2005/04/16

De: Ideiafixe - "Túnel de Ceuta" 

A minha opinião sobre o Túnel de Ceuta está expressa em:
http://ideiafixe.blogspot.com/2005/04/tnel-de-ceuta.html
Podem aproveitar o que quiserem!

Cumprimentos,
Ideiafixe
[email protected]

De: Alexandre Burmester - "Consensos?" 

Brilhante esta capacidade de negociação e de procura de consensualidade por parte do Presidente da Câmara, no caso da ADICAIS.

Promove o diálogo, e oferece uma solução - dá o lote nº2, como compensação. Pena que não é dele.

Para quem vende a imagem do rigor das contas públicas, é um belo exemplo de como as gere. Como é fácil pagar os nossos erros com o dinheiro dos outros.

Acho por bem que para além de não esquecer de quem foram as responsabilidades, situação típica da gestão pública, estas tenham nome próprio, e sejam chamadas à pedra.

Tenho é a sensação que o controverso prédio, vai agora por ficar maior, não vir a ter o projecto melhorado, e ao contrário ainda piorar.

Podia, no embalo desta onda consensual, aproveitar a Presidência para resolver o impasse do Túnel de Ceuta. Afinal bem feitas as contas o sobrecusto de passar o túnel mais à frente na Rua D. Manuel, nunca poderá ser o anunciado de 3 milhões de Euros, mas não mais de 500 a 600 mil.

Infelizmente depois de tanta controvérsia, não se discutem seriamente questões técnicas, mas apenas as políticas. E no final, vai ainda esta Presidência extrair dividendos, por tentar constantemente passar a imagem da vítima.

Com franqueza acho que os "imbróglios" que esta Câmara herdou da antiga Presidência, não são piores dos que tem conseguido promover.

Com estes problemas quem precisa destas soluções?
Ou com amigos destes quem precisa de inimigos?

Alexandre Burmester

De: TAF - "A Casa da Música e outros" 

- Na inauguração oficial da Casa da Música, Sampaio distribuiu críticas e cumprimentos
- Sampaio critica processo "acidentado e nem sempre exemplar"
- “Um diamante lapidado”
- “Não tem nada a ver com nada”, ouvia-se
- Casa da Música abriu as portas ao som do rock
- Autarquia reuniu com Adicais e arquitectos Ginestal Machado e Koolhaas
- Janelão da Casa da Música não ficará tapado por edifício
- Projecto da sede do BPN vai ser revisto após cedência de terreno pela Câmara
- Sampaio abre as portas a Burmester
- Jorge Sampaio critica afastamento de Pedro Burmester da Casa da Música
- "Casa tem a cruzada de abrir a mente ao público"
- Reacções e VIP´s e mais reacções
- "Já se sente a música no ar" num arranque com concerto duplo

- ARS soma críticas ao metro no S. João
- ARS respondeu com parecer inconclusivo
- ARS/Norte contesta metro à superfície junto ao "S. João"

- Rui Rio vai deixar Assis, para já, sem confronto
- Rui Moreira recusa leitura política sobre almoço com Jorge Sampaio
- PDM prevê túnel junto ao hospital
- Lucros dos SMAS/Porto cresceram mais de 100 por cento no último ano
- Feira da Vandoma suspensa a partir de hoje por tempo indeterminado
- Gabinete Comércio Vivo procura exploradores para o Batalha
- Rui Rio e PS negoceiam a pousada para o Freixo - Até que enfim resolveram conversar! :-)

2005/04/15

De: TAF - "Anúncio no jornal" 


De: António Moreira - "Consensos?" 

Mas que consensos?

Segundo informação disponibilizada no site da CMP, ADICAIS e Koolhaas reuniram na Câmara do Porto, procurando-se, com a bênção do inefável presidente da CMP, uma solução que possa evitar mais uma trapalhada do presidente da CMP (deste ou do anterior, eles que se entendam) e, ao mesmo tempo ajudar a descalçar uma "bota que se preparava para apertar alguns calos" numa fase tão pouco oportuna.

Então vá de:
"2 - O Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto manifestou a intenção do Município disponibilizar o lote N.º 2 do referido alvará, propriedade da CMP, para integrar uma nova solução urbanística que salvaguarde a actual envolvente do edifício da Casa da Música"

Que sempre soa melhor aos ouvidos dos eleitores do que a carrada de euros que a Adicais reclamava, só pelo atraso, sem contar com o que seria se tivesse de desistir do projecto.
Pelo meio vai-se desbaratando o património da Cidade, NOSSO, e lá se vai esfumar a ideia de o Conservatório ter uma casa condigna e junto à Casa da Música como faria todo o sentido.
Faz-se a festa da música, com pompa e circunstância, enquanto se conspira contra ela nos gabinetes.
Claro que isto não interessa nada.

Peço desculpa por incomodar.
António Moreira
--
Nota de TAF: Mas agora, após feitas as asneiras, há alguma solução melhor do que "pagar em géneros" as compensações a que a ADICAIS tem direito? Importa é não esquecer de quem foram as responsabilidades e corrigir o que está mal no método de gerir a cidade. Que falta faz uma política "open source"!

De: Manuela Juncal - "Informação ou falta dela" 

Caro F. Rocha Antunes

Como estou de acordo com o princípio que propõe de consulta aos pareceres do IPPAR (e aliás de todas as outras instituições públicas, incluindo Câmara), o nosso bate-papo sobre o tema corre o risco de ficar por aqui. A minha nota anterior diz respeito à oportunidade (ou não) de vir com a avaliação dos métodos IPPAR para cima de um problema onde me parece que a questão central não tem a ver com isso mas sim com a fundamentação do traçado do túnel. Também aparece hoje uma nota do Engº Nuno Cardoso no jornal ‘Público’ que traz mais contributos para o debate sobre métodos. Espero que compreenda que não sou frequentadora do ‘site’ da CMPorto, por exaustão de informação supérflua e/ou pouco rigorosa. Como prefiro o blog da ‘Baixa’ só vou ao site da CM quando para lá me remetem, o que não era o caso na fotografia que apresentava. Quanto à nossa respectiva informação, ou falta dela, será como tudo na vida: de certas coisas sabemos, de outras não. Que vivam portanto os ‘blogs’, os seus respectivos ‘bloguistas’ e a partilha de informação. (Aliás apreciei muito a interpretação do Engº Matteo Tiepolo, esperando ter tempo para ir tomar um cafezinho para aqueles lados. Já agora gostava de perguntar qual é a ‘causa excepcional’ a que se refere e se em nome da mesma causa, somada à causa excepcional do museu não se podia ter ido com o túnel para o lado norte do Carregal já que o túnel estava por começar em 2002 e se ia rever o conceito).

Cumprimentos
Manuela Juncal (arq.)

De: Cristina Santos - "A Casa da Música..." 

"... Visão Popular"

Os portuenses têm uma mentalidade única de denunciar defeitos e problemas, antes que outros o façam por eles. Trata-se apenas de uma medida anti-crítica que não visa mais do que a humildade patente no orgulho regional.
Desde que é público o anúncio da abertura da CASA DA MÚSICA, que não consigo ter um almoço descansado, ao mínimo comentário televisivo sobre o nosso Diamante, levantam-se inúmeras vozes do Povo, para pôr em causa a existência daquilo que chamam um monstro descomunal em frente à rotunda.

Os trabalhadores da Construção afirmam que se trata de um elefante branco, sem isolamento, permeável, e até acusam o Arquitecto de ter esquecido os corrimãos e outras seguranças, para as pessoas que saem dos concertos mais bebidas, riem-se imenso com as futuras derrapagens nas escadas e envolventes

Os trabalhadores do comércio, movidos ou não pela D. Laura, acusam o excesso de investimento, a necessidade de recuperar os edifícios da cidade e claro está reivindicam contra os impostos e a aplicação dessas receitas….

Os ditos cultos, afirmam que não são «parolos», que parolo é o arquitecto que projectou tal mausoléu numa Cidade Património histórico da Humanidade, a estas vozes juntam-se alguns irónicos, que dizem que o arquitecto é parolo, mas é rico e famoso…

Depois e porque já nada mais há para reprovar, vêm as senhoras dizer que a casa da música deveria ser rodeada por um enorme jardim romântico….

Quando me é permitido, lá vou lamentando que sejam os próprios Portuenses a denegrir a nossa imagem, muito mais quando estão em directo para as câmaras, que deveriam usar como forma de cultivar a imagem da cidade e convidar os Portugueses a visitar-nos.
Para os cativar digo-lhe que a Cidade é como a nossa casa, os defeitos devem ficar entre nós, devemos gloriar o edifício por mais defeitos que possa ter, em prol do comércio, visitas, turismo, dinheiro – mas cai-me de imediato o tasco em cima para dizerem em coro, «fizessem esse diamante num terreno livre, em Matosinhos, mas tamos onde, na guerra das estrelas??? Tamem com um metro que mais parece um comboio espacial, só faltava lá mesmo a nave…»

Estranho que ninguém se lembre de criticar a falta de sala para ópera, do ensino da música neste espaço, da abertura com uma boa orquestra, de bilhetes acessíveis…
Mas também a opera é cara, é de gosto elitista, não dá receitas para a manutenção, a maioria da música portuguesa não passa por aí, os estudantes músicos também não tem meios, continuava exigir muitos impostos, depois de edificada…
Portanto se o projecto mantivesse a forma inicial, continuava a merecer críticas fortes é que o Povo portuense é um povo muito exigente… difícil de convencer, tem sempre um contra argumento para dizer em público, quase sempre a desfavor, a culpa é da comunicação social, se ainda estivéssemos no tempo das igrejas e da capelinhas, a informação do padre é que contava...
Enquanto a comunicação social compactuar com as ditas «polémicas» estamos feitos, nem com um diamante lapidado, limpamos a nossa imagem, e o povo portuense tão inteligente, não percebe a importância de uma boa imagem pública a nível nacional.

Cristina Santos

De: Cristina Santos - "Carta Geotécnica..." 

"... do PORTO"

Ontem foi assinado na sede da AICCOPN o protocolo de colaboração para recolha e tratamento de dados geotécnicos, entre a Faculdade de Ciências da U.P. e a Câmara.

A Carta geotécnica da Cidade encontra-se concluída e já disponível em formato digital, é a primeira carta do género no País e visa melhorar o planeamento da cidade em função das condicionantes geotécnicas e hidrogeologicas, nomeadamente critérios de ocupação do solo, dimensionamento de obras de engenharia, previsão de zonas de risco natural, património geológico, aproveitamento de recursos naturais e avaliação de custos em obras.

É constituída por 7 cartas de pormenor, que informam os interessados de todas as condicionantes e zoneamentos geotécnicos, as informações estão compactadas numa base de dados – a Geodat/W - de fácil pesquisa e análise. O formato digital permite a impressão dos mapas e cartas de sínteses.

Constituição da carta Geotécnica:
Todos estes documentos estão compactados em duas cartas síntese a carta de zonamento geotécnico em formato tridimensional, em que por selecção de temas é possível apurar em minutos toda a constituição do solo e sub solo, na zona que elegermos para o efeito e a Carta de condicionantes do subsolo que informa todas as zonas com interesse patrimonial no subsolo.

A assinatura do protocolo entre as duas instituições vem assegurar a actualização constante dos dados. A Câmara Municipal do Porto na pessoa do Dr. Paulo Morais foi aplaudida pelas entidades presentes, nomeadamente pela Faculdade de Ciências, que agradeceu todo o apoio à investigação, emprego, e motivação que a Câmara lhes tem dado, neste e noutros projectos.

A Carta, o seu formato e desenvolvimento, vai ser apresentada a todos os membros da área metropolitana, com vista à facilitação do trabalho destes concelhos na realização de prospecções e levantamentos semelhantes.

Os interessados podem adquirir a Carta Geotécnica em formato digital no gabinete do Munícipe.

Cristina Santos

PS: com este documento é possível evitar obras paradas, devido a investigações arqueológicas, - fundações, escavações em terrenos inadequados – e verificar a condição de implantação de túneis e viadutos.

De: TAF - "Fim de semana" 

- Casa da Música: Estranhou-se e agora entranhou-se...
- O começo da grande aventura
- Nascimento público do edifício foi saudado pelos portuenses
- Finalmente em casa - inclui apontadores para textos relacionados também no JN
- As trapalhadas na envolvente e respectivos números
- Uma casa mais na cidade - opinião de Manuel Correia Fernandes
- Sampaio corta a fita
- Fundação de Serralves oferece entradas grátis
- Lou Reed aprova Casa da Música: "Que bela sala vocês têm aqui" - inclui apontadores para textos relacionados também no Comércio.

- Impasse no túnel mantém-se
- Feira da Vandoma perto do fim
- Os candidatos ao Porto

2005/04/14

De: David Afonso - "Próteses e Aparelhos" 

0. O tema das eleições autárquicas, mais tarde ou mais cedo, vai ocupar muita da nossa atenção. Manda a regra do jogo que se escolham os cabecilhas, que se alinhavem alguns lugares comuns pomposamente intitulados «Programa Eleitoral», que se façam promessas mais ou menos mirabolantes, que se apregoe de peito aberto o amor e fidelidade à cidade e que se faça a festa de que o povo tanto gosta. Com tanto barulho, a política costuma pôr a viola no saco e sair de férias.

1. Um dos problemas estruturais do nosso regime democrático reside nos próprios partidos. Há algum tempo que deixaram de ser grémios políticos para se transformarem naquilo que em politiquez se chama «aparelho». Ora, o «aparelho» não tem ideologia, nem princípios e nem aspira sequer à mudança, porque o «aparelho», por definição, é regular, preciso e estável. Não é por acaso que a «estabilidade» aparece como promessa eleitoral: o «aparelho» aspira à manutenção ad eternum do poder. Não se pode pedir aos partidos aquilo que eles, por sua própria natureza, não nos podem dar: mudança. O único programa do «aparelho» é apenas a sua própria subsistência.

2. O «aparelho» despejou a política para fora dos partidos, mas é justamente na rua que ela renasce. Enquanto os homens do aparelho se concentram no fio-de-arame do poder – uns para não caírem, outros para subirem – cá em baixo a cidade acorda e não gosta do que vê. Exige explicações, procura soluções, discute possibilidades. Os mais voluntariosos fazem abaixo-assinados, promovem fóruns de discussão, criam associações, estudam os problemas. À escala da cidade vai-se tecendo um discurso político à margem dos partidos.

3. O Porto parece querer reencontrar-se depois de ter passado por um mau bocado, mas o ritual das eleições aproxima-se e o barulho dos aparelhos já ensurdece. Mais uma vez o cidadão será chamado a exercer o voto, que é o poder residual que lhe é concedido pelos partidos que continuam a reivindicar o monopólio da política, apesar de a terem abjurado. Esse poder, por mínimo que seja, não é de todo desprezível e deve ser exercido, com a reserva de que não é nas urnas que se esgotará a intervenção cívica.

4. Os homens dos aparelhos que se perfilam, desmunidos de programas políticos mas munidos de sondagens e títulos de jornais, perfazem um quadro confrangedor: Rui Rio nas eleições de 2001 passou de herói trágico (aquele que avança para a batalha sabendo de antemão que a perderá) a calimero despeitado. Ganhando as eleições, que era suposto perder, arrastou a cidade para uma triste comédia. Não satisfeito, acha-se ainda capaz de continuar mais uma temporada na corda-bamba! Rui Sá é uma borboleta cega (a)traída pelo poder. Não sei se o seu eleitorado alguma vez o perdoará. A ele Nanni Moretti poderia ter dedicado aquelas palavras: «Por favor, diz qualquer coisa de esquerda!». Quanto a Francisco Assis a única coisa que se pode dizer é que se trata de... um homem do aparelho. Mas atenção! Não um homem de aparelho qualquer! É um relojoeiro que veio consertar o aparelho do PS Porto! É, em definitivo, um homem de coragem, mas a coragem é uma virtude que, por norma, se manifesta apenas quando faltam as outras virtudes. Quanto ao CDS, agora sem o PP, não me pronuncio porque se encontra desaparecido em parte incerta. Ao BE deixo um tímido elogio: faz bem. Antes só que mal acompanhado.

5. Rui Moreira, que não esconde a sua vontade em ascender a outras responsabilidades, teve a oportunidade de modificar este quadro. Teve, agora já não tem. Perante o descontentamento geral, uma candidatura extra-partidária à câmara do Porto, encabeçada por alguém de reconhecida competência poderia ter protagonizado um sobressalto cívico com implicações que extravasariam a própria cidade. No entanto, deixou-se ficar à espera do PS e todos nós sabemos o que acontece às ameixas que se deixam ficar à espera... Se não avançou até agora, agora já é tarde. É tarde porque já fez pender a sua decisão de uma hipotética coligação PS/PCP, o que torna a sua candidatura subsidiária das rotas dos aparelhos partidários. Já não se candidataria pela cidade, mas para que Rui Sá não voltasse à autarquia. E isto não é nada nobre, pois não? E em alternativa, será que Rui Moreira está na expectativa de vir a integrar a lista do PS? Se está, faz mal. Seria um elemento estranho lá implantado, uma prótese.

6. Visto isto, parece-me que nós, os não emparelhados, vamos ter de continuar atentos e a fazer a política que os partidos se recusam a fazer. Antes, durante e depois das eleições.

David Afonso
[email protected]

De: Alexandre Burmester - "E mais música..." 

A Casa da Música como obra de Arquitectura não se enquadra no discurso tradicional da "Escola do Porto" e da Arquitectura "Oficial" do estado. Até muito me surpreende ouvir de alguns Arquitectos aí conotados, elogios.

Esta Arquitectura não segue o discurso das continuidades, das coerências, e do desenho de rigor. Surge fruto de uma leitura mais actual da nossa forma de viver. Fora das ideologias, dos discursos de sentido e por oposição ligada à ideia do efémero e ao formal.

Promove mais emoção do que razão, e não se importa de não ser eterna. Vive o momento, transportando consigo uma outra forma de ser e de estar.

A Arquitectura não se faz apenas com lógicas e princípios de desenhos, mas, e principalmente com o desenvolvimento sensorial dos espaços que desenvolve. A casa da Música é pródiga nisso.

Apontar-lhe defeitos de pormenor, de concepção, de acabamentos e mais da qualidade de execução é tarefa fácil. Querer afirmar que o seu desenho é gratuito e pouco original também. Mas tudo isto não passa de pormenores de um todo muito maior que se eleva e os ultrapassa.

A Obra não é mais perfeita do que outras sempre imperfeitas, e tem muitos defeitos. Mas mesmo assim servirá de exemplo a outras atitudes projectuais que são necessárias no panorama da nossa Arquitectura.

A aposta neste projecto teve a coragem de promover esta diferente atitude, e como prémio terá o mesmo sucesso do Museu de Serralves.

Não somos parolos, mesmo que por vezes assim nos tratem e chamem.

Alexandre Burmester

De: Pulido Valente - "Dá-me música" 

Vejo na revista do Público que a C.M. é um paralelipipedo disfarçado. A estrutura é indiscutivelmente a de um paralelipipedo; o volume exterior e o ASPECTO são conseguidos à custa de escoras e tirantes que permitem que as paredes inclinadas fiquem de pé. Tirantes e escoras que são visíveis nos desenhos e nas fotografias. Conclusão: fizeram um volume ortogonal e acre-lhe umas badanas para SAIR da forma APERTADA e MAIS QUE VISTA que, afinal, está lá dentro.

Claro que como arquitectura de cenário - quer dizer: de papelão - não FICA mal, mas chamar arquitectura àquilo é um bocado exagerado. Os espaços, POR SEREM EXTENSOS OU ALTOS impressionam ajudados pelas aberturas inesperadas, com formas tortas (algumas parecem dentaduras metidas dentro), e sem expressão própria (só valem por serem surpreendentes; em si nada têm). E os janelões e janelos complanares das fachadas continuam a ser muito pobres como desenho e, portanto, muito pouco surpreendentes. Antes pelo contrário são chatos. Nem os vidros em canalete lhes valem, quando existem, porque não se dá por isso.

Aquele dinheiro dava para fazer muita coisa bonita, e, TORTA de RAÍZ. Certamente que os custos vinham por ali abaixo. E as escadarias... ó deuses!!! Coitados dos condicionados da mobilidade que foram mais uma vez tolerados! Ainda não foi desta que lhes deram igualdade com os demais.

Enfim, um brinquedo caro, de cara manutenção e um monumento à cupidez do autor (que, parece, não conseguiu fazer uma moradia com aquilo mas teve a sorte de dar com uma data de pacóvios). Mas para um centro de mesa será bonito. Só que, ali, cansa e não se pode mudar.Poderá funcionar o ano todo ao longo dos tempos? A acústica (do grande auditório) é óptima? Valha-nos isso. As salas de ensaio estarão convenientemente isoladas? E as salas umas das outras? As salas em que produz ruído podem funcionar todas ao mesmo tempo? Que os deuses o permitam.

Cada vez gosto mais do CCB. Esse concurso e processo foram correctos. Este foi uma parolice que saiu muito cara. Conte-se com a destruição da avenida, com a falta de verde no prato em que assenta o calhau, mais o Metro e veja-se onde se chegou. Arquitectura não é aquilo. É coisa séria. Somos um país do quinto mundo.

José Pulido Valente

De: Matteo Tiepolo - "Túnel de Ceuta: ..." 

"... As minhas boas razões"

As perguntas da Arq. Juncal são pertinentes e são mais ou menos as mesmas que eu me coloquei, e tentai de ter resposta falando com as pessoas, lendo nos jornais e usando a minha experiência.
Em conclusão sabemos:
Então podemos concluir que foi um erro iniciar a obra sem ter parecer do IPPAR, e que foi um erro não aprovar a obra: a questão é decidir qual foi o erro maior.
Na minha opinião foi o erro de não aprovar a solução proposta pela câmara com passeios largos e saída a 70 metros e que a solução melhor seria uma cedência por parte do IPPAR do próprios direitos por causa excepcional.

Obrigado
Matteo Tiepolo (Eng.)

De: TAF - "O dia da Casa da Música" 

- Petição defende Casa da Música - Defesa do Interesse Público
- Adicais adia início da obra para negociar
- "A não construção no lote é um falso problema"
- Especial Casa da Música no Janeiro
- A alma e O segredo da casa da Música - vários artigos no JN
- Uma Casa por arrumar - vários artigos no DN
- Seis anos depois da primeira pedra, Casa da Música abre hoje as portas
- Do estacionamento aos auditórios
- Lou Reed e Clã estreiam hoje à noite grande auditório da Casa da Música
- Fotos, fotos, fotos e mais fotos

- Montes de terra do túnel de Ceuta escondem Museu Soares dos Reis
- Anos de restauro dos azulejos da Capela das Almas chegam ao fim
- Da Ribeira ao Esteiro - texto de Hélder Pacheco

2005/04/13

De: F. Rocha Antunes - "Nada bem informado" 

Cara Arq. Manuela Juncal,

Não tem nada de esquisito e não sou tão bem informado como precisava, bem como os restantes cidadãos, como aliás sublinhou no seu outro post.

A fonte é pública e se for lá agora pode fazer o mesmo que eu fiz: o site da CMP. E quem diz que é sobre o HGSA também não sou eu, é a CMP.

Mas esta é a razão de toda a minha argumentação: deveríamos todos poder ir à página do IPPAR e ver o que esse instituto escreveu ao longo dos tempos. Teria hoje uma posição mais sólida, sem dúvida. E a si, que é bem mais informada do que eu, escuso de lhe referir a quantidade de vezes que o IPPAR não tem a mesma opinião sobre o mesmo assunto ao longo do tempo. E sabe também melhor que eu que o IPPAR deixar passar o prazo e com isso permitir uma aprovação de qualquer coisa dentro de uma área de protecção é mesmo a excepção, não a regra. Bem, diga-se.

Veja-se a coerência das posições do IPPAR nessa mesma informação que eu, pelos vistos erradamente, achei que era sobre a saída já junto ao HGSA: se o Jardim do Carregal foi razão, e nem questiono que foi, para impedir a saída do túnel, como se compreende que outro Jardim, o da Cordoaria, igualmente simbólico e da mesma época, possa ter sido delapidado e autorizado no tal pacote de aprovações à 2001?

Mas ainda há outra coisa que também tem razão: eu não acompanhei o assunto desde o princípio, nem trabalhava em nenhum organismo envolvido nesta história que me permitisse ter acesso a mais informação.

Agora, que a posição do IPPAR não consegue sair do princípio geral, que é a da protecção do património, para a decisão concreta de como se resolver o problema, não consegue. Quem, como nós, esteve na sessão promovida pela sua Ordem ficou com a sensação que o presidente do IPPAR aceitava, como solução de compromisso aliás apresentada pelo próprio, que o túnel ficasse aonde estava desde que no eixo da via e não junto ao passeio.

Esta nova hierarquia de protecção de património, em que um Monumento Nacional, o Hospital de Santo António, deve ser mais sacrificado que um Imóvel de Interesse Público, o MNSR, é certamente um resultado de um longo processo de amadurecimento e reflexão sobre as melhores práticas de protecção do mesmo património. A manter de aqui para a frente.

Insisto, o papel do IPPAR é demasiado importante para ser tratado da forma que é pelos seus responsáveis. Só se pede transparência para todos podermos conhecer as suas posições. Ah, e alguma coerência e orientação para futuras intervenções também seriam bem-vindas.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: Manuela Juncal - "Túnel, continuação" 

Já agora, só mais uma coisa. Acho esquisito que Rocha Antunes, um homem claramente bem informado e que até tem uma cópia do parecer do IPPAR de 1996, não conheça a solução do túnel de 1996. O projecto que foi avaliado nessa época rasgava o jardim do Carregal mais ou menos no enfiamento da Morgue e, evidentemente, estragava o jardim. A circulação de saída do túnel fazia-se pela rua que contorna o Carregal e não junto ao Hospital. Junto ao Hospital continuava a via de tráfego com carros e autocarros. Como se lê no parágrafo anterior ao sublinhado de Rocha Antunes, o IPPAR diz que o jardim oitocentista faz conjunto com o Hospital e não deve ser danificado. Na sequência disso, diz que a via de grande tráfego se deve afastar o mais possível do Hospital. Não vejo em que é que aquela posição em concreto é contraditória com a actual e prova a incoerência do IPPAR. Já o Cristal Palace tem realmente uma arquitectura (?) discutível e seria muito melhor que não tivesse sido feito assim. Mas convenhamos que o seu impacto é muito diferente da saída de um túnel.

Cumprimentos
Manuela Juncal (arq.)

De: Evaristo Oliveira - "Só o Dr Manuel Serrão..." 

"... nos faz rir"

Vindo de quem vem, assume o apelo contido no texto do Comércio do Porto, uma nota de “bom humor” sobre um assunto sério.

Não fora o escriba, um apóstolo fervoroso da galhofa maledicente, cujos escritos vão tendo guarida em certos orgãos de comunicação, não tanto pelo seu valor intelectual, mas pela necessidade, muito actual, de chegar a um público consumidor de produtos de “má língua” e brejeirices, eu diria em bom português, temos Protágoras!

Essa idéia peregrina de colocar, o Presidente da Câmara a “puxar” pelos seus munícipes, enfrentando pela rebelião as leis do Estado, só em espíritos manifestamente não muito bem estruturados, convenhamos.

Antes, parecia bem melhor, que o signatário do escrito referido, fazendo alarde dos seus conhecimentos empresariais, fizesse um apelo junto do seu lobby, a fim de ajudar o nosso Presidente e instituições ligadas ao problema, a resolvê-lo.

Evaristo José da Rocha Oliveira
[email protected]

De: F. Rocha Antunes - "Verde contra o Cinzento" 

Meus Caros,

Na sequência do artigo de Paulo Ventura Araújo, venho levantar a velha e sempre discutida questão do verde contra o cinzento na cidade.

Há verde e verde, e cinzento e cinzento. E todas as cidades são feitas dos dois, na proporção que consideram adequada.

Venho hoje defender o verde. Não o do Parque da cidade, mas o dos Aliados.

Uma das características da nossa cidade é a quantidade e qualidade dos jardins que sempre tivemos.

E nada distingue melhor o Porto de outras cidades que a sua relação histórica com os Jardins. Já dizia Sophia : [...]
Porque nasci no Porto sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo. Mas escapei ao provincianismo da capital.


O verde é hoje um património diferenciador da cidade. Como é que se pode fazer um projecto para a Avenida dos Aliados em que as duas magnólias são retiradas?

Se bem me lembro, e aquando da alteração do projecto da 2001 que estava aprovado para a Praça de Carlos Alberto, a actual câmara utilizou argumentos para repor a Praça original que agora desapareceram.

Sempre quero ver qual é a posição do IPPAR sobre esta matéria…. Irão utilizar os critérios com que aprovaram a intervenção da Porto 2001, e este projecto é apenas mais do mesmo e portanto não levanta questões problemáticas, ou irão utilizar outros critérios, como têm utilizado em projectos privados, e não permitem que se toque sequer nas árvores durante as obras?

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

PS- Dica para a Adicais: contratem o “dream team” e tudo está resolvido.

De: Manuela Juncal - "Túnel de Ceuta: Venham..." 

"... as boas razões"

Acabo de ler um artigo de opinião de Manuel Serrão no ‘Comércio do Porto’ que faz um apelo interessante ao Dr. Rui Rio. Atreva-se a chamar a sua cidade para defender a solução que propõe para o túnel de Ceuta.

Também eu, como muitos outros, tenho vindo a acompanhar o debate e observo que ele tem tido três componentes:
Ora é esta terceira componente que não tem sido nada discutida e sendo que é precisamente em torno da fundamentação das soluções que se pode formar opinião.

Enquanto cidadã, perante o problema que está no terreno, interessa-me menos fazer a crítica das atitudes políticas do Dr. Rui Rio – a demagogia permanente (sugerir que o IPPAR reprova por razões políticas, a “pesada herança”), o elogio da ilegalidade dos procedimentos (avançar com a obra sem parecer favorável), o populismo barato (mobilizar os membros eleitos da coligação partidária que governa a Câmara para açambarcarem o debate promovido pela Ordem dos Arquitectos), as alianças espúrias (lá veio o eterno Rui Sá dizer que a melhor solução é a que Rio deseja) – dizia eu que me interessa menos tudo isso, do que perceber qual é efectivamente a melhor solução para o túnel para depois alinhar com os que a defendem, mesmo que sejam (hélas!) as hostes de Rio.

Também me interessa pouco atacar ou defender as posições do IPPAR e os métodos de actuação do IPPAR. A Instituição vale o que vale, todos os que trabalham com obras conhecem a sua morosidade e inconsequência, mas não há outro remédio senão reconhecer que é o que temos, nós, cidadãos portugueses, para levar a cabo a tarefa de proteger o património edificado. E não me venham com tretas que não protege. Por essa lógica de análise não há instituição que resista em Portugal. A somar a tudo isto há que ter em atenção que no Porto o avanço do processo SRU depende também do IPPAR e do relacionamento institucional CMP/IPPAR, que tem que ser presado e não despresado.

Dito isto, precisam-se de respostas às seguintes perguntas:
O desafio é simples: as inúmeras publicações da CMP, incluindo o seu site, não estarão em condições de divulgar estas respostas em vez de nos darem propaganda?

Não poderemos nós, os que temos andado à volta deste tema, pedi-las? É que, com franqueza, há tanta matéria para campanha eleitoral (pró e contra Rio), há tanta matéria para dizer mal e bem do IPPAR, que receio que quem realmente quer saber o que é melhor e porque é que é melhor para o túnel de Ceuta, tenha que esperar, como sempre, pelos resultados da solução que nos sair… na lotaria das forças em presença.

Cumprimentos
Manuela Juncal (arq.)

De: Cristina Santos - "Casa da Música - Petição" 

«Porque o edifício que a ADICAIS, Investimentos Imobiliários S.A. se propõe construir junto à Casa da Música não se coaduna com a afirmação desse estatuto patrimonial, fragilizando a relação da Casa da Música com a sua envolvente.
Porque a Casa da Música é dos cidadãos e para os cidadãos e o edifício do da ADICAIS não é.»

Porque é que uma sede comercial importantíssima não é para os cidadãos?

De facto era preferível que os investimentos avultados fossem realizados na reconversão e recuperação de edifícios, mas parece-me que mesmo encontrando outro local para a instalação da sede deste banco, a indemnização será sempre requerida na medida em que a actual zona de implantação favorecia a imagem do banco e tudo o que a mesma envolve.

Sugiro entretanto e caso venha a ser impedida a construção, que este banco venha ser instalado na Praça da Republica, no antigo edifício do colégio francês, que actualmente está à venda, é um edifício histórico, tem a volumetria necessária e um jardim magnífico.

Isto no caso de tal mudança não implicar indemnizações avultadas, de qualquer maneira é um paradoxo reclamarmos constantemente a falta de entidades comerciais sedeadas na nossa Cidade e agora reclamarmos ou tentarmos evitar a instalação de uma.
O problema é que de uma maneira geral os interesse comerciais, de visibilidade, de implantação, de mercado em torno etc… condicionam o interesse destas entidades ao investirem na nossa Cidade, pelo que não será fácil desmotivar ADICAIS, ou negociar a implantação numa zona, que ofereça o que as imediações da Casa da Música podem oferecer.

Quanto à petição, peca por falta de sugestão alternativa, de descrição dos inconvenientes de um possível impedimento.

Cristina Santos

De: F. Rocha Antunes - "Exemplos" 

Meus Caros,

Eu não entro em polémicas, sobretudo quando alguém se acha no direito de qualificar o que os outros dizem e o que os outros quiseram dizer mas não disseram. Estilos.

Tentando ser construtivo, o que eu disse foi o seguinte: o IPPAR tem um poder excepcional, como agora todos percebem. Esse poder excepcional não é fiscalizado por ninguém. E as suas práticas não foram capazes de evoluir com os tempos. E a forma com usam esse poder excepcional não está à altura das responsabilidades que lhes foram atribuídas. Por culpa deles.

Um Estado de Direito exige que todos os poderes sejam exercidos de forma aceitável pelos cidadãos. E se é isso que me interessa, neste caso como em tantos outros.

Basta consultar o que fazem os organismos congéneres do IPPAR noutros países para percebermos a diferença. Vejam o que se passa com http://www.english-heritage.org.uk, ou http://www.helm.org.uk para terem uma pequena ideia da diferença como o assunto é tratado em Inglaterra, por exemplo.

O que eu disse e repetirei sempre é que é obrigação do IPPAR de justificar as decisões que toma todos os dias e que afectam o património que é obrigação deles proteger, mas que permitam que se perceba quais as grandes linhas a seguir por todos, autarcas, promotores imobiliários, arquitectos, cidadãos em geral, comerciantes, etc. Porque isso não é apenas uma questão de património, é uma questão com impacto na cidade toda.

Sabem que alguém que queira investir na recuperação de um prédio da Baixa não tem uma única orientação que lhe permita avaliar o que significa cumprir, mesmo que o queira fazer integralmente, o que o IPPAR entende como defesa do património? Sabem qual é a solução? Comprar o prédio, fazer um projecto de arquitectura e depois submetê-lo à apreciação do IPPAR. Só aí se fica a saber. E se não gostar da decisão, é recorrer aos tribunais. Simples, rápido e barato, não acham? Perde-se a oportunidade de investir qualificando o edificado porque não é possível fazê-lo conscientemente e em tempo a análise prévia que deveria ser a regra em todos os investimentos. E isso não importa para o património? É claro que é mais cómodo esperar sentado que os projectos entrem pela porta já prontos, mas isso é participar activamente na defesa do património?

O que acho incompreensível é que ao fim de tantos anos de Património Mundial, Capital Europeia da Cultura e prática de defesa de património na cidade do Porto não exista uma linha, um guia de boas práticas, um conjunto de casos práticos que permitam ter sequer uma ideia do que é considerado aceitável por parte do IPPAR. O cada caso é um caso tem limites.

A missão do IPPAR é nobre. Mas isso não chega. É preciso que a sua actuação esteja à altura das suas responsabilidades. E não tem estado, como flagrantemente se vê neste caso do Túnel de Ceuta.

A complexidade das situações não é razão para que não haja muito mais do que há. Precisamente por essa complexidade existir era fundamental que, também aqui, as práticas fossem abertas. Para todos podermos conhecer o que, em nome do nosso património, se faz para o defender. E podermos todos descobrir as melhores práticas de o fazer.

Dá é muito mais trabalho.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: António Moreira - "A sua nota" 

Caro Tiago

Refiro no meu comentário que "Em certa medida concordo com a sua posição de que o IPPAR (e não só) deveria "publicar todos os seus pareceres na sua página oficial"".

Ou seja, "Concordo, mas..."

E o "mas" justifica-se por entender que essa obrigação de publicar, com acesso público, todos os documentos oficiais que sejam relevantes para o conhecimento público, deve ser obrigação de TODAS as entidades públicas, mas, fundamentalmente, e antes que outras, daquelas cujo controlo é exclusivamente da "opinião pública", pela única via de eleições.

O que me leva a ter que contestar a "falácia" (?) contida na afirmação de FRA "porque a responsabilidade de utilizar um poder tão importante tem de ser fiscalizada pela opinião pública, já que não o é por mais ninguém".

Sabemos que o IPPAR depende do Ministério da Cultura, do Governo de Portugal, da Assembleia da República, dos eleitores.
Por isso considero uma "falácia" afirmar que a sua responsabilidade de "utilizar um poder tão importante" não é fiscalizada por mais ninguêm.
É fiscalizada sim, é fiscalizada pelo MC, é fiscalizada por um Governo que, até há um mês, era de uma coligação PSD/CDS , tal como a CMP!

Em contrapartida a CMP não só não cumpre a sua obrigação de informar, com seriedade, os cidadãos, como, ainda por cima, utiliza os meios de informação da câmara que deveriam ser utilizados para informar, para fazer campanhas de desinformação e propaganda desavergonhada (como, com agradável ironia, desmontou a srª Cristina Santos), as quais, ao menos, deveria ter a vergonha de fazer usando os meios do partido e não os recursos da CMP, repito NOSSOS.

Um abraço
António Moreira

De: TAF - "Casa da Música - petição" 

Li há pouco no Público em papel que foi lançada um petição intitulada Defesa do Interesse Público a propósito da sede do BPN junto à Casa da Música.

Vou visitar agora este site. Sendo Pedro Abrunhosa um dos primeiros subscritores do texto, vou lê-lo com especial cautela antes de eventualmente assinar a petição... ;-)

Em minha opinião só são aceitáveis acordos que não envolvam dispêndio de recursos financeiros por parte da autarquia nem da administração central. A pressão a ser feita junto do BPN deverá invocar a má imagem pública que este assunto está a trazer ao banco.

PS: O Pedro Burmester acabou de me enviar também o apontador para esta iniciativa.

De: Filipe Araújo - "!!!BASTA!!!" 

Pelas últimas noticias deixei de ter dúvidas!!!
Afinal confirmam-se as minhas piores expectativas…
A Ministra da Cultura de Portugal e o IPPAR não estão preocupados com o Porto!!
Estão preocupados com as eleições autárquicas!!!

Isto está a atingir níveis inadmissíveis!
Resumindo as 3 hipóteses para quem seguiu e recolheu a informação sobre o Túnel de Ceuta nestes últimos tempos:

1ª Hipótese - A saída junto ao HSA causa perturbações no acesso ao hospital (com tanta polémica no H. S. João não entendo como aqui não se fala disso, quando diversas entidades competentes já se pronunciaram)

2ª Hipótese - A saída proposta para Adolfo Casais Monteiro não é viável pelo estrangulamento que viria a provocar, por mais alterações à rede viária que se introduza na área circundante.

3ª Hipótese - A solução no inicio de Manuel II, não provoca estes estrangulamentos e não condiciona o acesso ao HSA. Não será perfeita mas pelo menos resolve problemas e não cria como as outras.

Não quero aqui esquecer também a questão que o IPPAR quer fazer crer como central – a proximidade com o Museu Soares dos Reis. E aqui não tenho duvidas que as pessoas que a criticam não conhecem a solução e limitam-se a criticar por criticar sem mais uma vez pensarem primeiro no PORTO! A saída a cerca de 70 metros não interfere com o imóvel, e não me parece que as protecções laterais em vidro causem qualquer impacto. Os argumentos do IPPAR são tão insustentáveis que ninguém fala deles porque senão a população do Porto passava a saber o que se está a passar!!! Alias eles sabem que meteram o pé na poça quando concordaram num celebre debate com a posição da Câmara só que 5 metros para o lado!!! Claro que nos dias seguintes nunca mais ninguém do IPPAR falou do assunto …. a barracada foi evidente!!!

Meus senhores numa altura em que a cidade do Porto devia estar unida para resolver um problema estamos a deixar que sejam outras entidades a politizar a questão!!!

Mas se querem politizar então entendam que às vezes fazer politica, e neste aspecto não podia estar mais de acordo com o Presidente da Câmara, é defender a cidade e os portuenses e não resolver a qualquer custo um problema, principalmente quando vai contra o bom senso!!

Filipe Araújo

De: Pedro Aroso - "Descubra as diferenças" 

Recomendo vivamente a leitura deste magnífico texto escrito pelo Paulo
Ventura Araújo, com o título "Descubra as diferenças".

Pedro Aroso
--
Nota de TAF - O próprio Paulo Ventura Araújo escreveu-me há pouco:
"Apareceu hoje no JN um texto, assinado por mim como membro da Campo Aberto, sobre a remodelação da Avenida dos Aliados. Como a versão impressa omite partes importantes do texto, tomo a liberdade de chamar a atenção para o endereço onde aparece a versão integral (com fotos e comentários de Manuela Ramos).
Saudações,
Paulo Ventura Araújo"


De: António Moreira - "O Juízo de uns..." 

"... e o juízo de outros"

Meu caro Francisco Rocha Antunes

Longe de mim a pretensão de defender a actuação do IPPAR que desconheço, na maioria dos casos, e, dos poucos que conheço, em geral discordo.

No entanto é, para mim, claro que "as regras de protecção do património" que, refere "não são claras nem consistentes", não existem, nem poderiam existir, na forma em que o FRA, eventualmente, gostaria que existissem, ou seja, um conjunto exaustivo de regras rígidas que contemplassem todas as situações possíveis e, para cada situação concreta, determinassem a forma de actuação adequada.

Meu caro FRA, mesmo eu, um técnico por formação, sou capaz de compreender que decidir sobre a forma mais adequada de cumprir "a missão de conservar, preservar, salvaguardar e valorizar o património arquitectónico português" não pode obedecer a regras fixas, que não tenham em conta todas as variáveis que interagem entre si, as mais das vezes de forma conflitual, e que, por isso, a análise terá sempre que ser casuística, adaptada aos tempos, e de forma a garantir a missão específica do IPPAR, mas salvaguardando, tanto quanto possível, os restantes interesses em análise.

Admito que não concorde com a posição assumida pelo IPPAR nesta situação particular, admito até que a maioria dos cidadãos também entenda que não é assim tão importante a conservação, preservação, salvaguarda e valorização do património cultural português, e, por isso, congratulo-me com o facto de este tipo de decisões não ter que ser tomada "democraticamente".
Afinal o melhor exemplo de "democracia" aplicada à "cultura" que temos, reflecte-se na programação dos canais de televisão generalista, definidos, exclusivamente por critérios ultra profissionais de estudos de audiência ( a suprema "democracia") …..
Apresenta o FRA uma cópia de um parecer do IPPAR, solicitado pela CMP, ao tempo de Fernando Gomes, no qual o IPPAR entende ser de considerar uma solução alternativa à saída do túnel, na qual as ilhargas do HNSA deveriam, tanto quanto possível, ser libertadas de quaisquer situação de vizinhança de estruturas viárias de grande circulação.

Esse parecer inicial, já conhecido, refere-se naturalmente à primeira alternativa de saída (próximo da Morgue) e foi já esclarecido que a solução seguinte, com saída próximo das consultas externas (e não da urgência como se tem tentado fazer passar) foi acompanhada pelo IPPAR, não tendo merecido qualquer parecer negativo do IPPAR e fazendo parte do pacote de soluções de mobilidade, proposta para a área e que recebeu aprovação do IPPAR.

Continuo assim a não perceber o seu ponto (?)

O que este documento comprova, isso sim, é que o executivo, então em funções, submeteu o projecto à apreciação do IPPAR, como era sua obrigação legal.

Sabemos que esse parecer foi considerado, dado que, posteriormente, foi encontrada solução alternativa em colaboração com o IPPAR.

Sabemos que, para a alteração que, o actual executivo entendeu efectuar, o procedimento seguido foi completamente diferente.

Não submeteu o projecto à apreciação prévia do IPPAR, conforme era sua obrigação legal.

Após ver o projecto "chumbado" pelo IPPAR, não procurou, com seriedade, estudar uma solução alternativa, em colaboração com o IPPAR, conforme recomendaria o BOM SENSO.

É assim, a meu ver , o único responsável pelos elevadíssimos transtornos que esta situação causou e continua a causar a moradores, comerciantes, ao Hospital, ao Museu e ainda pelos custos elevadíssimos que a sua actuação tem causado (e continua e continuará a causar) aos cofres da autarquia , NOSSOS!

É esta enfim a sua noção de RESPEITO PELA CIDADE.

Em certa medida concordo com a sua posição de que o IPPAR (e não só) deveria "publicar todos os seus pareceres na sua página oficial", mas, olhando para o tipo de "informação" que a CMP publica no seu site (e não só), leva-me a lembra uma frase de Keith Duckworth:
"Better not informed than ill-informed"

Em jeito de nota final:
Estará o Sr. Francisco Rocha Antunes de acordo comigo (e já agora com o seu amigo João Rodeia) de que os lesados deveriam recorrer aos Tribunais?

Um abraço
António Moreira
--
Nota de TAF: Não compreendo esta sua última posição sobre a publicação dos pareceres do IPPAR. O Francisco referia-se aos textos que transmitem a posição oficial do IPPAR aos requerentes, e cuja natureza é por isso totalmente diferente daquilo que é publicado no seu site pela CMP. A comparação parece-me assim completamente despropositada. Os pareceres deviam de facto ser obrigatoriamente divulgados no site do IPPAR.

De: TAF - "Imprensa" 

- Casa da Música altera trânsito
- "Não há razões para que a licença não seja emitida", assegura a Casa da Música
- Guia cultural do COMÉRCIO "Porto In" foi lançado na Casa da Música

- Ministra acusa Rio de fazer campanha sensacionalista
- Ministra da Cultura recusa decisão política sobre o túnel de Ceuta
- Túnel de Ceuta: Cardoso diz que Ippar aprovou
- Carta de Fernando Gomes aviva polémica
- Nuno Cardoso aconselha Rio a regressar ao projecto inicial
- MC pede ao IPPAR apreciação de proposta de Rui Rio
- O Palácio dos Carrancas

- Oposição aprova pedido de estudos ao metro enterrado no "S. João"
- Autarquia pede estudo sobre enterramento do Metro no Hospital de S. João
- Metro preocupa INEM
- INEM "chumba" metro à superfície junto ao maior hospital do Norte

- Construção dos molhes do Douro arrisca-se a sofrer um ano de atraso
- Cultura de voluntariado
- Voluntários colaboram com actividades culturais da Câmara Municipal do Porto
- Um presente envenenado - opinião de Paulo Ventura Araújo sobre a Av. Aliados

De: TAF - "A Casa da Música" 

Fui ontem visitar a Casa da Música a convite d'O Comércio do Porto, pois foi lá realizado o lançamento do novo roteiro cultural "Porto in" que vai passar a acompanhar a edição de Domingo do jornal. Aqui ficam umas fotos.
























Com mais calma, e após novas explorações do edifício, hei-de um dia aqui deixar as minhas impressões. De algo não tenho dúvidas: este edifício dá ao Porto uma projecção significativa!

2005/04/12

De: Cristina Santos - "Alego desconhecimento" 

Caro Pedro

O seu post vem me fazer reflectir sobre o uso da ironia na escrita, mas quero esclarecer que na verdade eu gosto do provincianismo venha ele de que partido vier, desde que este traduza a transparência e a vontade de informar o povo, concordo com algumas das medidas de Rui Rio e discordo profundamente de outras.

Pretendia no post alertar para o uso de informail público, como forma de fazer campanha partidária, mas talvez deva a partir de agora ser mais directa nos comentários.

No que concerne à casa da música, venho convida-lo a explicar os seus argumentos, afirma que a obra foi mal testada, mal acabada, e isso é perceptível em alguns defeitos que já são visíveis a olho nú, mas e perdoe a minha ignorância, que culpa tem a Autarquia, na contratação dos inúmeros sub empreiteiros que por lá passaram?
Afinal quando seriam acabadas as obras?
Quando é que começaram estes atrasos sucessivos, o que levou a que as obras tivessem que ser concluídas à pressa?
Acha que a Porto 2001 já não deu muita despesa a nossa Cidade?
O que acha que deveria ter sido feito?

Desculpe este atrevimento, mas na verdade penso que muitos dos leitores gostariam de saber a sua posição sobre o assunto. As suas sugestões enquanto profissional de crédito merecido, seriam úteis para se tirarem ilações correctas sobes este assunto.

Quanto ao anúncio da abertura da Casa da Música feito pelo presidente actual, isso faz simplesmente parte da sua função enquanto Autarca independentemente de este senhor gostar ou não do projecto casa da música.

M. Cumprimentos
Cristina Santos

De: F. Rocha Antunes - "Juízo II" 

Caro António Moreira,

Eu digo e mantenho: a posição do IPPAR é inaceitável, o que não justifica que a CMP não devesse ter pedido parecer sobre a extensão.

Recordo aqui o que o IPPAR escreveu sobre a saída junto ao HGSA :


Esta posição não era metida num “pacote de aprovações”, foi o que o IPPAR escreveu especificamente sobre a saída junto ao HGSA que agora quer fazer crer que nunca escreveu.

Eu sei que parece estranho que um organismo como o IPPAR escreva umas vezes uma coisa e depois outra. Mas infelizmente escreve. Por isso agora andam a repescar a ideia de uma aprovação dessa saída englobada na aprovação dos projectos da 2001. Como se a Lei que tão intransigentemente aplicam previsse, nalgum lado, tais ligeirezas. Se fosse assim tão clara a posição do IPPAR acha que já não tinha aparecido?

O que é um facto, e eu escrevi logo no princípio deste assunto, é que as regras do IPPAR não são claras nem consistentes. Senão, pergunto: como foi possível deixarem construir o Cristal Parque? Alguém acha que é o impacto daquele edifício no MNSR é pouco relevante? Ou os 50 metros da área de protecção, dessa vez, encolheram?

Eu não ando aqui a branquear a posição de ninguém, nem da CMP nem do IPPAR. E nesta matéria, acho que a posição do IPPAR é a mais frágil, por culpa exclusivamente desse organismo, que não é capaz de assumir de forma clara e sistemática as regras de protecção do património. Daí insistir há meses na evidente obrigação do IPPAR em publicar todos os seus pareceres na sua página oficial, www.ippar.pt, porque a responsabilidade de utilizar um poder tão importante tem de ser fiscalizada pela opinião pública, já que não o é por mais ninguém. E aí podíamos todos perceber a qualidade e consistência desses pareceres. Quem não deve não teme.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: Pedro Burmester - "Porto Sempre" 

Cara Cristina,

Vejo mais uma vez que é apreciadora desta gestão paroquial e pacóvia do Dr. Rui Rio. Custa-me ver um homem que nunca gostou do projecto Casa da Música e nem o consegue entender minimamente, vir dizer que “vamos abrir” a CM. Graças à sua ignorância a Casa da Música abre gerida por amadores, sem credibilidade enquanto projecto cultural, sem promoção internacional (para além da arquitectónica feita por Koolhaas), com uma imagem gráfica digna de associação recreativa de bairro, ainda como comissão liquidatária da Porto 2001, sem restaurante nem loja a funcionarem, com a obra mal acabada e o edifício mal testado, etc, etc. E tudo isto sendo Rio nº 2 do PSD e presidente da Câmara e Agostinho Branquinho administrador. Já agora gostaria de citar esta frase do seu presidente hoje no JN: “Mesmo sendo da Cultura, Isabel Pires de Lima é uma ministra de Portugal…” Está tudo explicado. Vivam as corridas de calhambeques!

Pedro Burmester

De: António Moreira - "Consegue-se enganar..." 

"... alguns..."

Meus Caros

Muito gostaria de ter já escrito anteriormente o último comentário sobre este, lamentável, assunto, se tal significasse que o mesmo tinha já ficado, bem ou mal, resolvido.
A mais recente "jogada" do presidente da CMP, demonstrando, mais uma vez, estar dispostos a tudo para evitar uma "derrota" ou mesmo um "empate" leva-me a voltar, novamente, a este tema.

O comentário do nosso amigo Francisco Rocha Antunes também ajudou e, apesar de correr o risco de vir também a ser incluído na "repartição de culpas" com que procura adiar a (para mim) evidência de um único e verdadeiro responsável por todo este episódio, leva-me a mais algumas considerações:

Diz FRA que "Não se percebe como a CMP avança com uma obra dentro de uma área de protecção legal sem ter aprovação antes, como a Lei exige a todos.".
Eu acho que se percebe, eu não tenho qualquer dúvida de que tal se deve à convicção de que o poderia fazer com a mesma impunidade com que tem avançado com outros assuntos (lembro só dois, poderão acrescentar muitos mais, "requalificação"/Linha do Metro/corridas na Av. da Boavista, "requalificação" da Av. dos Aliados sem discussão pública nem concurso).

Mas FRA diz também "Não se percebe como é que o IPPAR vai agora desencantar uma aprovação à saída anterior no pacote de aprovações da Porto 2001. No mínimo, faltam as justificações para aprovar a obra junto do Monumento Nacional HGSA. Ou agora passaram a haver autorizações em pacote? È que é um precedente interessante, mas aposto que, como sempre, só funcionará se servir para defender a posição do próprio IPPAR, não do património que deve defender."
Aqui já sou eu que não percebo o FRA, a notícia do JN citada é, para mim, esclarecedora, e a posição do IPPAR, quanto ao processo mais do que clara e correcta (cito o JN)
"O director regional do instituto, Lino Tavares, lembra que houve muitas reuniões para debater os vários projectos, que integravam o plano geral. "Há uma primeira abordagem a esse documento, com um texto em que se fizeram comentários ao que seria necessário minimizar. Na sequência desse trabalho, é dado um parecer global a todas as intervenções", explicou o director, lembrando que, em meados do ano 2000, foi aprovado o relatório preliminar das escavações arqueológicas nos locais de entrada e de saída do túnel, ou seja, na Praça de Filipa de Lencastre e no Carregal."

Não percebo o facto do FRA relevar "autorizações em pacote", o que me parece perfeitamente justificável e, até, positivo, e não relevar a demonstração de que ERA MENTIRA a afirmação da CMP, tantas vezes repetida, de que não existia autorização do IPPAR para essa saída (critérios).

Agora indo ao que eu não percebo:

O que eu não percebo, é que um executivo autárquico, que assumiu funções na sequência das eleições de Dezembro de 2001, tendo encontrado "uma obra completamente estagnada e no mais completo abandono. Sem financiamento! Sem projecto! Com a entrada e saída do túnel já escavadas….." (site da CMP), tenha demorado tanto tempo para descobrir esta solução brilhante "A nova solução foi apresentada ao IPPAR, em Novembro de 2004" (atenção ao torcer da verdade deveria estar escrito:… apenas após o IPPAR ter tomado conhecimento da mesma, por denúncia e a ter "chumbado) fazendo com que a sua conclusão apenas fosse possível tão perto das próximas eleições autárquicas!

O que eu também não percebo, na actuação de um político que tomávamos por inteligente, é que não tivesse sido capaz de conseguir as, necessárias, aprovações, ou a decisão política (que exige agora), nos três anos e tal em que o Governo tinha a mesma composição partidária da CMP, apesar de sempre ter alegado que as objecções do IPPAR obedeciam a objectivos políticos!

O que eu não percebo é que, para culminar as trapalhadas, tenham dito que a "terceira hipótese, que consiste em empurrar a saída do Túnel para depois da Rua Adolfo Casais Monteiro, à porta da Reitoria da Universidade do Porto (mais cerca de 190 metros). ...Custaria mais cerca de 2,5 milhões de euros......A obra demoraria mais 11 meses." enquanto que a "última proposta do IPPAR o prolongamento do Túnel de Ceuta até ao início da Rua Adolfo Casais Monteiro, ..... a obra custaria mais 3,5 a quatro milhões de euros e, por outro, arrastar-se-ia por mais 15 a 18 meses"

Mas acima de tudo, o que eu não percebo é porque é que os moradores e comerciantes afectados não são capazes de se organizar (para que serve afinal a dona Laura?) e, em tribunal, exigir a devida indemnização pelos inúmeros prejuízos causados por esta situação.
Ninguém tem dúvidas que esta situação ultrapassa largamente o que é aceitável, ocasionou (e vai continuar a ocasionar) prejuízos que podem e devem ser contabilizados e dos quais existem responsáveis.
Naturalmente que deveriam accionar a CMP e o IPPAR, caberia então aos tribunais decidir quanto ao montante das indemnizações e à repartição (?) das responsabilidades.
De que é que estão à espera?
Será que alguém tem receio?
Isto é que eu não percebo!

Voltando ao aspecto pedagógico:
Ao longo dos anos que Rui Rio foi passando na penumbra, foi conseguindo criar a ilusão de que era um político diferente, um político inteligente, um político sério.
A sua, inevitável, exposição à luz veio revelar a realidade.

"Consegue-se enganar alguns durante muito tempo, consegue-se enganar muitos durante algum tempo, mas ainda está para nascer o primeiro que consiga enganar todos durante todo o tempo..."
--
Cumprimentos
António Moreira

De: Cristina Santos - "Porto Sempre" 

Acabo de receber a revista Porto Sempre e sugiro a consulta deste memorando a todos os Portuenses, que pretendam tomar conhecimento da actividade Autárquica (pela positiva) nos três anos de mandato.

Atendam ao discurso vencedor que inicia a publicação, no qual Rui Rio afirma que «..Com tantos a criticar e a criar os mais inconcebíveis obstáculos não é fácil estar na política e gerir uma cidade tão grande como a nossa» sic;
«o caminho terá de ser sempre o mesmo: continuar a trabalhar e insistir, seja qual for a dificuldade. É a única postura que garante que o Porto sai vencedor e que, por isso continua igual a si próprio».

Basicamente a publicação pretende demonstrar que este executivo cumpriu com os objectivos iniciais, que graças à sua acção foram terminados com «sucesso» 17 projectos de reconversão/requalificação do espaço público, aqui há um pequeno lapso, dado que muitos dos projectos indicados estariam terminados independentemente do executivo em funções, o caso da Avenida de França, Acessibilidades às Antas, Avenida 25 de Abril entre outros.

No que concerne ao planeamento da Cidade, nomeadamente a requalificação da Avenida da Boavista, desta vez a justificação desta obra é a necessidade de «corrigir os defeitos estruturais do parque subterrâneo do castelo do queijo», que só por mera coincidência é obra do anterior executivo.

Ficamos conjuntamente a saber que faltam demolir 12 Blocos no Bairro são João de Deus, para que este executivo tenha cumprido as suas promessas.

É uma excelente publicação de aventuras e animação constante…

Através dela percebemos que o principal quadro de candidatos políticos está composto, que a promessa do PSD é a de continuar a insistir na sua maneira de fazer política, (para quem a desconhece pode tomar conhecimento lendo a revista pública da Autarquia).

A PORTO SEMPRE deste mês é um excelente boletim informativo, pauta-se por um grafismo excelente, a qualidade do impresso é óptima, deve ser caríssima, mas essencialmente é um revista muito positiva, e é sempre bom quando se utilizam os recursos públicos para incentivar o optimismo das gentes da cidade, nem que seja ao abrigo do início da campanha política…

Para terminar e como estou muito animada com esta publicação, que me fez reflectir os investimentos pela positiva, atrevo-me ao plágio para conquistar a alma tripeira dos que seguem este Blog e aqui segue um «abraço portuense» neste caso de:

Cristina Santos.

Ps- Caro Tiago este aspecto renovado não é muito socialista?! hem?
--
Nota de TAF: O aspecto renovado é absolutamente independente. :-)

De: F. Rocha Antunes - "Juízo" 

Meus Caros,

O assunto do túnel de Ceuta está a evoluir de acordo com a nossa melhor tradição: toda a gente acusa os outros de se portarem mal para justificar a sua posição. E o pior é que todos têm razão.

Lembro-me sempre daquele inquérito notável que se fez há uns anos em que era perguntado aos condutores portugueses quem eram os principais responsáveis pelos acidentes e o resultado foi esclarecedor: 90% achavam que eram os outros condutores que guiavam de forma irresponsável!

Não se percebe como a CMP avança com uma obra dentro de uma área de protecção legal sem ter aprovação antes, como a Lei exige a todos.

Não se percebe como é que o IPPAR vai agora desencantar uma aprovação à saída anterior no pacote de aprovações da Porto 2001. No mínimo, faltam as justificações para aprovar a obra junto do Monumento Nacional HGSA. Ou agora passaram a haver autorizações em pacote? È que é um precedente interessante, mas aposto que, como sempre, só funcionará se servir para defender a posição do próprio IPPAR, não do património que deve defender.

Agora, parece que a única solução é levar o assunto para as mãos de quem tem capacidade de julgar: os juízes. O IPPAR vai ter de pedir o embargo, a CMP vai ter de justificar a sua posição, e vai ser um ou mais profissionais da administração da justiça a fazer o que falta: ponderar os diversos interesses públicos em jogo e decidir. Talvez seja melhor assim. Já que os próprios não são capazes, recorre-se à ajuda profissional.

É a solução óbvia para tanta falta de juízo das duas partes.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: TAF - "Renovação" 

Preparando o início em breve da colaboração com O Comércio do Porto, fiz há pouco algumas alterações gráficas no blog. Espero que tenha melhorado um pouco. Para logótipo tentei fugir às escolhas habituais de imagens da Torre dos Clérigos ou da Câmara: preferi a Sé Catedral. :-)

- A versão da Câmara: Túnel de Ceuta: a síntese de uma história lamentável
- Aval do IPPAR foi ao plano geral da Porto 2001
- Câmara exige à ministra decisão política para túnel
- Câmara do Porto retoca projecto inicial de saída em D. Manuel II
- Rio insiste em acabar túnel de Ceuta no início da Rua D. Manuel II

- Bilhetes à venda para as corridas
- SRU afina plano global de intervenção no tecido urbano da cidade
- Tocam sirenes na Casa da Música em dia de vistoria geral do edifício

2005/04/11

De: António Moreira - "Bom senso..." 

"... e Respeito pela Cidade"

Afinal as notícias mais recentes dão conta de mais um impasse no conturbado processo do "Túnel de Ceuta".
Desta vez, é a CMP, por via do GOP, que invoca um conjunto de constrangimentos técnicos para não aceitar a solução de prolongamento até antes do cruzamento com a rua A.C.Monteiro, que a comunicação social tinha noticiado com solução já de consenso.
Entretanto, a actual Ministra da Cultura, toma, finalmente, uma posição pública desmontando algumas das mentiras com que a CMP tem procurado intoxicar a opinião pública (publicada e "blogada") e, ainda que lamentando os evidentes transtornos e prejuízos que esta situação tem causado à Cidade e aos Cidadãos, aponta os seus verdadeiros responsáveis.
Faz ainda o aviso claro de que a opção pela saída do túnel junto ao MNSR está, definitivamente, fora de questão e de que, caso a CMP, recomece as obras na rua D. Manuel II, o embargo é para avançar.

Não vou, naturalmente, analisar o parecer do GOP quanto aos constrangimentos verificados nesta última solução, esta posição apenas surpreenderá aqueles que acreditavam que o presidente da CMP pretendia, seriamente, encontrar uma solução para este problema.

Ainda ninguém referiu a circunstância de, entre o inúmero rol de comunicados da CMP sobre este assunto, nunca se ter visto nenhuma referência a qualquer solicitação da CMP ao GOP de que procurasse uma solução que, respeitando os condicionalismos impostos (de direito) pelo IPPAR, permitisse colocar um fim a este romance.

Nunca!
Surpreendentemente estamos perante um problema que tem apenas uma hipótese de solução, a que é apontada pelo presidente da CMP!

Mais, pretende fazer-nos crer o presidente da CMP, a responsabilidade por apresentar alternativas é daqueles que discordam dessa solução única e, sobretudo, tem o poder de a não autorizar.
(como se o agente de autoridade que tivesse o desplante de não nos autorizar a estacionar em local proibido, tivesse a responsabilidade de nos indicar um local de estacionamento alternativo).

Parece agora que este romance não terá um fim nos tempos mais próximos.

Ao presidente da CMP apenas interessava concluir este processo caso isso fosse possível antes das eleições autárquicas e nas suas condições (é esta a sua única noção de Bom Senso e Respeito pela Cidade).

A solução evidente de que se deveria parar, no Carregal, repor a rua D. Manuel II no estado anterior à sua destruição, permitindo pôr um fim a este tormento e, em devido tempo, procurar a melhor solução, acarreta uma cedência, por parte do presidente da CMP e tal, principalmente em véspera de eleições, não é de considerar.

Mais, o início da pré-campanha autárquica, com o candidato do PS a pretender aproveitar as diversas posições críticas até agora apenas assumidas por alguns cidadãos, servirá apenas para permitir ao presidente da CMP bradar mais alto a sua tese dos interesses partidários.

Compete aos cidadãos, encontrar alguma forma de forçar o presidente da CMP a actuar com o Bom Senso e o Respeito pela Cidade que constantemente exige aos outros, e isso não pode esperar até que (talvez?) após as eleições autárquicas, alguém venha resolver, por nós, este problema (antes de começar a criar outros).

Esta situação vem tornar ainda mais clara, se necessário fosse, a falência deste sistema "democrático" e a urgência de encontrar alternativas que devolvam o poder aos cidadãos.

AM

De: TAF - "Revista de imprensa" 

- A Casa da Música no New York Times (com apresentação áudio)
- Casa da Música chumbou em vistoria dos SMAS
- Águas e saneamento da Casa da Música não respeitam o previsto no projecto

- Processo do “Dallas” caiu num impasse
- Impasse nas negociações para garantir controlo total do centro comercial Dallas
- Plano de Pormenor gera receio e revolta em Contumil
- Residentes na Presa de Contumil preocupados com o futuro
- Postais d'O Comércio: Monumento ao Infante D. Henrique

- Ribeiras no subsolo - Riqueza enterrada - "A verdade é que, ao nível do planeamento urbano, as linhas de água são, muitas vezes, ignoradas. E esquecidas foram as ribeiras da Ervilheira e de Nevogilde (ficam na freguesia de Nevogilde e desaguam no mar). Os troços a céu abertos das duas linhas de água não surgem desenhados na proposta do Plano Director Municipal (PDM)."

2005/04/10

De: TAF - "A vaca fria" 

- Túnel de Ceuta outra vez sem solução
- Técnicos da GOP demonstraram que saída em Casais Monteiro não é viável
- Extensão do túnel considerada inviável
- Trânsito teria de ser cortado

- Carris do eléctrico na frente de mar ligam a lado nenhum
- Parque do Castelo do Queijo reabre após chuva de fiascos
- Metro pode inviabilizar heliporto no "S. João"
- Heliporto não pode funcionar

- Novo pólo de Serralves em Matosinhos
- Câmara de Matosinhos confirma segundo pólo do Museu de Serralves
- Grupo Pestana quer pousada no Palácio do Freixo votada antes do fim de Abril

- Acústica da Casa da Música é das melhores do mundo
- "O melhor edifício do tipo no mundo"
- Ministra quer presidente com "poderes especiais" para Fundação Casa da Música
- "Sinto-me privilegiado por estar na Casa da Música", diz Anthony Whitworth-Jones

- Entrevista a Teresa Andresen n'O Comércio do Porto
- Assis diz não ao metro na Avenida da Boavista e Metro no "S. João" só se for enterrado

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