De: João Ribeiro - "Destruição de infra-estruturas"

Submetido por taf em Domingo, 2007-12-16 15:45

Para reflexão transcrevo excerto de artigo do JN. É criminosa a destruição de infra-estruturas que se está a fazer na Avenida do Brasil. Sabe-se lá com que motivações. A continuação da linha pela frente marítima tinha inegáveis vantagens turísticas. Será que o Grande Prémio do Porto vai ter uma recta da meta na Avenida do Brasil?

«A má notícia foi a de que a STCP e a Câmara pouco aprenderam com a absurda sequência de obras para arrancar trilhos de eléctricos e mais obras para voltar a colocá-los, como se viu na Baixa. Chegou agora a vez de retirar as linhas que subsistiam nas avenidas do Brasil e de Montevideu, na Foz do Douro. É uma medida pouco prudente e pouco respeitadora de investimentos já realizados. No entender de muitos, o carro eléctrico (histórico ou moderno) continua a ser, até por razões turísticas e ambientais, o transporte ideal para a fachada fluvial e marítima da cidade, ligando o centro (o Infante, mas também o Carmo, presumível ponto de passagem do metro no futuro) a Matosinhos-Sul. E voltando a subir, por que não?, a Avenida da Boavista, até a um futuro nó do metro na zona da Rotunda, deixando cair a infeliz ideia de entregar o corredor central da melhor avenida portuense a um meio de transporte mais pesado, que limita outras formas de mobilidade e não parece ajustar-se à procura, a qual na zona ocidental seria decerto muito superior no eixo do Campo Alegre ou no trajecto de Aldoar e Ramalde.

Esta solução teria ainda outras vantagens, como a de evitar um novo viaduto (para o metro) a cortar mais uma fatia ao Parque da Cidade, e a de nos permitir imaginar o dia em que as árvores voltariam a crescer na Boavista, em lugar do deserto de alcatrão destinado à passagem anual de carros de corrida. Não teria sido melhor manter aberta essa opção, e deixar os trilhos quietos até à decisão definitiva?»

Cumprimentos,
João Ribeiro

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Nota de TAF: Alexandre Gomes tinha também chamado aqui a atenção para esse mesmo artigo. Quanto à recta da meta, há quem tenha palpites diferentes :-)