De: Sneha Kumar - "Projectos à parte, queremos Mercado!"

Submetido por taf em Domingo, 2008-02-17 12:18

Carissimos,

Acho que já chega de discutir projectos. A questão é uma só: queremos mercado ou não queremos?

Eu quero porque:

  • - O Mercado de frescos é parte da história de uma cidade, da sua cultura.
  • - A sua preservação é um contributo para a identidade de uma cidade.
  • - Todas as grandes cidades europeias têm um Mercado, porque é que nós não havemos de ter? Somos demasiado evoluídos e só precisamos de grandes superfícies? Não me parece.
  • - O mercado não se trata só de troca de produtos, mas de troca de experiências, informação. Com o restauro do Mercado do Bolhão era isso que se pretendia.
  • - Entrar no Mercado do Bolhão e ter a sensação que estou no Via Catarina ou Dolce Vita é ridículo, logo quero Mercado.
  • - Não interessa se pretendem fazer um supermercado, habitação, parque de diversões. O Porto até pode precisar de tudo isto mas não ali.
  • - Aqueles que acham que o Mercado do Bolhão não funciona deviam passar lá. Mesmo a necessitar de obras (por obras entendo restauro) o Mercado está vivo!
  • - O Mercado do Bolhão é visitado diariamente por dezenas de turistas que mesmo neste estado ficam admirados com a beleza e a magia do lugar.
  • - Aqueles que acham que manter o Mercado é economicamente impossível deviam ler este artigo.
  • - O edifício é imóvel de interesse público. Destruir a sua tipologia não me parece coerente. Os edifícios não são constituídos só por fachadas.
  • - O estado de degradação em que o edifício se encontra não é fruto do abandono ou esquecimento por parte dos cidadãos. Pelo contrário, quem promoveu esta situação foram os próprios autarcas por desprezarem os pedidos persistentes e não terem aplicado fundos comunitários para a reabilitação deste espaço. Já há 3 anos que tentam fechar este espaço, ignorando todos os pontos já referidos, usando para tal técnicas de manipulação de informação como instalar andaimes que nunca serviram de nada.

Em suma, passando sucintamente pelos pontos que me levam a querer ter um Mercado, faço apenas mais um apontamento: existe um projecto que contempla o Mercado, que é economicamente viável, aprovado por todas as entidades e pronto a ser executado. Como já referi não quero discutir projectos, mas ideias. Defendo o Mercado, mas se há um projecto físico que incorpora estas ideias, logo, defendo esse projecto.

Cumprimentos,
Sneha Kumar