De: Cristina Santos - "Fenómenos do endividamento"

Submetido por taf em Terça, 2008-01-15 17:56

Olhem que coisa estonteante, como o Município do Porto apresenta margem de endividamento, o empréstimo que venha a obter para a realização de obras ao abrigo do Prohabita não poderá ser requerido ao abrigo da excepção prevista para estes empréstimos, e contará para margem de endividamento, ou seja, a poupança do nosso Município funcionou a nosso desfavor. Se tivéssemos esgotado a margem de endividamento podíamos gozar do regime excepcional, como não a esgotámos temos que a adensar com este empréstimo, e depois disso poderemos então requerer regime excepcional, isto se eventualmente necessitarmos de mais obras nos bairros sociais.

Melhor que isto só os 2 metros de linha de metropolitano em Lisboa, enquanto Gondomar continua sem previsão.

Sendo assim e como este Governo raramente recua, sugiro enquanto munícipe que se esgote a margem de endividamento com este investimento, que se angariem votos nos Bairros, e se viermos a necessitar de outros empréstimos, quem sabe até para pagar a fornecedores, que façamos como fez Lisboa, peçamos, que o Governo não há-de ter dualidade de critérios, com certeza que vai emprestar, com uma enorme satisfação, o dinheiro que venhamos a necessitar, mesmo que não tenhamos receitas que permitam pagar.

Claro está que assim cai por terra a imagem de Rui Rio, o grande contabilista, e fica Menezes quem nem assusta nem prende e qualquer dia capitula a tentar caminhar com sapatinhos italianos.

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Nota de TAF - escreve Victor Sousa:

«"devolver o amor próprio ao Metro de Lisboa" - Parece que este, comovido, já começou a chorar...»