De: Cristina Santos - "Contra-informação"
Num comunicado feito pela PGR e indicado nos apontadores, este órgão considera existir uma forte contra-informação, com objectivos não esclarecidos, mas que segundo o documento não obstarão as investigações que estão a ser levadas a cabo desde Dezembro, com a coordenação de Helena Fazenda.
Que a contra-informação existe já todos sabemos, basta ver o caso recente da Lei do Tabaco, completamente alterada no seu entendimento pelos órgãos de comunicação mas, a existir no caso da violência do Porto, o assunto é gravíssimo, e levanta suspeitas senão para os jornais locais, que adiantaram manchetes revelando problemas na constituição da equipa de investigação, pelo menos para as fontes que veicularam tal informação. Atente-se:
"Este esclarecimento surge numa altura em que a PGR considera existir uma «poderosa e orquestrada contra-informação, que, quase sempre a coberto do anonimato, invade órgãos de comunicação social». Porém, lê-se ainda na nota, esta «não conseguirá impedir o Ministério Público de investigar em profundidade a referida criminalidade, não só no que respeita aos executantes, mas também relativamente aos eventuais chefes, ligações e cumplicidades, já que ninguém goza do estatuto de impunidade num Estado de direito»."
