2004/09/18

De: TAF - "Leituras" 

Informações contraditórias:
- Novo hotel da Ribeira acusado de lançar esgotos para o rio Douro
- Descarga ilegal indigna Ribeira
- Verdes Denunciam Esgoto Ilegal no Douro




E outras:
- O mistério da Casa dos 24...
- SRU e PDM
- Refinaria de Leça da Palmeira Vai Ser Encerrada


2004/09/17

De: J. A. Rio Fernandes - "Mouzinho-Flores" 

Fui o principal responsável pelo trabalho concluído e aprovado, em Novembro de 1998, para o eixo Mouzinho-Flores ao abrigo do ProCom (Programa de Modernização do Comércio), em que estiveram envolvidos diversos elementos da UP e em especial do Departamento de Geografia e pretendia aproveitar verbas disponibilizadas pela UE.

Praticamente seis anos depois, volta a falar-se de comércio, pedonização e transporte público para Mouzinho e Flores
Antes tarde que nunca! Mas será que é desta?

Mas, se me permitem o pormenor, espero que não se demore muito tempo em antiquários à procura de lampiões antigos, como sugere a Presidente da Associação dos Comerciantes, porque o essencial está muito para além das questões de mobiliário urbano, acções de pedonização ou mera beneficiação de pavimentos.

Em dois aspectos todavia, penso que o acordo é absoluto: de que este eixo é essencial no dialogo entre Infante/Ribeira e Baixa (que no Porto fica alta…) e que é uma área muito degradada/desocupada, mas simultaneamente uma das que apresenta maiores potencialidades para o arranque com um processo de retoma do tecido antigo do Porto, nas dimensões de espaço público, acessibilidade, ocupação residencial e revitalização económica.

J.A. Rio Fernandes

De: TAF - "Mobilidade e movimento" 



Isto parece-me boa ideia:
STCP lança minibus para o centro histórico

Não sei qual o trajecto exacto, mas recomendo que o início e o fim da linha sejam junto de um parque de estacionamento qualquer.

PS: No Comércio, outro texto interessante - Mouzinho e Flores à espera da renovação dos edifícios... e das mentalidades

Já agora: não haverá uma alternativa a tantos sinais de trânsito que nos incomodam a vista e a circulação, como é patente na fotografia acima?

Quanto aos quiosques multimédia, e pelo que vi no site da Câmara, sou bastante mais céptico quanto à real utilidade. Parece-me um sistema muito pouco "amigo do utilizador" (até porque só funcionou no Internet Explorer e não nos outros "browsers") mas, enfim , demonstra boa vontade e pelo menos isso justifica que se lhes dê algum benefício da dúvida... :-)

2004/09/16

De: Pedro Aroso - "A Cidade Onde Nada Acontece" 

Quando o Dr. Rui Rio anunciou o nome do Vereador do Urbanismo, todos acreditámos que a nossa cidade ia finalmente contar com alguém capaz de imprimir uma nova dinâmica no sector da construção civil, pautada pelo rigor, contenção e equilíbrio, mas também pela abertura a ideias inovadoras e à experimentação no campo da Arquitectura. Enganámo-nos redondamente! O Arq. Ricardo Figueiredo tem influenciado o Dr. Rui Rio, incutindo-lhe o princípio de que a cidade ideal é aquela onde nada se constrói . Só assim se explica a filosofia imobilista do novo PDM, que o Arq. Nuno Portas apelidou de anoréxico. Por outro lado, a macro-estrutura hiper-burocrática que tem vindo a ser implementada no sentido de complicar a vida aos munícipes, é em grande parte responsável pelo desinvestimento na Invicta. Vejam aquilo que se passa com os restaurantes: por cada um que fecha no Porto todos os meses, abrem três ou quatro em Matosinhos e em Gaia. Mas adiante.

Tal como eu, o Arq. José Pulido Valente também se convenceu de que alguma coisa ia mudar e, nesse sentido, apresentou um estudo alternativo para a Alameda 25 de Abril. Embora já tivesse visto algumas imagens virtuais, aquilo que o JPV me mostrou hoje no seu atelier foi um projecto notável, que deveria ter merecido por parte dos responsáveis da CMP muita reflexão, repensando a atitude tacanha, conservadora e mesquinha, que revelam na apreciação dos projectos. Em vez disso, limitaram-se a responder, de forma lacónica, que para o local já existia um estudo elaborado por técnicos da autarquia.

Pedro Aroso
[email protected]

De: Cristina Santos - "Confusão cerebral" 

Tenho que opinar sobre esse comentário do «BarinstormZ», em primeiro lugar no teor do seu livre comentário, este Cidadão embora refira «N» participações, esqueceu, talvez por lapso, de indicar ele próprio qual o caminho que julga adequado para a reabilitação da baixa, pelo que se torna difícil a contestação ou concordância com a manifesta falta de ideias.

No entanto e quanto às ideias que emite há cerca das ideias apresentadas neste espaço, (ele teve essa oportunidade porque na Baixa há ideias Claras), devo informar que, e no que concerne a minha parte e daquilo que leio dos restantes, nunca se apresentaram projectos para edifícios específicos, privados ou públicos, o que se fala são ideias para a sociedade em geral.

Sobre os problemas dos proprietários, sobre as lógicas e poderes interactivos destes em consonância com eventuais apoios estatais, que incentivarão o mercado imobiliário. Quando se argumentam tipologias, estas enquadram-se numa ordem de mercado face às leis de edificação urbana, PDM, e questões da ordem urbana em geral.

« Agora, apesar de alguns indícios de livre concorrência, ainda alguém quer "orientar a evolução" destas...» não se trata de orientar, trata-se de representar vários intervenientes ou interessados e ajudar o móbil a servir proprietários, sociedade, imobiliários, construtores, engenheiros, arquitectos, com o contributo de todos, acredita-se ainda que uma sociedade participativa, côa ideias e origina grandes evoluções, se as autarquias sondassem todos os interessados nesta urgente medida social, com certeza o rumo e o desenvolvimento seria assegurado por aqueles que o reivindicam .

«A maioria dos que escrevem para o "Baixa do Porto" (livre participação) tem uma clara opinião sobre o melhor caminho a tomar. Mas, então, qual será o "sentido admitido como adequado"? A opinião da classe política? De todos os portuenses? Do TAF?» - a opinião de todos meu caro, a discussão ponto por ponto, interesse por interesse, devendo sempre vingar o interesse publico.

Uma opção eticamente correcta versa o interesse social numa reabilitação, comprem-se ou não os edifícios, o que se pretende é acordar a sociedade para as razões porque não se compram edifícios, porque não se investe.

Se este esforço é ou não frutífero, pelo menos não é radical ou de sentido único. Há um grande esforço de acompanhar uma critica com uma sugestão, trata-se portanto de criticas construtivas, que ajudam os que vetam propostas por lhe não servirem, mas que no fundo não tem ideia sequer daquilo que lhe poderia servir, ou pelo menos dos seus interesses não apresentam argumentação.

Cristina Santos

De: TAF - "Molhes do Douro" 

N'O Comércio do Porto:
Governo deu luz verde ao arranque da construção dos molhes do Douro

De: TAF - "O que é adequado" 

Ao verificar os acessos aqui ao blog descobri um comentário da Tempestade Cerebral sobre o que seria "adequado" para a Baixa.

Penso que houve má interpretação pelo menos do que eu escrevi aqui. Tenho várias vezes defendido a necessidade de deixar o mercado funcionar. O Estado só deve intervir para corrigir deficiências no funcionamento desse mercado e como referência orientadora.

Isso não impede que o executivo camarário, legitimamente eleito pelos portuenses como seu representante, actue no sentido que ele, executivo, considere "adequado". Não se trata portanto de ser eu ou qualquer outra pessoa a definir o que deve ser feito na casa de cada um. Trata-se de exigir que a Câmara Municipal cumpra o seu papel de gerir o que deve gerir na cidade.

Quanto à "opção eticamente correcta" de adquirir os edifícios: o que a SRU vai poder fazer é precisamente expropriar quando não chegar a acordo com os proprietários! Tudo bem, portanto. ;-)

2004/09/15

De: Cristina Santos - "HABITAÇÃO SOCIAL" 

Para nos candidatarmos a habitação social no Porto, devemos estar inscritos como tal num processo que nos referencia como carenciados. Neste momento aqueles que esperam por uma Habitação condigna deverão perfazer uns milhares, (ainda que não conte com os que se encontram em hospedarias pagas pela Segurança Social...).

Assim, a primeira pergunta (senso comum) dirigi-se à nossa C.M.Porto
- Se existem tantas famílias sem habitação condigna porque manter casas desocupadas?
- Porque é que a maioria dos carenciados recusa casas em Bairros como o Largateiro?

Claro que estas questões são lógicas, mas há quanto tempo estavam os ditos fogos do Lagarteiro desocupados?
Que planos tinha a Autarquia para os mesmo?
Mais e se a nossa Autarquia se comprometeu a atribui-los em Outubro, a uma determinada família inscrita à décadas como carenciada?
Qual o partido que incentivou esta ocupação ilícita e tratou de a divulgar nos média?
(porque os média só atendem aos bairros carenciados no que concerne ao Porto)
Quem anda a escriturar a vermelho as Fachadas da Rua do Breinner com frases tipo 25 de Abril «Ocupa-me Resiste», «Se não tens Casa ocupa-me».

De facto não é admissível que a Autarquia disponha de fogos desocupados, quando tantos precisam de Habitação, mas na minha opinião não pode o povo usar deste meio de reivindicação, não é justo para os que estão à décadas à espera de casa, devidamente inscritos.
Não é justo que se refugiem num protecção de grupo, de Bairrismo, para tomarem posse ilicitamente daquilo que julgam merecer por direito. Durante muitos anos e em Bairros como São João de Deus, se ocuparam casa, se venderam chaves e direitos de arrendamento, sem que nenhuma autoridade toma-se medidas.
Gosto da atitude autárquica nesta matéria, subscrevo-a inteiramente, não posso continuar a assistir a reivindicações fantasiosas nos média, aceitadas por uma imagem a manter.
Temos que zelar pelo cumprimento das normas, da justiça, mesmo que socialmente esta justiça seja anti-social.
Por essa ordem de ideias demoliam-se prédios e edificavam-se outros alegando falta de condições de habitabilidade e atraso no deferimento dos processos, passando assim por cima de todos aqueles que aguardam a aprovação dos seus projectos - Isto é justo?
Estou com a Autarquia nesta matéria, como estive no tal Vale dos Leprosos, projecto que vingou, mas que infelizmente condicionou o aumento de trafico e toxicodependência em Bairros como o Aleixo ou o Largateiro.

Cristina Santos

2004/09/14

De: Cristina Santos - "3 BREVES DISSERTAÇÕES" 

A) A lei que suporta a eficiência do trabalho a desenvolver pelas sociedades de reabilitação urbana, e por todos os investidores imobiliários, é sem duvida a lei do arrendamento, mas quanto ao Regeu, a falta de confiança nos técnicos que este documento apresenta, a burocracia que acarreta, já foi este diploma revisto, para estimular o tal investimento na recuperação do edificado?

B) O deferimento de processos de licenciamento terá de ser eficaz, atempado e normativo, assim a «famosa» macro-estrutura de departamentos como urbanismo terá de ser revista no imediato, traçados planos de funcionamento, distribuídas funções, que permitam tal celeridade. Mais, serão necessários reforços nas equipas de fiscalização e formação técnica das mesmas, nas áreas de Patologia do edificado, restauro, reabilitações profundas, técnicas tradicionais etc... isto esta a ser feito?

C) Nos casos em que os edifícios possuem 22 metros de comprimento, embora a maioria se fique pelos 11/15 metros, é possível criar fogos Frente /Traseiras Tipo T1, com circulação vertical/ horizontal atirada para uma lateral cega, o maior problema reside talvez em projectos de arquitectura, licenciamentos, taxas, camiões de betonagem, acessos, mini-estaleiros, edifícios germinados, mais taxas, ainda mais taxas, IPAR em alguns casos e sua localização em Lisboa, medidas regulamentares etc...
Contudo estas intervenções de facto não anulam a necessidade de possuir um jardim ou um espaço reservado à movimentação pedonal, onde os nossos filhos possam brincar livres de perigo e ao ar livre, por exemplo enquanto fazemos o Jantar...
Isso exigia a demolição de partes consolidadas de frentes urbanas... Por isso o parque habitacional a criar talvez se destine a famílias mono-parentais, jovens, estudantes... não terei Lugar nesta Cidade?

(um exemplo um pouco fora, mas a que ultimamente assisto na Rua onde resido, numa rua paralela à minha sala, existe uma série de Casas Térreas que recentemente foram alugadas a famílias brasileiras na sua maioria, não sei se por questões culturais, manifestam uma necessidade acentuada do contacto com o exterior, mantêm portas e janelas abertas pesar do barulho/poluição dos carros, os filhos destas famílias jogam a bola de um passeio para outro principalmente depois das 21Horas (hora de menos tráfego), interrompem o jogo à passagem dos automóveis, e tem que suportar o mau humor dos vizinhos que alegam que as bolas batem nos carros estacionados provocando mossas.
Na verdade até eu me irrito às vezes com o convívio brasileiro feito em via publica, mas esta comunidade não tem culpa, adaptam-se conforme as circunstancias, e tentam ter qualidade de vida mesmo que entre Ruas movimentadas, onde não existe uma arvore sequer... também não encontro culpados que não sejam os sucessivos governos depostos. )

Cristina Santos

De: Ricardo Tuga - "3 breves apontamentos" 

Deixo aqui algumas notas de reflexão,

1 - O conhecido meu após um ano de ter o seu projecto de renovação e ampliação da casa onde reside foi aprovado. ( o projecto foi copiado dum seu vizinho que recuperou a casa há três anos). Será necessário 1 ano para a aprovação de um projecto ?

2 - Sem a nova lei do arrendamento é impossível pensar-se numa renovação da Baixa da Cidade, mas mesmo que esta renovação comece a acontecer, onde leva um jovem casal que resida por exemplo na Rua de Santa Catarina, ou Rua Firmeza, Rua Gonçalo Cristovão o seu filho a passear ? Vai de Metro para o Palácio ? Ao parque da cidade ? ONDE ESTÃO OS ESPAÇOS LÚDICOS DOS MIÚDOS NA BAIXA ?

3 - Como rentabilizar um edifício que mesmo devoluto tem 6 metros de largura por 22 de comprido ? ( Nota - Grande parte dos edifícios em mau estado de conservação têm essas características ).

Um abraço a todos que se preocupam, com a cidade dos nossos filhos.

Ricardo Tuga

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