em vez de equipamentos de qualidade, que tragam até nós visitantes de outros pontos do País ou do estrangeiro, ou investimento reprodutivo.

Numa cidade à beira-mar plantada, não se fala na criação de um aquário que substitua o velhinho encerrado há anos na Foz; fala-se do Porto cidade da Ciência, mas ninguém propõe que se crie um polo científico na cidade que abrigue as diversas entidades a ele ligadas, e possibilite uma interacção que a proximidade ajuda; têm-se espaços mas não se propõe a criação de eventos que os utilizem de um modo continuado e rentável; fala-se em modernização mas nem sequer se discute o equipamento urbano, e a sua adequação aos diminuídos físicos que por cá moram e trabalham; diz-se que precisamos de exportar, mas não se avança com ideias para o estabelecimento de indústrias de qualidade, nem com especializações a ter no horizonte; afinal o período da campanha é para quê?

Para debitar tonitruantes frases do tipo queremos elevar o nível de vida dos cidadãos da terceira idade dando-lhe condições de mobilidade e assistenciais necessárias ao seu bem-estar, ou zelaremos por um melhor ambiente, que dignifique a cidade e proporcione satisfação acrescida aos que nela residem, trabalhem e visitem!!!

Se os candidatos não souberem fazer melhor, a juventude que por cá anda é melhor deitar contas à vida, e pensar para onde é que há-de emigrar, para ver se se safa.

Cumprimentos
Teófilo M.

De: Pedro Lessa - "A Sra. Prof. Dra." 

Como não houve resposta ao pedido de esclarecimentos aqui no blog através do post do Arq Pulido Valente, a Sra. Prof. Dra. Fernanda Paula Oliveira vem a terreiro afirmar que é melhor acautelar o futuro.
Conclusão: 150 dias, mais cinco meses o Urbanismo na nossa insigne Câmara parado.
Como se isto não estivesse parado há 4 anos.
A Sra. Prof. Dra. acha que tem razão no parecer que deu como aparece no link do JN indicado pelo TAF.
Ainda falta muito para as eleições?

Cumprimentos portuenses a todos (incluindo a Sra. Prof. Dra.)

Pedro Lessa
[email protected]

P.S. – Já não bastava termos uma D. Laura...

De: TAF - "Notícias matinais" 

- PDM: Deserção de investidores
- Defesa em tribunal “é fácil”
- Usar plano por ratificar para acautelar o futuro

- Bolhão: Comerciantes atentos ao futuro
- Ausência de Rio no Bolhão vista como "fuga" política
- Parceria e Antunes espera pagamento
- PS e BE com opiniões convergentes: CMIN é fundamental
- Assis pronto para enfrentar Governo
- PDN/PPM: Garrett quer devolver liberdade ao Porto

- Casa da Música: Fundação em risco
- 'Seria um acto ignóbil não integrar toda a Orquestra'

2005/09/08

De: Alexandre Burmester - "Bodes expiatórios" 

A famosa entrevista do Dr. Paulo Morais alegando pressões e corrupções na Câmara, foi dito na primeira pessoa e não por todos aqueles que passam a vida a dizê-lo. São afirmações que transformam suspeitas em certezas. E não se confundam as suas palavras com o orgulho ferido de quem ficou fora desta equipe “Maravilha”, porque nem é esta que sequer tem competência para arranjar “luvas”. (Óbvio será que após as “investigações” que se encontram a decorrer, não se encontrará nenhuma “Picareta dourada”).

Parece-me contudo que esta situação acrescida dos recentes acontecimentos que envolvem a ausência de PDM e de regulamentos urbanísticos legais, estejam a transformar o Dr. Paulo Morais no bode expiatório deste equipe da Câmara.

Afinal vai ser preciso explicar porque é que esta Câmara não apresenta nem obras feitas, nem deixou que outros as fizessem. Tendo que haver um culpado, haverá melhor que este Vereador que se já estava de fora parece querer continuar?

Vejamos o que se segue, porque não tardará que um dia destes vai vir o actual Presidente dizer, que se não fez mais, foi porque este Vereador e toda o resto da sua equipe, que já está fora, não o deixaram.

E assim seguem as estratégias políticas...

A. Burmester
--
Nota de TAF: De facto, para mim Rui Rio e Paulo Morais são quase dois "clones"... ;-) Se estiveram juntos 4 anos, partilham as mesmas responsabilidades.

De: Teófilo M. - "Promessas" 

Vou ler as Promessas do Assis, e na área da mobilidade, para a Avenida da Boavista, deparo-me com um novo modo ferroviário ultraligeiro compatível com o padrão urbanístico e de circulação pedonal e rodoviária desejável para esse grande eixo urbano da cidade. !!!

Que será isto?!
Já tinhamos Metro, eléctricos, comboios e agora, pelos vistos, é mais um?
Porque não servirão os eléctricos, modernos e mais rápidos do que os velhinhos que por aí andam, para a Avenida da Boavista?

Se tanto se critica Rui Rio pelo esbanjamento que será meter o Rossio na Betesga, desculpem, o Metro na Boavista, porque é que agora o Assis vem com uma proposta intermediária, que não sendo carne nem peixe, é apenas mais um canal especial que nada adiantará e com uma utilidade reduzida pois não se articula com nenhum dos anteriores?

Será para, se chegar à Câmara, ter feito algo de diferente para ficar na história?
Assim não vai lá...

Cumprimentos
Teofilo M.

De: Carlos Gilbert - "Opiniões «à porta da venda»" 

Caro Pulido Valente,

«Caro Gilbert, quando digo: "porta da venda", quero ilustrar as situações em que se fala, fala e não se diz nada de jeito ou de utilidade para o assunto.»
Ah, entendi agora e agradeço a amabilidade...

Cumprimentos,
C. Gilbert

De: Manuela DL Ramos - "O parecer do IPPAR" 

Blog: Aliados
Post: Opinião #12 -"O parecer do IPPAR" por Mário Pessegueiro -Arquitecto

De: João Castell - "Candidatos à CMP, hoje..." 

"... num debate no Mercado do Bolhão 18:00"

Os candidatos à Câmara Municipal do Porto, reunem-se hoje à tarde, às 18:00, para debaterem o futuro do mercado e reflectirem as suas concretas propostas para o Mercado do Bolhão.

O debate, organizado pelo movimento de defesa do Mercado do Bolhão, é aberto ao público.

João Castell

De: Pedro Aroso - "Rui Sá no Majestic" 

Tal como já havia anunciado na semana passada, o Sport Club do Porto está a realizar um conjunto de conferências subordinado ao tema "O Futuro do Porto no Porto do Futuro".

Os debates são moderados pelo jornalista Carlos Magno e decorrem no café Majestic, às 21h30:
Hoje é a vez de Rui Sá.

Pedro Aroso

De: TAF - "Programa de Francisco Assis" 

Recebi da candidatura de Francisco Assis a informação de que o programa completo ainda não se encontra fechado. Será apresentado em meados deste mês, mas entretanto foram já publicadas algumas propostas concretas designadas por Compromissos.
Há 3 ficheiros PDF disponíveis no site da candidatura, sobre Ambiente, Mobilidade e Urbanismo.

A apresentação pública dos "Compromomissos para a Cultura" irá decorrer hoje no Cinema Passos Manuel, a partir das 21h30, numa sessão de apresentação/debate aberta à participação de todos os cidadãos.

Os outros candidatos estão também convidados a divulgar aqui no blog as respectivas propostas.

De: TAF - "As trapalhadas do costume e pouco mais" 

- Afinal, PDM não entrou no Ministério
- Juristas consideram ilegal recurso a PDM por ratificar
- “Um inferno de burocracia”
- Gestão urbanística com decisões condicionadas - Pormenores
- Rui Sá critica atrasos
- "Devia ter andado de secretária em secretária"

- Assis contesta nova rede da STCP por deixar áreas a descoberto
- Lipor vai tratar lixo orgânico
- Lixo do mercado para reciclagem
- Casa dos 24 abre no próximo dia 27

2005/09/07

De: Pulido Valente - "A porta de venda" 

Caro Gilbert, quando digo: "porta da venda", quero ilustrar as situações em que se fala, fala e não se diz nada de jeito ou de utilidade para o assunto. Com isso quero dizer que as pessoas tomaram como importantes aspectos secundários e desprezíveis nesta circunstância. Que interessa afirmar que o vereador não teria dito o mesmo se fosse incluído na lista? Podem provar isso?
Palpites: à porta da venda e só no fim do jogo, para serem coerentes. Quem afirma estas coisas dá uma ideia da fragilidade das razões que sustentam as suas afirmações. Não acha?

Agora que o P.M. parece não ter grande inteligência, lá isso parece. Caso tivesse já tinha há muito percebido que a Dr.ª F.Paula Oliveira não pode dar cobertura a comportamentos ilegais, que dão perda de mandato até, como aqueles que, dizem os jornais, ultimamente teve quanto à apreciação dos processos pelos serviços depois de 7 de Setembro, hoje. É que é um duplo crime: não cumpre com a lei em vigor, o PDM, e quer fazer a apreciação dos processos à luz de um documento que não tem existência legal, o pdm em vias de ser, UM DIA, publicado.

Este caso levanta uma data de temas para meditar e debater:

Que passa pela cabeça de políticos como os que temos tido - PSD e PS e PCP e BE e CDS, tudo ao molhe - que tomam atitudes destas ou lhes dão cobertura pois não denunciam a impossibilidade destes comportamentos existirem e se limitam a navegar nas mesmas águas (de que todos gostam pelos vistos) de admitir que OS AUTARCAS PODEM FAZER a LEI a SEU BELPRAZER.

Mas, reparem, também nós temos tido aqui comportamentos e pronunciamentos que não se escandalizam com as sucessivas ilegalidades, as admitem como POSSÍVEIS, e fazem reparos de pormenor sobre elas como se TUDO FOSSE NORMAL e NATURAL!!!

Sei que grande parte desses comportamentos assentam no total afastamento, por parte de quem os assume, destes assuntos e que se fala para dizer alguma coisa (à porta da venda), mas isso não nos desculpa a falta de aprofundamento dos assuntos e a crescente necessidade de ir amadurecendo as raízes para uma boa cidadania.

Veja, se o TAF o publicar, o meu correio à Dr.ª Fernanda Paula Oliveira, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sobre estes últimos despachos do P.M. e lembre-se que ando HÁ ANOS a dizer que as Normas Provisórias são/eram ilegais; que todo o PPAntas é construção ilegal/clandestina feita com o apoio desta CM, que o Altis na Diogo Botelho em frente à Católica é ilegal, que não demolir o C.C. Porto (Bom Sucesso) é ilegal e que há muitíssimas mais obras particulares ou da CM ilegais, como p. ex. a alameda 25 de Abril, a rua paralela à rua Diogo Botelho, etc, etc, etc.

Se continuarmos a fingir que tudo isto que acabo de escrever não é verdade que temos estado a fazer senão FALAR À PORTA DA VENDA? SEM RESPEITO PELA VERDADE E SEM O MÍNIMO DE SERIEDADE: brincando às pessoas crescidas.

Continuo sem perceber, à luz que me ilumina o objecto em apreciação, quais as similitudes que assinala entre Felgueiras e a entrevista do P.M.

A luta continua.

De: Pedro Lessa - "Caro Arq Pulido Valente" 

Caro Arq Pulido Valente:

Após a sua solicitação cá estou (com alguns dias de atraso) para lhe dirigir algumas palavras.
Começo por o cumprimentar e lhe dizer que tenho acompanhado as suas opiniões na nossa cidade mas, acima de tudo, acompanhado a sua postura.
Confesso que o admiro na sua frontalidade e coragem nas lutas que tem travado e também na sua disponibilidade e tempo que gasta nessas incursões. Considero assim um privilégio, para além de poder dirigir-me a si, termos um portuense que vai expondo os males da nossa cidade como o faz.

Face ao exposto anteriormente, não posso aceitar as “outras” posturas de alguém que sabendo de algo se escude no seu cargo público.
Supostamente uma pessoa que nos deveria defender de tais ilegalidades (a nós portuenses) devia agir na hora. Não passado algum tempo.

Na minha óptica, tomando conhecimento de alguma ilegalidade as pessoas devem denunciar imediatamente (aliás é o que diz a Lei), senão fica-se com a sensação de que se as coisas tivessem corrido de outra forma para o Sr. Vereador, o que ele afirmou não teria sido tornado público.
Não acredito que o Arq concorde 100% com aquela postura.
Para ter uma actuação de aplaudir devia, em sede própria, avançar com nomes, situações, processos camarários em questão, etc. (aliás uma actuação à Pulido Valente).
Não nos media. Ficamos com a sensação que o Sr. Vereador queria falar para mais alguém que não a opinião pública.
Também não aceito que se defenda na fidelidade politica ou ao Presidente. Mas então ele está lá para defender a cidade ou o partido? (aliás, ele não critica os partidos?)
O que ele fez já outros vereadores de outras cidades fizeram. Onde está a novidade?

Daí eu dizer que se espalhou ao comprido. Aliás, ao comprido, em altura, para os lados, para onde se quiser. O tempo gasto na entrevista foi desperdício, já foi dito anteriormente, e o que resultou? (esperemos pelo resultado).
Postura como a dele há muitas neste país. É característica comum nos nossos péssimos políticos. (obviamente que não ponho em questão a qualidade da pessoa como diz no seu post).

Quanto ao falar à porta da venda, subscrevo quase tudo o que disse Carlos Gilbert com algumas nuances. Não defendo o falar por falar, apenas critico a postura.

Cumprimentos portuenses deste seu fiel seguidor e admirador.

Pedro Lessa
[email protected]

De: Pulido Valente - "Porto, PDM 93 válido sempre" 

Prof. Dr.ª Fernanda Paula Oliveira,

Conhecemo-nos em Barcelos num "curso" sobre o 555/99 (CMB). Tenho acompanhado o que posso da sua participação no direito da arq. e urb.
Aparece, pela segunda vez, um boato de que a Sr.ª Prof.ª afirma que uma CM pode fazer a fiscalização dos processos de edificação à luz do PDM ainda não publicado.

É óbvio que o que disse se insere naquilo que escreveu na revista do Cedoua sobre o assunto e que é: Se umas "Medidas Preventivas" delimitam uma área sobre a qual definem um certo tipo de reservas ou medidas preventivas a CM pode levar isso em conta. Mas isto não quer dizer que a CM pode aprovar aquilo que as M.P. preconizam ou prevêem. Poderá informar o requerente que naquela área fica suspensa a acção licenciadora ou autorizadora até que o PDM tenha valor de lei.

Agora vem a CMP dizer que com o seu apoio vai deixar de aplicar o PDM em vigor desde hoje. Absurdo. A Sr.ª Professora não PODE ter dito semelhante disparate.

Assim como o PDM não se aplica antes de ser publicado não pode ser posto de lado quando entra em vigor por vontade de um ou mais gestores administrativos (nem políticos serão).

Peço-lhe pois que, para bem do seu nome e daqueles que aprendem com as suas lições, desminta as afirmações da CMP feitas pelo Dr. Paulo Morais que dizem os jornais se apoia num parecer seu para decidir agir desta maneira criminosa. Desrespeito da lei dá perda de mandato.

Aproveito para referir que as M.P. do Porto não são legais nos aspectos em que dão orientações para a apreciação dos processos (Dr. Paulo Duarte). Extrapolam. São ilegais. Fica pouca coisa (só o n.º 2 do art.º 3) para que tenham legalidade e portanto há sérias dúvidas quanto à suspensão do PDM de 93. Que, a ser assim, esteve em vigor sempre.

Não acredite que ele é mau. Era bom e está velho. A precisar de ser revisto. Mas vão substitui-lo por outro que nada tem do original. Julgo que isso t.b. é ilegal pois o processo correu como a revisão e não substituição.

O meu telemóvel é o 938828722.

Informo que em 2000 publiquei o livro "Acuso" crónicas de urbanismo e arquitectura - da editora estratégias criativas e que este ano publiquei "A remar contra a maré", Fólio editora. Este último à venda em Coimbra na Livraria Novalmedina, Extra Média Arquitectura e na Giralivro. Do outro não sei nada a não ser que o editor tem endereço: estratégias criativas, Pr. Filipa de Lencastre 22, 3º, sala 49- 4050-259- Porto.

No último comento acórdãos do STA e artigos do RGEU - Com ilustrações para ver se os senhores juízes e conselheiros aprendem a ver projectos. E advogados -

Se não encontrar diga que eu arranjo e mando.
Seria importante, pelo menos para mim, confrontar pontos de vista arquitecto/jurista.

Tenho a certeza que a Sr.ª Professora tem interesse em confrontar os seus pontos de vista com outros a que reconheça credibilidade. Espero que conte os meus dentro desses.

Anexo participação na 1ª discussão pública do PDM do Porto à qual a CM não deu resposta correcta. Limitou-se a agradecer o interesse. Confronto de ideias e discussão NADA.

Cumprimentos e obrigado pelo tempo que me deu. José Pulido Valente

De: Paulo Espinha - "Tiro no porta-aviões" 

TÃO PULIDO ESTAVA PAULO MORAIS...
E NÃO HÁ RIO QUE LHE VALHA...

tenho dito,
Paulo Espinha

De: Pedro Aroso - "Rio não ficará com o Urbanismo" 

De acordo com esta notícia de "O Primeiro de Janeiro", caso venha a ser eleito, Rui Rio não ficará com o Urbanismo. Parece-me uma decisão sensata. O que eu não compreendo é aquilo que vem escrito mais à frente e que passo a reproduzir:

Rui Rio vai entregar a pasta do Urbanismo a um dos vereadores da equipa da coligação PSD/CDS-PP que corre às eleições autárquicas de 9 de Outubro. O candidato de «Pelo Porto, uma vez mais» garantiu ontem, em entrevista à TSF, que não assumirá aquele pelouro caso seja reeleito, como diz acreditar que será, mas não revelou qual o nome de quem ficará com o cargo. "Ainda não sei que vereadores é que vou conseguir eleger", justificou, revelando que apenas manterá as pastas que actualmente detém, ou seja, as Finanças e os Serviços Administrativos.

Ou seja, nas entrelinhas pode ler-se que o nome indigitado para ocupar esta pasta corre o risco de não ser eleito e, assim sendo, a escolha mais provável será a do médico Álvaro Castelo-Branco, do CDS-PP. Assim, ficamos todos a saber a importância que Rui Rio atribui ao pelouro do Urbanismo...

Seria interessante que os outros candidatos revelassem as suas opções. Ou será que os seus escolhidos para este pelouro também foram relegados para lugares não elegíveis?

Pedro Aroso

De: Cristina Santos - "Rectificação" 

Por alerta de terceiros, aos quais remeto desde já o meu pedido de desculpa pela falta de atenção, venho rectificar o post sobre as exigências aos candidatos políticos.

Os projectos apresentados pela candidatura de Francisco Assis, tem fundamento temporal, previsão de custos e localização, nomeadamente no que diz respeito aos compromissos na área do ambiente.

Francisco Assis propõe criar 4 parques urbanos, 3 já existentes como o caso da Quinta do Covelo, São Roque e Prelada, que serão intervencionados de forma a cumprir as suas funções sociais, com um custo de reconversão / transformação correspondente a 6.200.000€ e com uma previsão de execução de 3 anos; e um quarto parque novo, Parque Urbano Oriental, com um custo estimado de 12.000.000€ e duração de 4 anos.

Esta prevista ainda a realização de 3 Jardins, com um custo estimado de 3.500.000€, incluindo-se nestes o antigo projecto de aproveitamento da área agrícola da Lapa, que como todos sabemos, ao momento esta circundado por dois ou três monstros de construção duvidosa e embargada.

Na área da mobilidade Francisco Assis apresenta boas propostas, que apesar de não se encontrarem financeiramente justificadas, são sem dúvida necessárias à melhoria da qualidade de vida dos portuenses.
Em termos de compromissos com a Habitação Social e urbanismo, Francisco Assis aposta no cooperativismo e PER.

As propostas referidas, a serem viáveis, são um sinónimo de melhoria para a Cidade, reduzem a Autarquia às suas principais competências e possibilitam o início de um novo processo de sedentarização.

Face ao exposto e à falta de informação que possibilite a comparação à candidatura do PSD, até à data o programa do candidato socialista rompe com as megalomanias de anteriores mandatos e é uma alternativa possível ao actual executivo.

Esperamos que o PSD se envolva e apresente um tão bom ou melhor programa eleitoral, quanto maior for a qualidade das propostas apresentadas e da disputa em curso, mais a cidade beneficia – continuamos portanto a aguardar-.

Cristina Santos

De: TAF - "SRU , PDM, etc." 

- Documentos Estratégicos para os quarteirões de Carlos Alberto (PDF 13Mb) e do Infante (PDF 18 Mb)

- PDM de 93 suspenso por 150 dias
- Assis denuncia esquecimento do INAG
- BE: Cooperativas de habitação saem prejudicadas
- CDU: “Não se deveria ter chegado a este ponto”
- Assis responsabiliza Rio pelos atrasos no PDM

- Rio não ficará com Urbanismo
- Rui Rio tem confiança na reeleição
- Metro: Linha de Gaia vai abrir com meses de obras pela frente
- Memorial de Távora votado ao abandono - Mestre via a torre como "óculo para a cidade"
- Porto eleito para acolher novo hospital pediátrico

2005/09/06

De: TAF - "O «Direito de Não Cumprir a Lei»" 

Esta situação que o Pedro Aroso acabou de relatar é provavelmente o exemplo mais descarado que eu vi até hoje de alguém que julga ter o "direito de não cumprir a Lei"!

Independentemente da simpatia ou antipatia que as várias versões do PDM nos possam merecer, Lei é Lei! Neste caso não só o vereador do Urbanismo teve o cuidado de explicitar por escrito que está perfeitamente consciente da ilegalidade, mas além disso quer que os restantes membros do Executivo sejam coniventes.

Chegando a este ponto, isto só se resolve no tribunal. É a verdadeira República das Bananas.

PS: Esta ordem do vereador é especialmente caricata porque neste caso os serviços da autarquia têm o dever de não lhe obedecer... Como é que o Executivo se quer fazer respeitar? Já agora sabe Deus...
----- Original Message -----
From: Tiago Azevedo Fernandes
To: [email protected] ; [email protected]
Sent: Tuesday, September 06, 2005 11:45 PM
Subject: Ilegalidades na Câmara do Porto

Exmo. Sr.
Procurador Geral da República

A Câmara Municipal do Porto anunciou hoje a intenção de não cumprir a Lei no que respeita às regras de apreciação de projectos de operações urbanísticas: irá ignorar o PDM em vigor e responder aos requerentes em função de um eventual futuro PDM que ainda não tem valor legal.
(Ver http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&ID=1532 e
http://www.cm-porto.pt/document/449218/479060.pdf )


Nestas condições, julgo ser imperiosa a intervenção da Procuradoria para que a situação seja corrigida e os seus responsáveis punidos.

Os meus cumprimentos.

PS2: Câmara do Porto sustenta adiamento da entrada em vigor do plano com um parecer jurídico - seria interessante publicá-lo também, estou curioso para o ler...

De: Pedro Aroso - "Paulo Morais mantém Medidas Preventivas" 

Passo a transcrever a notícia publicada no site da Câmara Municipal do Porto:

"O novo PDM do Porto, aprovado em Setembro de 2004 pelo Executivo e, em 2 de Junho, pela Assembleia Municipal, encontra-se ainda em fase de ratificação pelo Governo, na presente data.
Por força de resolução do Conselho de Ministros de Setembro de 2004, as medidas preventivas em vigor deveriam caducar hoje, 6 de Setembro.

Nesse sentido, nada sendo feito em contrário, amanhã, 7 de Setembro, entraria em vigor o anterior PDM que encerrava opções, em termos de concepção de cidade e de espaço urbano, substancialmente diferentes daquele que o Executivo aprovou há um ano.

Tendo em vista acautelar o período que ainda possa ter de decorrer até à ratificação governamental e respectiva publicação daquele documento em Diário da República, o Vereador do Urbanismo, Paulo Morais, divulgou ontem, 5 de Setembro, uma circular informativa, instruindo os seus serviços no sentido de continuarem a analisar todos os processos à luz do novo PDM em fase de ratificação.

Paulo Morais submeterá, para esse efeito, ao Executivo a competente proposta, de acordo com os mecanismos legais aplicáveis".

Tudo o que eu tinha a dizer sobre o novo PDM está dito. Os seus autores bem podem limpar as mãos à parede!

Pedro Aroso

De: Miguel Barbot - "Ezequiel de Campos" 

Nota para este post no blog do Comércio: Ezequiel de Campos e o Plano do Porto.

De: Cristina Santos - "Exemplos" 

Ora cá vai um exemplo do que em tempo de eleições é fundamental para uma escolha em consciência.
Dizem os candidatos à Assembleia de Freguesia de Cedofeita, nos recentes panfletos remetidos aos munícipes:
«QUEREMOS MUDAR CEDOFEITA PARA:

SERVIR O CIDADÃO.
APOSTAR NAS CRIANÇAS E JOVENS
APOIAR O IDOSO
PREVINIR A CRIMINALIDADE

CONTAMOS COM A CONFIANÇA E O APOIO DAS MULHERES E HOMENS DE CEDOFEITA
PARA ISTO NOS CANDIDATAMOS»
São este tipo de promessas e este tipo de candidatos que vai governar a Cidade nos próximos 4 anos, é com esta seriedade e transparência que nos convidam a votar no escuro.

Raparem «servir o cidadão» pode significar a defesa dos interesses dos munícipes- Maria Pia, Carolina, Praça da República, futuro do Miminho, apoio à habitação, zonas de acesso ao Metro, bairro da Lapa etc - para outros pode significar a instalação de um Multi-usos na Freguesia, que muitos consideram um equipamento importantíssimo, quando comparado com as infra estruturas referidas.

Campanhas propagandistas e leiloeiras não servem a cidade, os candidatos deveriam ser obrigados a justificar as suas promessas com projectos previsionais, com delimitações temporais e financeiras.

Sem essas justificações, continuamos todos a votar no carisma e na imagem pública, seja lá o que isso for.
Exigir essas performances é a única forma de tornar a politica séria e credível, tanto para os eleitores como para os candidatos.
O povo já não tem partido tem interesses, há que exigir competência e a única forma de avaliar a competência é através das metas e dos cálculos previsionais, afinal a politica é ou não cada vez mais profissional, se é profissional tem que demonstrá-lo.

Onde esta o profissionalismo de quem promete «apoio aos idosos» Qual é a tradução disso – oferta de cadeira de Rodas?! Apoio aos jovens – o que é isso, quanto tempo dura, em que se traduz, quais as contrapartidas desse apoio, quanto custa?!

Cristina Santos

De: Carlos Gilbert - "Falar à porta da venda" 

Caro Pulido Valente,

Afirma o meu amigo "Caro Gilbert, que grande confusão. Que há de comum entre Felgueiras e o Vereador do urbanismo da CMP? Julgo que nada. Estarei a ver mal?"

O que há de comum, pelo menos para o cidadão normal que não esteja integrado em circuitos de informação mais restritos, é ser mais que estranho haver políticos que fazem "política de arremesso" só quando algo "de mal" lhes bate à porta... Pode Paulo Morais ter todos os argumentos do seu lado, só que não os exibiu quando fez as polémicas declarações, e se há mais por trás, como o meu caro Pulido Valente sugere, ou o autarca se calava ou dizia tudo para que fizesse sentido a quem é somente um simples cidadão desta urbe. Mas tenho consciência que política não é feita assim, "uiva-se com os lobos" enquanto convém e quando o caldo se entorna é que se aponta armas à matilha (salvaguardando o chefe, neste caso em apreço...). No caso de Felgueiras até foi ao (à) chefe em pessoa que se apontou armas...

Quanto a não se "falar à porta da venda na cidade", o meu amigo sugere então que num blogue não se pode emitir opiniões sem se estar de posse de 100% dos factos, é isso? Então mais vale fechar o blogue... Pois se eu não posso emitir uma opinião, dar a conhecer o meu ponto-de-vista (mesmo que imperfeito por ser evidentemente parcial) para que da eventual ressonância possa ficar mais ciente das realidades, se por o fazer sou acusado de "estar a falar da porta da venda", então - a ser como diz, o que não aceito claro - só me resta parar de opinar. É isso que sugere?

Cumprimentos,
C. Gilbert

De: Cristina Santos - "O oito e o oitenta" 

Compreende-se que Rui Rio se mantenha ocupado a tentar terminar alguns dos projectos bandeira de campanha, que à data continuam sem rumo e sem conclusão.
Compreende-se ainda que esteja empenhado a finalizar a reparação das vias em Costa Cabral ou até na Rua Direita de Francos antes das eleições.

O que não se compreende é esta passividade face às Autárquicas.
Enquanto o PS nos brinda com novos cartazes, de em 15 em 15 dias, o PSD parece não ter ideias para prosseguir com o rumo traçado há 4 anos atrás, subestima a capacidade dos seus opositores e nem sequer pretende dar-se ao trabalho de debater projectos - o que resto não é novo, é aliás uma prova de coerência com estes anos de mandato.

Por outro lado, sabendo o Portuense que o actual executivo despendeu praticamente 2 anos na finalização de projectos herdados, também não pode aceitar que o PS se reduza a oferecer mais megalomanias, que não incluem e não projectam a continuidade de alguns bons programas em curso.

Por acaso, o último mandato até primou pela humildade, mas mesmo assim há que ter em linha de conta o tempo e os recursos financeiros, que a conclusão dos mesmos exige, ou será que a única solução é começar tudo de novo?
Como pode alguém prometer-nos uma série de projectos bombásticos, sem antes se propor resolver a detonação das bombas já lançadas?!

Para além disso, seria interessante que os partidos em vez de slogan e frases feitas de quinze em quinze dias, nos dessem a conhecer os planos de execução, não se pode eleger um candidato com base em slogans, um slogan não serve de base para reclamação, nem tão pouco serve de meta, na medida em que está estritamente dependente de um bom programa.

É muito fácil prometer e mais tarde alegar que a concretização é impossível, dados os impedimentos encontrados – Slogans são simplesmente publicidades gerais, o Porto precisa de muito mais, não necessita de candidatos aos gritos a apregoar novos feitos, precisa e com muita urgência, de uma equipa especializada que defina a reestruturação nas diversas áreas, como forma de tornar a cidade simplesmente funcional.

As Megalomanias e projectos inacabados devem ser deixados à responsabilidade dos excêntricos particulares, para tal basta apenas que a cidade funcione.

Não sei, mas estou certa que para a maioria seria muito mais importante, por exemplo ter uma autarquia funcional, com serviços prontos e dedicados, do que uma autarquia que ao invés de permitir construir – constrói.

Cristina Santos

De: Rui Rodrigues - "Sistema Integrado de Transportes" 

Será viável o aeroporto da Ota?
Sua coexistência com outras redes


Este trabalho aborda o possível sistema de transportes português que permitiria ter por objectivo a ligação dos sectores produtivos, entre si, aos grandes centros de consumo e uma eficaz acessibilidade a todo o território.

Estudar-se-á a coexistência do novo aeroporto com as restantes redes. O trabalho tem pouco texto e é ilustrado com gráficos e figuras de leitura rápida, acompanhados de alguns conceitos básicos, para melhor compreensão. (Tentar imprimir a cores.)

http://www.maquinistas.org/media/ruirodrigues/OTAVIAVEL.pdf (duplo clique)

Cumprimentos
Rui Rodrigues

2005/09/05

De: David Afonso - "O «mono» de Ceuta" 



Uma no cravo, outra na ferradura. Do que vale investir na reabilitação da Baixa do Porto, se à primeira oportunidade se espeta com um «mono» destes numa das zonas mais nobres da dita? E as guardas da boca do túnel? São de fazer inveja a muita marquise de varanda que por aí anda! Alexandre Burmester tinha razão: as obras do túnel de Ceuta precisavam da mão de um arquitecto capaz.

David Afonso
http://odoloeventual.blogspot.com

De: TAF - "Apontadores" 

- Temas para a rentrée
- Invictos ganha novo fôlego
- Projecto dos Aliados avaliado por Inspecção do Ambiente
- Danos em Santa Catarina ainda por pagar
- CDU: Câmara do Porto está "de costas voltadas" para a universidade

- Vi hoje à tarde, na SIC Notícias em diferido, parte do debate entre Maria José Nogueira Pinto e Carmona Rodrigues. De salientar o civismo e a serenidade do debate, a contrastar com a gritaria que vai cá no Porto! Fiquei muito bem impressionado com as propostas da candidata e quando tiver tempo vou visitar melhor o site dela, pois pode ser uma fonte de inspiração para o Porto.

De: Pedro Aroso - "Porto à la carte" 



João Paulo Sotto Mayor dispensa apresentações... Ele é, indiscutivelmente, o fotógrafo do Porto mais conhecido no nosso país!
A sua última exposição foi inaugurada hoje, no Palacete dos Viscondes de Balsemão (Praça Carlos Alberto) e mostra vários retratos da nossa querida cidade.
A não perder...

Pedro Aroso

De: Teófilo M. - "Parecer do IPPAR" 

Não sendo arquitecto, nem tendo capacidade para avaliar tecnicamente o projecto da Avenida dos Aliados, esteticamente não gosto do que nos é prometido no site da CMP.

É cinzento demais para mim, e parece-me mais uma intervenção destinada a tornar ainda mais escura a granítica cidade do Porto.

Agora no parecer do IPPAR, escreve-se que se criou, em boa hora, a oportunidade de ser reequacionado todo o arranjo urbanistico destes espaços que se encontram degradados, seja do ponto de vista urbanístico seja do ponto de vista da sua utilização social.

Não entendo a degradação urbanística, a não ser a que resulta da degradação do piso por falta de manutenção, ou quando muito, a implementação dos candeeiros enormes que cobrem de cones de sombra os passeios à noite, e propiciam alojamento a pessoas que não encontrando trabalho sério, optam por outro tipo de actividades mais escuras a condizer com o sombreado.

Quanto à sua utilização social, não vejo como é que a intervenção proposta a alterará, pois desaparecerão os espaços com relva, e os bancos em madeira, e eu francamente prefiro sentar-me na relva do que no chão sujo, ou em paralelepípedos muito mais incómodos.

Mais se diz que Deste conjunto destaca-se negativamente a Praça da Liberdade, cuja composição de pavimentos sofreu, ao longo do séc. XX variadas alterações, nomeadamente ao nível da placa central proliferando áreas de estacionamento desregrado e verificando-se uma acentuada degradação das espécies arbóreas.

As áreas de estacionamento desregrado, devem reportar-se à selvajaria dos STCP que faz daquela Avenida parque de estacionamento, logo reponsabilidade que pode ser remediada pela Câmara e PSP, mas no que respeita às espécies arbóreas, parece fácil a solução, é pedir aos conhecedores que se pronunciem sobre as espécies a implementar no local e/ou o tratamento a dar às que lá estão e fica o problema resolvido.

Interessante ainda o que diz o parecer do Chefe de Divisão de salvaguarda: Verifica-se, no entanto, que ainda permanecem diversos atravessamentos perpendiculares à avenida que poderiam, eventualmente, ser evitados.

Ou seja, afinal fica tudo na mesma no que se refere ao trânsito que perturba a utilização do espaço socialmente!

Depois uma pérola argumentativa:

A substituição das calçadas em calcário, em vários locals da cidade constitui, efectivamente, motivo de reflexão já que a sua utilização confere aos espaços uma luminosidade que agora se vai alterar radicalmente, devendo portanto ser devidamente equacionada. Não sendo obviamente uma solução pacífica do ponto de vista estético, consiste, no entanto, numa opção de base dos projectistas, indispensável à coerência do presente projecto e que portanto se julga ser de aceitar.

Então deverá ser motivo de reflexão a substituição das calçadas, deverá ser devidamente equacionada a alteração da luminosidade resultante, não é pacífica a intervenção Mas julga-se ser de aceitar!!!!!

Que é isto? Um dobrar de espinha subserviente a instrucções dadas ou apenas falta de coragem para afrontar monstros sagrados?

No fim uma ideia seria valorizado se tivesse mantido a escadaria frontal.! E onde meteriam o Garrett, num qualquer recanto?

No enquadramento da pretensão pode ler-se
Constata-se que a obra já se encontra em fase de execução.!!! Então isto é um parecer sobre quê?

E nas propostas de intervenção aí vem a proposta assenta numa lógica de continuidade espacial então não permanecem diversos atravessamentos perpendiculares à avenida que poderiam, eventualmente, ser evitados.! Expliquem-me lá esta, pois não entendi, mas adiante... Se a opção do projecto passa por uma solução de alameda e afirmação de avenida, mau, mau, em que ficamos, alameda ou avenida? E depois continua a dizer que a avenida continuará seccionada e patati-patatá e acaba com um estrondoso nada há a opor, depois de tanto se ter oposto anteriormente, a uma obra que está em construcção e não a aguardar parecer.

Por tudo isto, o IPPAR quererá o quê, sabendo o braço-de-ferro que sustenta em relação à saída do Túnel de Ceuta?
O prémio da coerência?

Cumprimentos
Teófilo M.

De: Pulido Valente - "C. Gilbert, Pedro Lessa, etc." 

Caro Gilbert, que grande confusão. Que há de comum entre Felgueiras e o Vereador do urbanismo da CMP? Julgo que nada. Estarei a ver mal?

Pedro Lessa, gostava de saber como foi que o vereador se espalhou ao comprido na entrevista. Pode explicar?

A todos: não acham que cada um escolhe a altura que melhor lhe parece para fazer o que o P.M. fez? Têm vocês conhecimento detalhado das circunstâncias e daquilo que se passou com ele?

Falar à porta da venda não é coisa que se faça na cidade.
Aqui fala-se resguardando aquilo que não se conhece sem passar por cima e sem presumir que não há mais nada.

Quais as pressões do partido dele? Quais (e quantos) os pedidos do R.R. para adiar? Quais as pressões do "meio"? Quando ficou ele senhor de informações suficientes (e suficientemente documentadas) para abrir o livro?

Ou acham que ele é tão estúpido que falou para desabafar e se expor às baboseiras (fáceis e muito rasteirinhas, benza-nos deus) que por aí vieram? Não percebem que as acusações que lhe fizeram são frágeis e sem sentido porque pressupõem má qualidade da pessoa (sem a demonstrar, o que é grave!) só porque é opinião geral que devia de ter sido feito de outra maneira.

Acho que não para já NESTE ASPECTO acho que não é estúpido. Pelo menos por instinto de conservação (e sobrevivência) ele não abria um livro em branco.

Temos é que exigir, se o Diap e os outros organismos oficiais esconderem os factos relatados e se não puserem tudo clarinho clarinho cá fora, que o P.M. faça aquilo a que se obrigou com esta entrevista: conte o resto com o detalhe necessário para mostrar que é homem rijo e corajoso como quer que o vejam. Com nomes.

Até lá falar à porta da venda só diminui quem se esquece que deve haver muita coisa que ainda não se sabe e quem não quer acreditar que há, por vezes, hipóteses de as coisas serem correctamente feitas. Se não há esperança que estamos nós aqui a fazer?

Porta da venda por porta da venda iria à Galiza comer umas tapas, que ainda não tive férias. Mudei de casa.

Cumprimentos e mais confiança. JPV

De: F. Rocha Antunes - "Aliados e IPPAR" 

Meus Caros,

Venho chamar à atenção para o post que Manuela Ramos publicou no ALIADOS em que transcreve o parecer que o IPPAR emitiu sobre as obras que a Metro do Porto quer fazer na Avenida dos Aliados.

É um exemplo claro do tipo de argumentos que são utilizados pelo organismo responsável pela protecção do nosso património.

Eu só volto a repetir o que sempre disse: o IPPAR tem de passar a publicar todos os pareceres na sua página da net. Para que todos possam ver como o património é protegido. E exercer uma fiscalização aberta ao que esse organismo faz nesta matéria.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

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