2004/05/01

De: Alexandre Burmester - "Novidades" 

Caros Senhores.

Tenho em primeira mão, a última novidade em Rotundas, que os "Engenheiros" do trânsito inventaram para contribuir para o excelente património já existente.

A única crítica até ao momento feita pelos Srs. Autarcas diz respeito à falta de espaço para a colocação de "Peças artísticas".

Ps. Espero que seja possível a colocação de imagens neste site ??

Alexandre Burmester, Arqto.
[email protected]


De: Pedro Aroso - "Não estamos sós!" 

Afinal não somos os únicos a tentar recuperar a auto-estima pela nossa cidade, tão mal tratada nos últimos anos!
Vejam este novo blog:
http://avenidadosaliados.blogspot.com

Apesar de alguns tudo fazerem para destruir os ícones do Porto, alguns vão resistindo...

Abraço
Pedro Aroso
[email protected]
http://www.e-architect.net
http://clublotus.planetaclix.pt

De: Jorge Ricardo Pinto - "Avenida dos Aliados" 

Agradecemos apoio, divulgação e críticas ao blog "Avenida dos Aliados"!

"Do Porto, pelo Porto, para o Mundo.
A Praça Nova está de volta!
Que trema o país..."

http://avenidadosaliados.blogspot.com

Blog gerido por Jorge Ricardo Pinto (JRP), Mário Bruno Pastor (MBP), Paulo Castro de Sousa (PCS) e Pedro Rei (PR). Qualquer dúvida, insulto, comentário ou tentativa de extorsão, contactar: [email protected]

De um leitor atento e amigo,
Jorge Ricardo Pinto

2004/04/30

De: Pedro Aroso - "Emigrar" 

Olá Cristina Santos

Acabo de ler a sua última mensagem.
Sabe uma coisa? Cada vez sinto mais vontade de emigrar!

Pedro Aroso
[email protected]

De: Cristina Santos - "Toda a actividade da CMP directamente relacionada com os interesses dos Munícipes" 

«Como já temos referido várias vezes,estamos plenamente conscientes do carácter ainda pouco abrangente deste Espaço,mas também sabemos que ele vai evoluir até termos toda a actividade da CMP directamente relacionada com os interesses dos Munícipes, nele incluída, para troca de opiniões e tudo o mais que nos queiram questionar.» Dr.ª Ana Castro

Isto sim é uma promessa de alguem interessado, sentimental e utopico.
A nossa estimada Dr. ª Ana Castro afigura a possibilidade da actividade da CMP estar um dia directamente relacionada com os interesses dos municepes. Claro esta que se refere no contexto do espaço de dialogo.
Mas mesmo assim, essa direcção directa, parece-me directamente vinda de um romance de amor platonico. Não quero com isto penalisar a Dr.Ana por acreditar, penso é que de esses sonhos andamos nós alimentados durante 30 anos.
Assim e na continuidade das pontes , só pergunto:
sendo necessário 7 funcionários, uma camioneta de carga a impedir o transito, um encarregado a ordenar, um entupimento na via por mais de uma hora, tudo isto para enflorar a ponte de Gonçalo Cristovão, quantos recursos terão de ser empenhado para a CMP servir directamente o interesse dos municepes..., sim isto não é uma questão matemática do primeiro ciclo, é o vencimento de 9 pessoas com o Sr. Motorista, que foram necessárias, acompanhadas sempre por uma viatura de carga, para colocar as florteiras na ponte Gonçalo cristovão. - 1/2 de trabalho x 9 funcionários + Gasoleo + Flores = é igual a deitar dinheiro a baixo da ponte- revertendo foram necessários 2 funcionários por floreira / cada floreira levou 15 minutos a colocar no suporte ... e todos os automibilistas a observar como de facto a CMP não se pode queixar de falta de recursos humanos e de dinheiro para dispender na sua má gestão da ocupação.
Agora vamos reflectir o investimento que seria embelezar a ponte do Freixo ou outras..........

Cristina Santos

De: Miguel Barbot - "Cidades" 

No Público de hoje, MST traz-nos um pouco da sua visão de cidade, tendo como ponto de partida o ponto de vista da Clara Ferreira Alves em “O curso de Barcelona” (Revista Única, com o Expresso de 24 de Abril). Segue uma amostra (não muito pequena!)

“(...) Paravam nos restaurantes, nas lojas, nos mercados de flores ou de livros usados, na infinidade de livrarias ou quiosques de revistas do centro, nos jardins ou nas margens dos canais, na profusão de cafés, pastelarias ou bares, onde se pode ficar até querer, simplesmente bebendo um "expresso" ou um copo de vinho branco. Visivelmente, a rua estava preparada, melhor dizendo, imaginada, para receber as pessoas. Não havia café, bar ou restaurante que não tivesse esplanada. Não havia esquina que não tivesse bar, pastelaria, restaurante, quiosque ou livraria. (..)

(...) Do ponto de vista dos nossos arquitectos, todo o centro, a imensa parte histórica de Amesterdão, é aquilo a que eles chamam depreciativamente um "pastiche": simplesmente porque é intocável. Não há ali qualquer concessão à modernidade em diálogo com a história. Todos os edifícios actuais, remodelados, reconstruídos ou feitos de raiz, obedecem aos mesmos padrões arquitectónicos que caracterizam o chamado "período doirado"

(...) o centro, que é o coração nevrálgico da cidade, é para o pequeno comércio, para a habitação, pequenos hotéis, bicicletas, barcos, passeantes.

Mas, também, atenção: quando falo de pequeno comércio, não tem nada a ver com aquilo a que estamos habituados: não há cafés com balcões de zinco, mesas de fórmica, máquinas que fazem um barulho ensurdecedor, acrescentado ao barulho das loiças a serem sumariamente lavadas, cartazes idiotas a anunciar que "as bebidas expostas são para consumo na casa" ou "só se aceitam cheques visados", e empregados que se esforçam até ao absurdo por não verem os clientes a chamá-los; não há mercearias e talhos com ar de tabanca africana, pindéricas floristas, lojas sempre encimadas por painéis de publicidade, montras sem qualquer brio nem imaginação. E não fecha tudo ao fim-se-semana nem atravacam as ruas com as suas cargas e descargas durante o horário normal dos dias de semana. As regras aqui são: serviço, qualidade e brio (..)”

MIGUEL SOUSA TAVARES
Publico, Sexta-feira, 30 de Abril de 2004

http://jornal.publico.pt/publico/2004/04/30/EspacoPublico/O01.html

Concordo...

2004/04/29

De: Miguel Barbot - "Prémio "Prefiro este"" 

O que fazer para responder a uma mensagem?

"Este Espaço não é um Fórum de discussão, mas um Espaço de Diálogo onde a CMP aqui questionada, é quem responde aos Munícipes... "

De: Miguel Barbot - "Rio sem pontes" 

Caro Alexandre,

A memória descritiva reflecte exactamente aquilo que penso quando passo diariamente na marginal, quando me perco a olhar para o lado de lá a imaginar aquilo que estas duas margens poderiam ser... Pelos vistos, é aquilo que mais faço ultimamente: imaginar o que isto e aquilo poderiam ser.

Enfim, o Douro é o único rio que conheço sem verdadeiras pontes.

De: Alexandre Burmester - "Emotivo/sentido x burocrático" 

Cara Cristina, tem razão o texto é extenso. É também emotivo e sentido.
Mas em "cidade" é dificil de conter um texto ao tamanho de umas "bocas", e quanto ao Porto cidade, tem que ser primeiro sentido, e não deve nunca deixar de ser emotivo.

Senão corremos o risco de virarmos uns tediosos e pragamáticos senhores de gestão. E então é como diz - fazemos pontes para os engarrafamentos e esquecemos as pontes que nos ligam.

Prometo não ser tedioso e como sempre emotivo. (se calhar de menor entendimento geral)

Alexandre Burmester, Arqto.
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Rua do Cavaco, 96 Afurada Vila Nova de Gaia
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De: Cristina Santos - "Memória descritiva" 

Emotivo, conhecedor, relevante e justificativo. É assim que considero o teor da memoria descritiva do projecto da tal ponte que ninguém sabe o paradeiro.
Sr. Arquitecto, falta apenas saber se o projecto correspondia ao empenho e gosto da memoria que o antecede.
No entanto a sua transcrição para este blog, afigura-se de facto como extensa dado a dimensão do teor introdutório, escrevi só para dizer-lhe que é muito maior o conteúdo, de que o tempo que demora a leitura.
Talvez peque apenas por ser emotiva e sentida, ao invés de ser burocrática, enumerada, e claro de fácil entendimento para quem manda e não sente...
Num futuro próximo talvez se aviste a possibilidade de concluir mais uma ponte que nos una à Historia e não a um engarrafamento...

Cristina Santos

De: Alexandre Burmester - "Pontes? Reabilitação? Centro Históricos?..." 

E por falar em Pontes entre as duas margens, e porque já estive envolvido em duas:
1. Ponte do Infante (Que até hoje não entendi porque é que não passou lá o metro)
2. Ponte Pedonal (Que até hoje não entendi que lhe fizeram)
E porque falar em pontes, ainda é mais complicado do que falar apenas na cidade do Porto, porque é falar entre duas "tribos", que não se entendem (Porto e Gaia)

E por falar em Reabilitações urbanas e centros históricos, passo a transcrever a introdução que fiz da Memória Descritiva da Ponte Pedonal ( Eu sei que é mais texto do que devia aqui, mas não resisto).

A quem tiver paciência - Boa leitura

"A zona histórica de Gaia, tem sido ao longo de anos, preterida à correspondente da margem do Porto.
Enquanto que a intervenção de Reabilitação urbana que se iniciou nos Bairros de Ribeira - Barredo se iniciou há cerca de 20 anos, a operação correspondente em Gaia, será bem mais recente, e com meios económicos e humanos mais modestos. Ambas as intervenções de Reabilitação caracterizam-se por operações isoladas, cujas estratégias e definições são independentes.

Qualquer uma destas áreas é pela história comum que as une, parte integrante da outra, não tendo razão de existência isolada. Se ao longo de séculos o Rio, pelo seu uso de Porto marítimo e pela sua faina, estabelecia a ponte entre as margens, e por outros anos pelas sucessivas pontes se estabelecia a ligação, outros anos mais recentes, com o desaparecimento da interveniência do uso do Rio, e pela ausência de outras pontes, a Zona histórica de Porto e Gaia, estabeleceram duas frentes de costas voltadas.

Quanto ao Rio, pouco para além das suas margens, e por estas políticas urbanas, Porto e Gaia votaram-no ao abandono, e ao triste espetáculo da pobreza e do desleixo. Apresenta hoje como principal aspecto funcional servir de esgoto às populações, e como aspecto estético na sombra de um passado servir de emolduramento turístico às duas margens.

O surgimento da futura Ponte pedonal, que funcionalmente pretende estabelecer o passeio de ligação entre as margens, transportará consigo um dos possíveis elos de comunicação perdido entre as duas margens. Esta ligação ao se estabelecer, fará com que as intervenções urbanísticas, e os usos que se implantarem, criem relações entre si e deixem de ser isoladas para poderem funcionar em conjunto.

A zonas históricas de Porto e Gaia deixarão de assim ser, para voltarem a ser a mesma.

Embora de usos diferenciados, motivo de diferentes ocupações, enquanto a margem do Porto desenvolveu actividades terciárias e comerciais, o lado de Gaia desenvolveu as actividades industriais particularmente ligadas aos vinhos. Ambas as margens terão em comum o propósito de Reabilitação, i.e. dar novos usos a antigos espaços, restaurando-os, garantindo a sua memória e o seu conjunto.

Se antes se completavam nas funções, no futuro terão de garantir a sua continuidade.

O principal motivo que origina a degradação, e o consequente propósito de reabilitar, não é alheio a um uso intenso dentro da mesma actividade.

Quando esta passa a necessitar quer de novos espaços como de diferentes condições, deslocar-se-á procurando responder a novos desafios e abandonando os existentes.

A estratégia de Reabilitação não deveria cair no mesmo erro, repetindo usos intensivos. Obrigatóriamente terá de dar condições à criação do maior número de actividades possíveis. Sendo certo que aquela que é integradora e animadora de qualquer zona urbana passa essencialmente pelo uso residencial.

A razão pela qual são apresentados estes argumentos, não pretendem vir a criticar as operações de Reabilitação em curso, até porque não temos aprofundado esse conhecimento, mas sim vir chamar a atenção para o facto de que a travessia pedonal será particularmente utilizada pela componente turística e habitacional das populações. Significa ainda que a futura travessia terá obrigatóriamente que se interligar com outros percursos pedonais, satisfazendo os usos preconizados.

A futura interligação entre estes percursos e a Reabilitação destas áreas, apontarão para a consequente deslocação quer para Montante como para Jusante do rio, que se encontram actualmente em processo, irão num futuro próximo sugerir o fechamento de um anel, com o surgimento de uma nova travessia (a cota baixa), na zona de Massarelos, e num futuro mais alargado na Foz do rio.

Apontarão ainda, e não menos importante, para a interligação entre as cotas altas e as baixas da zona histórica.

As propostas que compõem o presente estudo, pretendem apenas, e a partir do encontro da futura ponte, lançar algumas ideias sobre os conceitos a desenvolver quanto aos percursos pedonais a estabelecer. Outros percursos serão pertinentes, e deveriam ser objecto de estudo. Contudo e bastante para além do que foi solicitado, resolver o encontro da ponte, não se pretende mais do que apontar alguns problemas e sugerir algumas das soluções.

Este estudo apresenta-se dividido em três componentes, divididos da seguinte forma:

Encontro da Ponte Pedonal - apenas se refere ao encontro propriamente dito;
Percursos pedonais - aos percursos sugeridos a partir deste encontro, e ao apontamento de algumas soluções de remate Arquitectônico desta área;
Área a montante - Parque Urbano - Apenas porque foi outrora motivo de proposta quando do Estudo da travessia da Ponte do Infante, e porque se entende pertinente, dentro dos pressupostos actuais. "

Março de 2001


Alexandre Burmester, Arqto.
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De: Cristina Santos - "Afinal sempre há divulgação do Debate «Recuperação do edificado»" 

Se até hoje de manhã não existia qualquer divulgação do evento, que referi na minha anterior participação, de tarde e bem em cima da hora de abertura do espaço, a Autarquia vem divulgar junto dos seus munícipes e através de uma janela indiscreta , o programa do debate /exposição «Recuperação do Edificado».
Pelo que para informações mais detalhadas, sugiro a consulta ao site e à dita janela.
Após isso talvez seja melhor organizarmos o tempo e deslocarmos-nos para a Alfandega, que mais não seja no dia 9 dia de encerramento.
Aproveito ainda para cumprimentar o Pedro pelo seu regresso e por um regresso às denominações de efeito.

Cristina Santos

De: Miguel Barbot - "Pontes" 

A união das frentes ribeirinhas do Porto e Gaia é um ponto importante para a reabilitação da vida no centro da Cidade. De todas as áreas de ambos os centros históricos, são estas as zonas mais procuradas para actividades de lazer. Quanto a mim, estas zonas são já complementares do ponto de vista turístico, e de alguma forma do ponto de vista do lazer.

No que diz respeito à habitação e à mobilidade que é fundamental para a atractividade dos locais, estes dois centros estão a “quilómetros” de distância: a única travessia disponível é, como bem sabemos, o tabuleiro inferior da D. Luís e o problema da mobilidade entre as margens irmãs não será certamente resolvido com “vaporettos” e teleféricos.

O recente anúncio do Polis em Gaia, que pretende reabilitar toda uma zona entre o Freixo e a Afurada, perspectiva também uma nova renovação na marginal do Porto, pois afinal de contas é essa a sua paisagem, ficando assim enquadrado todo o bom trabalho desenvolvido desde a Cantareira à Ribeira.

Este último ponto poderá servir para fundamentar a necessidade de uma travessia à cota baixa, fechando o círculo e criando um circuito entre ambas as margens, aumentando a mobilidade de quem as habita (habitará) e a visibilidade das zonas recuperadas.

O novo PDM proposto, inclui uma nova travessia colada à Arrábida: a travessia do Golgota, pedonal, ferroviária (metro)... e à cota alta. Esta travessia não resolverá os problemas de mobilidade de e para os centros históricos, não os aproximará e contribuirá ainda mais para a degradação paisagística do estuário, já de sim em risco com a construção dos molhes do Douro e que poderá vir a ter a Ponte da Arrábida tapada (como acontece com a D. Maria).

De: Pedro Aroso - "Cheguei!" 

Caros Amigos

Por manifesta falta de tempo, só a partir de agora vou poder dedicar alguma atenção a este magnífico blog criado pelo Tiago Azevedo Fernandes.

Como já toda a gente percebeu, o Espaço de Diálogo da CMP é um rotundo fiasco, apesar todo o empenho da Dra. Ana Morais e Castro, por quem nutro grande estima. A responsabilidade não é dela, mas sim do bando de burocratas que tomou conta da CMP, liderados pelo Dr. Rui Rio. A Macroestrutura representa a formalização dessa estratégia de paralisação da cidade e tem, como principal baluarte a Divisão de Urbanismo, gerida por um grupo de mangas-de-alpaca, como já não se via desde o tempo do Salazar.

Aproveito para expressar publicamente o meu apreço pelo Dr. Manuel Teixeira, chefe de gabinete do Dr. Rui Rio, por ser uma das poucas pessoas ligadas ao actual Executivo, com quem vale a pena conversar.

Pedro Aroso
[email protected]

De: João Medina - "algumas sugestões... complementares" 

Antes de mais devo dizer que as sugestões apresentadas anteriormente por TAF recolhem a minha simpatia. A elas gostaria de acrescentar:

- Indexar a contribuição autárquica (ou taxa a criar) ao estado de conservação e ao grau ocupação dos edifícios. O valor a pagar seria calculado com base em diferentes "escalões" relacionados com a área do edifício, localização, conservação e grau ocupação dos edifícios . Edifícios degradados e sub-ocupados pagariam muito. Edifícios bem recuperados e habitados de acordo com o espaço disponibilizado não pagariam nada. Desta forma conseguir-se-ía que: os proprietários se sentissem pressionados a recuperar e arrendar/vender os imóveis degradados; por outro lado, isentando de pagamento os edifícios habitados "correctamente", incentivava-se o aparecimento de novos moradores.

- Assegurar que moradores sem meios financeiros para recuperar as suas casas (ou cujos senhorios intimem a sair), sobretudo os mais idosos, poderão ser realojados em casas dignas a uma distância máxima de 1 km do local original.

- A CMP/SRU deveria disponibilizar online os contactos dos proprietários (ou representantes dos mesmos) de imóveis nas áreas abrangidas. Todos os proprietários seriam obrigados a aceitar esta divulgação. Assim quem procurar comprar imóveis na baixa saberia onde se dirigir.

A estas sugestões mais "burocráticas e administrativas" acrescento outras mais "urbanísticas":

- Aproveitamento de espaços interiores de quarteirões para jardins. Esses jardins tanto poderiam ser comuns a vários prédios como individuais. Para a cidade seria vantajoso que fossem estabelecidos acordos (ou expropriados) de forma a que permitissem a sua abertura ao público (com segurança e limpeza públicas), com actividades, cafés-esplanadas, etc.

- Mudar drasticamente a politica de estacionamento, criando parques de estacionamento em altura tipo "silo" (causam menos transtorno a construir que os subterraneos). Com os parques criados, seria reduzido (ou proibido) o estacionamento na margem das ruas, permitindo o alargamento dos passeios e a plantação de àrvores de pequeno porte. Estes parques seriam abertos para todos: preços reduzidos para moradores e trabalhadores na zona, mais elevados para estacionamento "temporário". Estes "silos" poderiam ter ligações tipo "garagem de prédio" para as casas contíguas quer para os moradores quer para as cargas e descargas.


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João Medina
[email protected]
Sociedade Portuguesa de Inovação
Rua Júlio Dinis, 242 - 2º - 208
4050-318 Porto / Portugal
Tel: (+351) 22 607 64 05 / Fax: (+351) 22 609 91 64
www.spi.pt

De: Cristina Santos - "DEBATE RECUPERAÇÃO DO PATRIMONIO - JÁ AMANHÃ -" 

Ex.mos Sr.s

Tem de facto sido imperativo divulgar pelo actual executivo, que a recuperação do edificado é a sua prioridade.
Acontece que vai desenvolver-se entre 29 de Abril e 9 de Maio, na alfandega do Porto, uma exposição e diversos debates subordinados ao Tema.
Alguém sabia?
Este tema importantíssimo foi divulgado ?
Há informações relativas ao mesmo no site da Autarquia?
Temos conhecimento de quem são os moderadores dos temas indicados para discussão?

Bem , talvez quando este terminar sejamos informados do que lá se passou entretanto e para os interessados informo que:

30/04 às 16H. - Tema: Reabilitação como factor de sustentabilidade da construção
03/05 As potencialidades do sector cooperativo (com os dirigentes das cooperativas habitacionais)
04/05 A reabilitação do Património (presença da Associação de proprietários e inquilinos)
05/05- Mediação para uma rápida Reabilitação (presidente da Associação dos agentes imobiliários)
06/05 -Reabilitação urbana (aiccopn)
07/05 As juntas de Freguesia como parceiros da reabilitação (Pres. das Juntas)
08/05 - Encerramento com dr. Paulo Morais, O INH

Todas se realizam no edifício da alfandega, e à excepção da 1ª todas ás 17 Horas

Cristina Santos

De: Miguel Barbot - "Sugestões" 

Caro Tiago,

Aproveitando a deixa do Alexandre Burmester, ao falar do Parque da Cidade, sugiro que este blog seja alargado à temática do urbanismo em todas as zonas do Porto. A Cidade deve ser vista como um todo, e falar apenas no seu centro está errado...

Questões como a “nova centralidade” na zona oriental da cidade, o hipotético centro de negócios na zona industrial de Ramalde, a cobertura da VCI ou os índices de construção dizem respeito a toda a cidade, afectando também o futuro desenvolvimento na reabilitação da Baixa. Assim, o futuro papel do Centro Histórico será definido pelos diversos papéis representados pelas outras zonas da Cidade, pelo que a discussão deverá ser alargada, para que seja fornecida uma perspectiva geral dos problemas e eventuais oportunidades.

Miguel Barbot

De: TAF - "Algumas sugestões" 

Tenho vindo a fazer algumas sugestões online no site da CMP. Aqui fica uma lista sucinta, para eventualmente suscitar comentários.

- A SRU poderia começar a divulgar, sem excessiva preocupação de rigor, valores preliminares de referência para avaliação de edifícios que venham eventualmente a ser expropriados num futuro próximo. Os proprietários iriam então perceber que poderão ver "desaparecer" as suas propriedades por um terço ou um quarto do preço injustificado que agora pedem. Isso faria acelerar os negócios na Baixa, influenciando positivamente o mercado mesmo antes de qualquer acção adicional.

- A CMP/SRU deveria recolher online os contactos de pessoas que estivessem eventualmente interessadas em residir na Baixa. Estes contactos seriam disponibilizados às entidades que futuramente quisessem lançar projectos imobiliários nesta zona, permitindo assim juntar oferta e procura.

- Avance-se desde já com a recolha dos nomes e contactos dos proprietários na zona abrangida pela SRU. O estabelecimento de parcerias entre proprietários de imóveis contíguos era seguramente uma das melhores formas de realizar recuperações na Baixa com alguma rapidez. A CMP/SRU deveria criar um mecanismo sistemático de comunicação (incluindo contactos pessoais) que proporcionasse oportunidades de encontro de interesses entre proprietários, inquilinos, cooperativas, promotores, etc.

- Organizem-se leilões de propriedades (recuperadas ou não) para venda ou arrendamento. Os leilões imobiliários, desde que devidamente preparados e partindo de bases de licitação bastante baixas, poderiam ser uma boa forma de garantir o aparecimento de interessados.

- As vendas efectuadas na sequência de eventuais expropriações deveriam contratualizar um compromisso por parte do comprador de efectiva ocupação do espaço num determinado prazo máximo. Assim evitar-se-ia que fossem feitas aquisições a preços baixos com fins meramente especulativos, deixando os imóveis vazios.

- Há uma ferida bem no centro da cidade : o edifício da Pedreira da Trindade! Há anos e anos que está num estado lastimável, mesmo ao lado da Câmara. Seria um óptimo sinal para o Porto se houvesse uma solução a curto prazo.

- Procedimento recomendado para a apreciação de projectos por parte da CMP/SRU, para evitar atrasos de forma realista:
1) O requerente entrega o pedido de aprovação.
2) O requerente deixa o prazo legal expirar.
3) O requerente informa a autarquia desse facto e da referência do respectivo processo, pedindo a emissão da certidão de aprovação.
4) A CMP/SRU responde: "Não tivemos tempo de analisar o seu projecto. Agora das duas uma: a) emitimos a certidão e, se mais tarde descobrirmos incumprimentos regulamentares graves da sua responsabilidade, a licença é revogada; b) ou então espera voluntariamente até que tenhamos tempo de ver o seu processo com atenção."
5) O requerente escolhe a opção que prefere.
Assim pelo menos a lei é cumprida e os prazos respeitados.

2004/04/28

De: Alexandre Burmester - "Democracia?" 

Subscrevo inteiramente a iniciativa deste espaço com o intuito de criar um espaço de diálogo sobre a cidade. Subscrevo igualmente a ideia do "Espaço de Diálogo" que a Câmara criou, onde ouve os participantes, quando quer ouvir, e quando não quer não responde às questões que se lhe coloca.

Também entendo o quanto será díficil poder gerir respostas, no meio daquela instituição que mais parece o "tal molho de bróculos"

Constacto é que os participantes são os mesmos do debate sobre o PDM. Será que não interessa a mais ninguém a gestão da cidade? Ou será que as pessoas tem a consciência de que estamos para aqui a mandar opiniões que como sempre caem nos mesmo sacos rotos. (Melhor servem para conclusões como a da Câmara que refere que a consulta do PDM à população foi um sucesso).

Mas na inconsciência natural de quem como eu emite opiniões, nem que seja para o saco roto, vou fazer um comentário sobre notícia de hoje dos jornais, a propósito da Rotunda e do Metro na Boavista.

Perguntas simples à imaginação dos participantes:
1- Será que vamos ter um metro na Boavista, como aquela maravilha na Brito Capelo em Matosinhos, tipo linha férrea no meio da cidade?

2- Porque será que a Rotunda da Boavista, não poderia ser pensada (como alguém sugeriu há uns dias atrás no Público) com o alargamento dos passeios laterais, e o transito no centro? O "mestre" não quer?

3- Mais um viaduto no Parque da Cidade? E então as construções habitacionais não seriam melhor enquadradas? Ainda por cima de linha férrea?

Alexandre Burmester, Arqto.
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