De: Cristina Santos - "Observações : Principezinho no Rivoli"
O espectáculo esgota todos os fins-de-semana. A procura de ingressos é sistemática, para encontrar um bom lugar é necessário comprar bilhete com uma semana de antecedência. O nome La Feria, o marketing e o tema escolhido originam esta procura, muito benéfica para a Cidade, uma vez que atrai público e instituições de vários pontos do Norte do país.
Há melhorias consideráveis na acústica, de resto, quanto a cenários, caracterização de personagens, guarda-roupa, acessórios, não há diferença física entre as produções de La Feria e as produções das pequenas companhias locais. Em matéria de qualidade de actores, o nível entre os dois tipos de produção mantém-se, pelo menos na minha opinião.
A afluência é sem dúvida maior do que aquela que as nossas companhias locais conseguiam, as expectativas do público são redobradas, mas a diferença entre uns e outros está em que La Feria tem um nome, tem um valor pessoal enquanto produtor, há um bom investimento em marketing, e nota-se que há ali objectivos concretos de conseguir público, de fazer dinheiro. Em contraponto, as nossas companhias locais eram pouco ambiciosas, não tinham «nome», o marketing não chegava ao grande público.
O Principezinho não surpreende pela qualidade ou investimento, não é um espectáculo que se possa dizer fora de série, mas também não desilude porque o toque de La Feria suprime as falhas com o guarda-roupa, os elementos do cenário. Diria que é uma produção mediana. Mas sem dúvida que traz muita gente ao centro da cidade, aliás excluindo o público de La Feria, a Baixa estava como costuma estar ao Domingo, deserta.
