De: Vítor Vieira Alves - "«As crianças são parolas?» Não! Parolos são aqueles que promovem a parolice!"
Cara Cristina Santos
O foco da sua entrada está deslocado, na minha modesta opinião. O que está em questão não são as motivações, nem a educação estética daqueles que demandam à urbe para apreciar as festividades. Também não está em causa a importância da animação da cidade, enquanto instrumento para o seu desenvolvimento sócio-económico. Não se está a inventar nada. As feiras medievais também tinham subjacente o negócio em parceria com o lúdico e a sociabilidade.
O que está em causa é o conceito estético dos promotores destas iniciativas. Decerto concordará comigo de que o desiderato pretendido é possível de obter, valorizando a estética (apesar da sua subjectividade implícita). Durante anos, já distantes, as iluminações e as actividades desenvolvidas tornavam a cidade expoente de cosmopolitismo e de criatividade. Quantos se recordam das extraordinárias exposições da Associação das Ludotecas na Praça Gen. Humberto Delgado? E das iluminações sóbrias e de grande qualidade estética que os "Castros" desenvolviam para a cidade?
Não será possível dar festa e arraial acrescentando valor económico e cultural? Será que são as nossas criancinhas quem nos deve indicar o seu percurso formativo e o que deverão apreender?
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Vítor Vieira Alves
