De: TAF - "E o resto das objecções?"
Caro Pedro, a pressa em entregar os trabalhos académicos provavelmente impediu uma leitura atenta do meu post sobre o novo projecto para a Filipa de Vilhena. ;-)
Muito gostava de ter essa capacidade de avaliar um projecto sem necessidade de conhecer a envolvente... Mas aqui vão algumas notas adicionais.
1) A questão da harmonia com o pré-existente é parcialmente uma questão de gosto pessoal. Mas só parcialmente. Não sendo arquitecto, limito-me a dizer que não gosto do projecto e deixo outro tipo de considerações para quem estiver mais habilitado do que eu.
2) Não sabia quem era o arquitecto do projecto. Também não era isso que estava em causa, mas de qualquer modo ainda bem, porque eu conheço pessoalmente o Filipe Oliveira Dias, com quem tenho relações cordiais há muitos anos (fomos vizinhos), e isso podia dificultar a expressão de uma apreciação negativa da minha parte (como foi o caso). Acresce que o Filipe morou nesta rua na sua infância e juventude, pelo que terá consciência clara do impacto desagradável que um edifício destes implicará na zona.
3) Todas as restantes objecções que eu coloquei ficaram esquecidas, não? Este bloco tem volumetria excessiva para o local (é preciso conhecer a zona, e eu moro aqui), elevando-se as fachadas Este e Sul consideravelmente acima da moda das restantes fachadas da Rua Dr. Adriano de Paiva, onde existe aliás um edifício classificado como imóvel de interesse patrimonial.
4) Não critiquei o investimento no parque escolar, critiquei este investimento aqui em vez de se aplicar o mesmo esforço noutro local mais adequado, de preferência reabilitando edificado em degradação, por oposição a construção nova.
5) A sugestão de influências laranjas não foi propriamente um argumento, não é? Alguns rosas queixam-se de que eu sou alaranjado; alguns laranjas queixam-se de que sou um pouco rosado ou avermelhado. É bom sinal. :-)
PS: afinal o projectista é, segundo a escola, o Arq.º Carlos Prata.
