De: Cristina Santos - "Primeiro há que limpar depois fiscalizar"
Caro Daniel Rodrigues
A carta que recebeu, também nós aqui recebemos comunicações semelhantes no primeiro mandato. Chegou-se a colocar uma enorme lixeira na Cordoaria para educar os cidadãos. Foram distribuídos milhares de panfletos, colocados contentores, fiscalizados os prevaricadores. Na mesma altura foram contratados meia centena de cantoneiros; no Centro Histórico, em algumas ruas, havia um cantoneiro de plantão.
Com a maioria absoluta, foi a própria Autarquia que incivilizadamente deixou de recolher o lixo ao fim de semana, de varrer as ruas, considerando que a recolha aos contentores era satisfatória. É obvio que não é suficiente colocar contentores e esperar que todos cumpram, se assim fosse as Leis que existem eram suficientes para dissuadir os ladrões, fazia-se um código e todos cumpriam, que maravilha.
Mesmo em volta dos contentores há restos de lixo, as ruas tem que ser varridas, sejam as pessoas civilizadas ou não. Os contentores têm que ser lavados. Estamos no Natal, a CMP tem o desplante de colocar acima da limpeza a fiscalização a parquímetros. Na minha óptica, bastava um técnico bloqueador por quarteirão problemático, fazia a ronda e prevenção. 6 pessoas, respectivos equipamentos, carrinhas que estacionam em 2ª fila, e não há pessoas para varrer as ruas? Onde andam as máquinas que se adquiriram para lavar os passeios?
É no mínimo absurdo, os próprios técnicos bloqueadores são obrigados a calcar diversos tipos de lixo para conseguir bloquear uma viatura. Não tem senso e a CMP tem que reconsiderar esta situação é simplesmente inadmissível.
