2006-04-16

De: TAF - "Alguns apontadores"

Submetido por taf em Sábado, 2006-04-22 23:12

- Baixa terá novo centro comercial no próximo ano
- Novo centro comercial e de lazer vai nascer no coração da Baixa
- Segundo o Executivo, Contas do Município tendem para o equilíbrio
- Porto "atrás dos padrões de qualidade urbana europeus"
- Mais dois blogs sobre o Porto: - Porto Daily Photo e Porto Instantâneo

- A justiça, a cidade e a lei - "Campus da Justiça": "O resultado é (...) mais terrenos livres ocupados e mais edifícios existentes abandonados. Neste caso, são mais 48 edifícios que vão ficar vazios"

De: TAF - "Já que é fim de semana..."

Submetido por taf em Sábado, 2006-04-22 00:36

... duas fotos rápidas da minha ida a Lisboa na Quinta-feira passada.

Gare do Oriente

Gare do Oriente

De: Cristina Santos - "Enquadrar a Quinta da China"

Submetido por taf em Sexta, 2006-04-21 23:22

O processo não é tão evidente para o cidadão comum ou para os membros da Assembleia quanto o Arquitecto Pulido Valente possa pensar. Há duvidas em relação ao empreendimento Quinta da China que mereciam ser desenvolvidas aqui no Blog, para o povo opinar entre as duas soluções que existem.

Nomeadamente as questão dos impactos e prejuízos resultantes da construção massiva nessa área da Cidade, da desafectação de terrenos públicos, da proposta inicial que previa a construção de parte do troço de via entre o Largo Baltazar e a Rua do Freixo, das verdadeiras intenções de Nuno Cardoso, das razoes de Morais, das promessas do actual executivo.

É normal que as pessoas estejam confusas e perdidas nos argumentos. Parecendo que não, este é para aí o quinto processo que envolve Nuno Cardoso, abuso de poder, movimento popular de contestação, indemnizações, desafectações... É também pelo factor tempo que a Câmara encontrou este mal menor.

Para se decidir e pensar sobre esse mal menor é preciso actualizar informação, fazer um enquadramento retrospectivo, é preciso recordar.

Se a Câmara e os Jornais não o fazem, que se faça neste blog...

É preciso uma enciclopédia só para resumir - os feitos e os efeitos de Nuno Cardoso em dois anos de mandato - é mais o menos normal que nos tenhamos esquecido de algo - façam lá um esforço e reavivem as memórias. De alguma forma somos todos contra os emprendimentos dessa envergadura, mas é preciso mais, explorar o que está em causa e por onde podemos ajudar. Da minha parte, não consigo lembrar-me desse processo com precisão.

--
Cristina Santos

De: Rui Valente - "Uma breve fuga «À Baixa do Porto»"

Submetido por taf em Sexta, 2006-04-21 23:12

Ainda sobre a polémica nacional, originada pela gazeta ao Parlamento dos nossos honoráveis deputados, dizia A. Lobo Xavier no último programa "A Quadratura do Círculo", da SIC Notícias: "se eu fosse convidado para os quadros dirigentes de uma empresa e me fossem impostos horários, não aceitava o cargo!" Não posso garantir terem sido textualmente estas as suas palavras, mas o significado é o mesmo.

Tenho até alguma simpatia por Lobo Xavier, mas não resisto a repudiar energicamente este raciocínio elitista típico de quem tem de si próprio uma ideia hipervalorizada e frequentemente desproporcionada com a realidade. Não estou, para o caso, a criticar a pessoa (que tenho como alguém inteligente e capaz), mas apenas a ideia, a ideia que se tem procurado instalar na nossa sociedade sobre as mordomias devidas aos políticos.

É que, se esta lógica de pensamento se pode aplicar pontualmente num quadro administrativo empresarial com currículo prestigiado, a mesma já não me parece fazer muito sentido se usada na actividade política. Nenhum governo português tem bom currículo, em termos de efeitos práticos para o país. É só uma questão de historiar os vários Ministérios, um a um, e ver o efeito ou o impacto que tiveram no nosso desenvolvimento para não ter a mínima dúvida. Talvez encontremos uma ou outra excepção, um Ministério circunstancial, mas não passa disso.

Há muito que se vem tentando impingir na opinião pública a mensagem de que se a política não for bem remunerada, torna o desafio pouco estimulante para os mais qualificados e por conseguinte o seu prévio afastamento das tarefas de Estado. Por outras palavras está a insinuar-se que abraçar um cargo governativo é precisamente o mesmo que desenvolver um cargo directivo numa qualquer empresa (por maior que ela seja). Por outras palavras ainda, estão-nos a dizer, sem o confessar, que a dignidade de uma tarefa governativa já não é o que era, e tem um único nome, chamado: DINHEIRO! Muito dinheiro, muita dignidade. Pouco dinheiro, dignidade de saldo!

Assim sendo, se agora for esta a bitola usada para medir o tão apregoado sentido de Estado, se assim mesmo estendermos a nossa tolerância a ponto de aceitarmos este modelo mercantil de servir a Nação, resta-nos a consolação de ter obtido um resultado concreto: o da INCOERÊNCIA ABSOLUTA!

Notaram a conversão para maiúsculas das duas últimas palavras do parágrafo anterior? Não o fiz por acaso, foi intencional. A intenção é esta: sendo um dado adquirido e praticamente consensual que o saldo da actividade política desde Abril de 74 é manifestamente negativo, passamos a perceber melhor quão bem pagos têm sido os nossos governantes. Não será chegada a altura de lhes exigirmos a devolução de alguns milhões de euros, mal ganhos?

Pelos vistos, ainda há quem tenha achado pouco. Não dá para entender.

Uma sugestão: faça-se primeiro a obra, se ela for boa, pague-se bem, se for excelente, que se enriqueça, até, tais governantes. A gente até nem se importa, pois não?

Mas, antes, não. Pela minha parte, não dou mais para esse peditório, já chega, acabou.

Desculpem-me a dispersão ao tema do blog, mas tinha de falar nisto.

Rui Valente

De: Pulido Valente - "Quinta da China"

Submetido por taf em Sexta, 2006-04-21 15:47

Tenho trabalhado no conhecimento do processo, já fui - com o Dr. Paulo Duarte - consultar o processo na CMP - e acho que há razões para fazer uma actuação individual e colectiva junto da Assembleia Municipal para que tome uma decisão correcta e coerente com o PDM e o programa do R.R.

Portanto estamos em tempo de individualmente ou em nome dos grupos constituídos nos dirigirmos à A.M. para que ela tome uma atitude coerente com o programa do partido eleito e com o PDM, negando a cedência dos terrenos necessários à operação urbanística.

Vou mandar um correio ao presidente da A.M. e faço votos de que "a malta" de mexa e actue. JPV

PS:

From: J. Pulido Valente
To: Presidente da Assembleia Municipal do Porto
Sent: Thursday, February 16, 2006 11:42 AM
Subject: QUINTA DA CHINA

Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Dr. José Pedro Aguiar Branco,

A Assembleia Municipal vai ser chamada a decidir sobre a cedência de terrenos/caminhos para que a aprovação do processo de licenciamento da operação urbanística Quinta da China seja decidida pela CMP.

É necessário que os Senhores/as deputados/as Municipais tenham em consideração o seguinte:

1 - O/a requerente não possuí direitos adquiridos uma vez que o vereador Ricardo Figueiredo aprovou um processo condicionado à cedência por parte da A.M. dos terrenos sobre os quais também incidiu o projecto em questão.

1.1 - Se, na altura dessa aprovação, a A.M. não tinha libertado os terrenos não pode o despacho do vereador ter força legal enquanto a A.M. não libertar os terrenos.

2 - Não há pois que temer que qualquer pedido de indemnização possa ser acolhido pelos tribunais.

3 - O projecto contraria violentamente os PDMs de 93 e de 2006.Pelo que não pode ser aprovado pela CMP.

4 - A aprovação, e de resto toda a tramitação burocrática, do processo foi feita "à luz" das normas provisórias que não poderiam vigorar dado que o PDM de 93 não foi suspenso e não poder haver dois instrumentos a regular as mesmas matérias.

4.1 - A própria RCM, assinada por Jaime Gama, que daria força de lei às normas provisórias, considera que o PDM de 93 estava em vigor.

4.2 - Normas provisórias são documentos breves, sucintos e precisos para resguardar determinadas áreas de eventuais invasões por construção que inviabilizem o PDM em curso. Não são ante-planos. Acontece, basta comparar com o PDM de 06, que as n.p. são um ante-plano com regulamento, cartas etc.

A coerência, a isenção e o serviço público que cabem à A.M levam a que a decisão da A.M., tendo em consideração o que se escreveu, seja muito ponderada e consciente das implicações urbanísticas e outras que a decisão pode provocar.

Com o pedido de que dê conhecimento aos Senhores/as deputados/as

creia-me, JPV

De: Paula Morais - "O Porto à escala 1: 25 000 000"

Submetido por taf em Sexta, 2006-04-21 01:36

Caros participantes:

Desde há algum tempo que sou uma assídua e atenta leitora deste blogue. Apesar de em muitos momentos ter tido vontade de participar de forma activa neste espaço de partilha de reflexões sobre o Porto, sentia-me impedida de o fazer por uma razão que hoje, confesso, entendo não fazer sentido: pelo motivo de não ter nascido nesta cidade, nem ter nela a minha residência permanente (quer a civil, quer a fiscal). Contudo, pelo facto de ver o Porto, mais exactamente a zona ribeirinha situada entre a ponte da Arrábida e a ponte D. Luíz, todos os dias desde há mais de uma década – moro na colina do Candal, em Gaia –, por nele passar muitas horas dos meus dias, mas sobretudo por ter vontade de partilhar as minhas reflexões sobre esta cidade, compreendi que, afinal, possuo a legitimidade necessária para participar de forma activa nesta plataforma de informação. E foi precisamente o tema da visão do Porto “à distância” que me deu inspiração para esta minha primeira intervenção: o Porto observado à escala 1:25 000 000. Numa época em que nos vários discursos e diálogos sobre o Porto, se incluem conceitos como competitividade, estratégia e desenvolvimento regional ou configuração urbana à escala metropolitana (cfr., por ex. o Relatório “Norte 2015”, cuja versão draft foi recentemente publicada pela CCDR-N), partilho da opinião daqueles que entendem que uma visão orientada única e exclusivamente para o espaço administrativo do município do Porto não é suficiente para concretizar tais conceitos.

Assim, e com a expectativa de que esta minha intervenção possa ser útil a quem partilhar da opinião de que uma observação do Porto a uma escala menor contribui para uma percepção mais sistémica e integrada do território que o envolve, deixo então aqui os endereços de duas plataformas de informação, nas quais o Porto, enquanto centro propulsionador de uma região, e pelas características que possui, já pode ser observado como fazendo parte das configurações territoriais representadas nos mapas à escala 1:25.000.000: o www.espon.lu, da ESPON (European Spatial Planning Observation Network), na qual o Grande Porto é identificado como uma das 76 MEGA (Metropolitan European Growth Areas) da EU 27+2, sendo comparável às aglomerações urbanas de Bordéus, Sevilha e Génova, sendo ainda apresentada como a MEGA da “fachada” atlântica da Europa com mais possibilidades de progressão no ranking da hierarquia urbana da União Europeia; e o www.eurometrex.org, da METREX (The Network of European Metropolitan Regions and Areas), da qual faz parte a Grande Área Metropolitana do Porto, tendo sido inclusive esta última impulsionadora da Porto Convocation 1999, considerada pela METREX como um “evento-chave” para o contributo da dimensão metropolitana no planeamento e desenvolvimento territorial e no ordenamento do espaço a nível europeu, no qual foi celebrada a “Porto Metropolitan Magna Carta”.

Paula Morais
Arquitecta

De: Evaristo Oliveira - "O Comércio tem o seu risco"

Submetido por taf em Quinta, 2006-04-20 23:52

Lamento, mas só tenho de estar de acordo com os últimos comentários sobre o comércio da nossa cidade. Como portuense, e morador, vejo e sinto dia após dia o seu definhamento.

Preocupa-me sobremaneira o encerramento sistemático de lojas, algumas de referência e com carisma, cá no burgo. Esta situação que, em parte, se poderá assacar à actual crise económica, não pode todavia, ter como corolário conclusivo a sua “morte”, como se lê nas “tiradas” já estafadas da presidente dos comerciantes. A “lenga-lenga” a que nos habituou, já não convence, mas parece que há ainda comerciantes, pelo menos de nome, que acham que a conversa miserabilista da dita senhora, pode ainda conseguir alterar o rumo das coisas.

Tão tramados.

Como dizem alguns "opinadores" anteriores, o comércio tradicional, tem de se mesclar com os novos conceitos de venda em espaços, sejam eles dentro, ou fora de centros comerciais. A Europa já há muito se habituou a esses novos conceitos. Junto envio uma foto de Vienna.

Vienna

Naquela rua, pedonal, como aliás outras que o não são, o comércio fervilha durante todo o dia, inclusive naqueles em que as temperaturas são abaixo de zero. O comércio, com lojas de rua, é um misto de tradicional, à nossa moda, e de marcas internacionais, franchising, com certeza. Todos fazem negócio, o estacionamento em redor é ordenado e controlado, não parecendo que os comerciantes estejam muito inquietos, ou preocupados, pelos “fregueses” não terem lugar para estacionar.

Também valha a verdade, que não é necessário muito essa preocupação, os transportes públicos, onde existem milhares de pessoas em trânsito a qualquer hora do dia, estão a “anos luz” daqueles que possuímos, seja metro, eléctrico, autocarro, etc... Todos articulados, inclusive com percursos turísticos, com a finalidade de nos deslocarmos dentro da cidade, sem necessitarmos de andar atrelados ao “pópó”.

Por exemplo, uma batalha que a dita associação de comerciantes do Porto deveria travar sem tréguas, já que existe um impulso dado pelo nosso Metro do Porto, era preocupar-se sistematicamente por cada vez melhores transportes colectivos, isto pressupõe, no mínimo, reivindicar uma vigilância sistemática (que ao que dizem existe mas não se vê) sobre o estacionamento selvagem, e não “choramingar” por lugares de estacionamento.

Voltando ao exemplo de Vienna, ali ao lado, existem também vários espaços, tipo shoping, que vão concorrendo como podem. Mas, aquilo que se percebe, é que “o pessoal” gosta mesmo de ver montras de rua, algumas são perfeitas maravilhas de ornamentação, sejam em edifícios antigos aproveitando a sua “traça”, ou modernos tornando-as mais atractivas. Fazem jus ao ditado, “os olhos também comem”.

Talvez, também, seja uma das razões do definhamento do nosso comércio, o seu conceito estereotipado de exposição, sem grandes ideias sobre novas decorações ou exposição. Neste particular, era necessário apostar em “designers”, e ideias frescas. Claro, isso implica investimento, coisa em que muitos não querem apostar, nem arriscar. Então que o não façam, mas que não se cognominem de comerciantes.

E, aqui radicam muito dos trejeitos das Lauras Rodrigues da nossa cidade. Não arriscam, esperam que lho venham trazer numa bandeja.

De: António Alves - "E o Porto perde capitalidade..."

Submetido por taf em Quinta, 2006-04-20 23:51

"O negócio é onde passa gente; onde não passa gente não há negócio."

Um pequeno comerciante (chaveiro), vizinho do futuro El Corte Ingles em Gaia, resumiu com a frase acima a perspectiva positiva que, segundo ele, representa para o seu negócio a abertura próxima da grande superfície comercial espanhola.

Proposição tão cristalina não foram capazes de extrair nem o edil "economista utópico" do Porto, nem os seus conselheiros de comunicação pagos principescamente, nem sequer os representantes corporativos dos comerciantes portuenses. Mal o deles...

António Alves

De: Pedro Aroso - "Este agente da PSP tem todo o meu apoio"

Submetido por taf em Quinta, 2006-04-20 23:50

De acordo com uma notícia do jornal "Público", um "Agente da PSP que agrediu jovem no Porto está a ser alvo das "averiguações adequadas".

Na minha opinião, este agente deveria ser condecorado e promovido. Ainda bem que há na PSP gente que não se conforma com a onda de vandalismo que se instalou na nossa cidade. Que a coragem deste agente sirva de exemplo para outros colegas que viram a cara quando presenciam actos desta natureza.

Pedro Aroso
--
Nota de TAF: Caro Pedro, os fins nunca justificam os meios... E outros meios.

De: TAF - "Hoje..."

Submetido por taf em Quinta, 2006-04-20 01:38

... vou estar a maior parte do dia offline. Não se estranhe, por isso, o provável atraso na publicação de comentários que sejam enviados para o blog.

De: Cristina Santos - "Tradicional ou Global?"

Submetido por taf em Quinta, 2006-04-20 01:21

Globalização e mercado comum (vulgo capitalismo):

  • - O comércio tradicional hoje está integrado com as grandes marcas;
  • - As cadeias comerciais aprovam franchisings em ruas comuns e as lojas tradicionais, bem sucedidas, fazem-se representar nas grandes superfícies;
  • - O mesmo produto é vendido em várias lojas independentemente destas se situarem em shoppings ou terem denominação comum.
  • - O produto é o mesmo, a associação de comerciantes não pode encarar as grandes cadeias como inimigas.

Globalização do mercado tradicional:

  • - Nas ruas pedonais, as lojas ditas tradicionais aderiram em massa a franchisings europeus ou foram trespassadas a grandes cadeias;
  • - As lojas de primeira necessidade tornaram-se mini mercados e em muitos casos supermercados mini-preço.
  • - As drogarias em lojas dos 300.
  • - No Centro Histórico do Porto continua o comércio a retalho, com lojas a abastecer feirantes e outros vendedores;
  • - O resto das lojas tradicionais estão alugadas a chineses;
  • - O comércio tradicional não morreu, o que está em vias de partir é o comercio antigo, porque tradicional, tradicional só estou mesmo a ver os relojeiros, os labores, as peles, as farmácias, os talhos Boavista, mas esses têm identidade e não me parecem que passem por grandes problemas.

O comércio antigo:

  • - Há comércio antigo que já não cabe na cidade, a Rua do Almada está condenada porque não tem dimensão para o comércio que ai se pratica, aliás é um prejuízo para o estado da via, passeios, para os clientes e para os investidores;
  • - Esta Rua tinha solução se o estacionamento fosse totalmente proibido e o espaço libertado para actividade, em prejuízo dos moradores mas em incentivo ao comércio lá praticado. De resto é impossível continuar a vender equipamentos ou materiais de grande porte sem espaço adequado para cargas e descargas, talvez estas lojas se devessem transformar em simples drogarias. Facilitavam o movimento e em qualquer periferia poupavam custos em deslocações. Mas menos lugares de estacionamento implica roturas no sector de serviços, porque a rede de transportes públicos continua muito longe de abranger a cidade em poucos minutos.

A moeda, o poder de compra e o capitalismo rotativo.

  • - A Moeda comum veio trazer-nos enormes dificuldades;
  • - Não conseguimos produzir e ter produtos próprios que possam ser exportados e comercializados no País, também não temos o retorno que os países altamente subsidiados têm...
  • - Compramos o que os outros produzem porque comprar a granel fica sempre mais barato.
  • - A lei do arrendamento vai revigorar o comércio, não faltarão representantes de cadeias europeias.
  • - Por enquanto a nós resta-nos aproveitar os postos de trabalho, aprender, explorar e depois empreender.
  • - Um dia a Zara vai deixar de ter interesse para a cadeia têxtil e nós podemos nessa data ter poder de compra para a adquirir e transformar.

A Sr.a Laura Rodrigues:

  • - Tem que nos elucidar quanto ao seu conceito de comércio tradicional;
  • - Explicar-nos se admitiria a Zara, a Parfois, ou outra qualquer como associado, ou se recusaria a inscrição por estas serem lojas comuns em grandes superfícies comerciais.
  • - Mais importante que isso tem que explicar quais os benefícios das suas políticas para o dito comércio tradicional. De qualquer forma há que admitir que as palavras da Sr. Laura revigoram sempre o espirito portuense.

Cristina Santos

De: F. Rocha Antunes - "Comerciantes"

Submetido por taf em Quarta, 2006-04-19 20:47

Meus Caros,

O que me espanta é como os comerciantes capazes, que os há e tantos, não criaram uma outra associação. Afinal, estas coisas são voluntárias. E quem não gosta de uma faz outra. E até tinha graça ver duas associações a competir. E se calhar as surpresas quanto à força da associação única, nomeadamente quanto à sua representatividade, seriam algumas.

A lei das rendas finalmente vai começar a funcionar no dia 28 de Junho. Aí vamos começar a assistir à renovação normal do tecido comercial. E a ver quem sabe, quer e tem capacidade de se manter no comércio. Libertando espaço para os mais capazes.

Francisco Rocha Antunes

De: F. Rocha Antunes - "Provedores"

Submetido por taf em Quarta, 2006-04-19 19:23

Caro David Afonso,

Concordo consigo, a ideia de figuras públicas serem provedores dos bairros a reabilitar seria excelente. Teriam que ser umas dezenas no nosso caso, mas valeria a pena. Que magnífico exercício de cidadania que seria. Não é por nada, mas seria de evitar os do costume, porque já têm tantos conselhos gerais e consultivos, e tentar alguns novos. Que os há muitos e bons também.

Francisco Rocha Antunes

As causas são muitas para o estado a que a Baixa chegou…

E os comerciantes são, na sua grande maioria e sobretudo na instituição que os representa, mais parte do problema que da sua solução.

Claro que não é tão pouco importante como isso que tenham sido autorizadas de forma avulsa e em plena área central da grande metrópole (ou seja, na imediata periferia do município do Porto) grandes superfícies de enorme dimensão (mesmo à escala europeia), com bons projectos e vantagens as mais diversas, com destaque para o estacionamento grátis e o horário alargado (o que não é fácil conseguir no pequeno comércio e em áreas antigas da cidade);

Claro que os consumidores se deslumbraram – compreensivelmente – com as vantagens da concentração territorial da oferta e da sua articulação com a restauração e lazer, associado ao conforto e liberdade de circulação no interior das lojas, com acesso directo ao produto;

Claro que a diversificação das formas comerciais (da feira de Vandoma ao comércio electrónico) não facilitaram as coisas ao comércio pré-existente,

Mas:

É também evidente que os comerciantes instalados no centro da cidade – com grandes responsabilidades para a actual direcção da associação que os representa – acordaram tarde e mal para o problema e que a Câmara quando reivindicou 1 milhão para a Associação de Comerciantes (que é feito desse dinheiro do Amorim?) e prometeu centrar os esforços na revitalização da Baixa, esqueceu que só uma política de metrópole pode inverter o processo, esqueceu que a revitalização não vai lá só com a Metro a despejar dinheiro para pretensas requalificações do espaço público e esqueceu que o que faz falta na Baixa não é exactamente o mesmo que faz falta no Centro Histórico Património da Humanidade, até porque na Baixa nunca a habitação foi muito importante…

Que lástima que se tenha perdido tanto tempo: pensar que existiam milhões de contos disponíveis para apoiar a modernização do comércio em 2000 e que a oposição da Dª Laura Rodrigues (que nunca assinou o protocolo com a Direcção Geral do Comércio e a Sociedade Porto 2001) e os conflitos que ela (e através dela outros, tudo leva a crer) quiseram criar tenham impedido o que já então era tão necessário…

Fique, apesar de tudo, uma nota de esperança e o aplauso para a capacidade empreendedora de alguns corajosos e criativos que têm apostado em formatos interessantes (em Mouzinho, na Nova da Alfândega, no Almada, no Infante,…), na expectativa de que, tal como aconteceu para o centro histórico, talvez que a valorização da Baixa pelos turistas nos leve também a nós portuenses a revalorizar a Baixa e a aí mais vezes passarmos uma parte do nosso tempo, no lazer, nas compras, no encontro, reinventando e prolongando no tempo o “velho” centro da cidade, como Europa fora os nossos vizinhos espanhóis, franceses ou alemães e suíços tão bem sabem fazer.

Para isso não bastam contudo acções de propaganda e declarações políticas que se sabe muito bem aceites. É preciso acarinhar quem quer investir no centro e criar condições para que a metrópole comercial não prossiga o seu caminho desregulado, aprendendo com outros (no horário como no licenciamento de grandes espaços comerciais). E é preciso que os comerciantes que estão no centro acreditem nas suas capacidades e não estejam apenas à espera do trespasse para mais uma “loja de chineses”!

Rio Fernandes

De: David Afonso - "Leituras em dia"

Submetido por taf em Quarta, 2006-04-19 00:44

[Estes posts foram também publicados no Dolo Eventual"]

1. Comércio à deriva
No passado Sábado, o Diário de Notícias deu alguma atenção ao problema do comércio tradicional na Baixa do Porto. Como seria de esperar a presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Laura Rodrigues, foi então entrevistada tendo aproveitado a oportunidade para abrir a manta das lamúrias do costume, assumindo uma postura derrotista ao afirmar coisas como esta: «O comércio tradicional da cidade do Porto está morto e enterrado». Se assim é, então mais valia a Associação pura e simplesmente se extinguir ou – o que seria mais fácil - mudar de direcção. Os comerciantes têm toda a razão quando denunciam a concorrência desleal dos shoppings que entretanto cercaram a cidade, também têm toda a razão quando se queixam do poder político, mas também teriam toda a razão se se queixassem deles próprios. O comércio tradicional tem de dar uma grande volta: variar horários para irem de encontro às necessidades do cliente, abrir ao Domingo (experimentem passar pela FNAC na Stª Catarina ao Domingo para verem se há ou não há clientela), tornar os espaços mais agradáveis, especializar a oferta, estabelecerem parcerias, colaborarem na limpeza urbana (às vezes são os primeiros a dar o mau exemplo). O modo como o Urbcom foi gerido ou como o Modcom passou ao lado ou ainda o arrastamento do caso do Cinema Batalha são sintomas de um adormecimento e de uma incapacidade de reagir, são um sintoma não da morte do comércio mas da associação. Outra prova disso é que Laura Rodrigues revela desconhecimento sobre o fenómeno dos novos espaços comerciais mais ou menos alternativos que têm vindo a aparecer um pouco por toda a Baixa (alguns exemplos aqui, aqui e ainda aqui). No entanto, mesmo desconhecendo esta nova realidade, não se inibiu de lhes lançar uma espécie de praga: «Não vão ter a afluência necessária e terão as dificuldades do restante comércio tradicional».

2. O Carolina não encerrará
Numa entrevista dada ao Público a 17 de Abril, a responsável pela DREN (Direcção Regional de Educação do Norte), Margarida Moreira, assegurou que o Carolina Michaelis não se vai extinguir para dar lugar ao Conservatório: «A Rodrigues de Freitas e a Carolina Michaelis não serão fundidas. Existirão as duas como escolas secundárias. O Conservatório terá um espaço numa escola secundária do Porto...». Isto é uma boa notícia! Só temos de aguardar que a própria ministra da educação anuncie qual a solução final e, tanto quanto se sabe, o Conservatório coabitará em autonomia com uma escola próxima da Casa da Música. Outra boa notícia é esta: «Vamos começar com um trabalho pioneiro e piloto para requalificar as escolas secundárias de Lisboa e Porto. Não para serem as únicas a serem requalificadas, mas porque a história mostrou que foi aqui que começaram as escolas e, portanto, que é aqui que estão concentradas as escolas mais antigas. E algumas delas são ex libris das cidades.» (aqui só lamento a concentração em Lisboa e Porto porque conheço uma data de liceus históricos espalhados por esse país fora que também mereciam alguma atenção...). É óbvio que estamos perante um paradigma oposto ao da actual edilidade portuense. Recorde-se que Rui Rio afirmou taxativamente que se eles [o ministério] fossem inteligentes deveriam encerrar o Carolina e que o vereador do urbanismo, Lino Ferreira, fez finca-pé da extinção desta escola até à última. O quadro não deixa de ser curioso: a autarquia a pedir que lhe encerrem uma escola e o estado central a defender a sua manutenção. Pergunto-me a mim próprio, como certamente outros portuenses (e não só), o que terá levado estes autarcas a procederem de forma tão original...

3. O Provedor da Sé
No Local (Lisboa) do Público de 13 de Abril topei com uma notícia interessantíssima que bem poderia inspirar a autarquia do Porto. A Câmara Municipal de Lisboa convidou algumas figuras públicas para provedores dos bairros sociais que serão alvo de um processo de reabilitação (por exemplo: Margarida Martins – Bairro da Liberdade, Simone de Oliveira – Bairro da Boavista e João Ricardo – Bairro do Padre Cruz). A função dos provedores será a de acompanhar o processo, facilitando a comunicação e a confiança entre técnicos e residentes. Estamos a falar de uma operação que vai envolver cerca de 2500 famílias. Não conhecendo a realidade lisboeta, arrisco-me a dizer uma asneira, mas mesmo assim: Seria interessante ver algumas figuras públicas do norte a assumirem esta tarefa de provedores dos bairros sociais e históricos (já agora). O problema seria arranjar figuras públicas em número suficiente, mas creio que seria um contributo cívico muito importante. O Bairro da Sé deve este ano começar a ser intervencionado pela SRU: porque não pedir à população para eleger o seu provedor? Imaginem só como tudo seria mais fácil se tivéssemos o Pinto da Costa como Provedor da Sé! ;))

David Afonso
attalaia@gmail.com

De: TAF - "Apontadores"

Submetido por taf em Quarta, 2006-04-19 00:30

- O Parlamento Infantil - uma breve reflexão minha em http://taf.net/opiniao/
- Actualizada A Outra Face

- Câmara quer terminar contrato com Seiva Trupe
- Prémio nocturno ainda sem solução
- Ex-líder da STCP continua na Metro
- DREN recusa fechar escolas no Aleixo e em S. João de Deus
- Bar do Ourigo reabre com novo conceito e imagem

Este projecto sempre me pareceu uma brincadeira de mau gosto mas, enfim, como não vi a emissão, aqui fica o registo:
- Emissões definitivas arrancaram ontem na Tv Tel
- Invicta TV começa a transmitir oficialmente

- Vereadora da Habitação assume mudanças no processo de venda de casas municipais - «para a autarca, parte do “fracasso” deste processo deve ser imputado ao vereador da CDU, Rui Sá, “devido às suas invasões de fim-de-semana nos bairros sociais, criando instabilidade junto das pessoas”» - Nitidamente a mulher errada para este pelouro: além da evidente má-fé da afirmação, ainda toma os habitantes dos bairros por parvos. Já não é a primeira vez, aliás, que ela faz das suas...

De: F. Rocha Antunes - "Alberto Castro"

Submetido por taf em Terça, 2006-04-18 13:51

Meus Caros,

Quando li o artigo de opinião que Alberto Castro publicou hoje tive uma sensação que já me aconteceu algumas vezes, a de que alguém esteve a pensar na mesma coisa que eu e escreveu isso mesmo, embora neste caso muito melhor do que eu escreveria. Recomendo que todos leiam, porque me poupam de escrever o que ia escrever aqui hoje.

Ao que disse Alberto Castro acrescento apenas uma nota não muito optimista quanto aos tempos económicos que se avizinham: a subida brutal do preço do petróleo está a provocar um novo choque petrolífero, embora toda a gente esteja a tentar disfarçar porque vai doer. Do que aprendi dos meus tempos de faculdade, a subida brutal do petróleo conduz inevitavelmente à subida da inflação. E a inflação alta, neste tempo de políticas monetárias em sistemas mundiais abertos, só se corrigem com subidas das taxas de juro dos bancos centrais. E juros altos são mesmo aquilo que ninguém estava a precisar neste momento. Isso apenas reforça a necessidade de nos consciencializarmos de que não vamos entrar ainda em tempo de vacas gordas mas, pelo contrário, que temos que apertar os cintos porque a parte mais turbulenta da viagem vai ser agora.

Por isso, é fundamental irmos buscar as nossas reservas de ânimo e sermos capazes de cerrar fileiras e tomarmos o nosso destino colectivo nas nossas mãos. Concordo com todas as iniciativas que nos façam sair do miserabilismo em que nos afundamos diariamente. Estou disponível para participar na ideia da grande plataforma logística. Sem querer dispersar, parece-me mais eficiente para a mobilização de energias em rede a criação de uma eficaz televisão regional. Mas alinho nas duas.

Baixar os braços é que não. E os que não são alinhados partidariamente, como é o meu caso, temos de estar vigilantes para pôr na ordem as facções do PS e do PSD que põem os seus interesses de grupo acima da necessidade de coesão regional. E lançar o aviso de que não permitiremos que os jogos de natureza partidária estraguem os esforços de coesão que vierem a ser feitos. Eu sou daqueles que se for preciso ponho os nomes aqui. Já pus e voltarei a pôr.

Vamos a isso.

Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário

De: TAF - "Leituras"

Submetido por taf em Terça, 2006-04-18 02:03

- Nogueira Pinto lança micro-redes de apoio social - Assunto a seguir com interesse.

- Pasteleira: "Vivemos pior do que na cadeia de Custóias"
- Segurança privada ineficaz

- Governo recruta na Metro nova presidente da STCP
- Projecto da Bouça concluído

- Ficamo-nos ou vamos a isto? - Opinião e sugestão de Alberto Castro. Sugestão minha: avance! "Quem quer faz, quem não quer manda" ;-)

De: João C. Costa - "Apoio na «Acção Popular Quinta da China»"

Submetido por taf em Terça, 2006-04-18 01:46

Caro Arqº Pulido Valente,

A propósito do seu post "Acção Popular Quinta da China", venho transmitir-lhe todo o apoio e os meus parcos conhecimentos neste tipo de acção. Infelizmente não me posso oferecer para trabalhar nela consigo, tenho o entusiasmo mas não a disponibilidade necessária pelo que a honestidade manda que não o faça. Confio na sua análise para confirmar o que suspeitava: haver matéria de facto para ser constituido o processo em sede própria e ao abrigo da infelizmente conhecida "Lei de Acção Popular" - Lei N.º 83/95 de 31-08-1995 que resumidamente pretende:

"A Lei 83/95, de 31 de Agosto, regula o direito de participação procedimental (popular) (art.s 4.º e ss.), o direito de acção popular (art.s 12.º e ss.). A presente lei visa a tutela dos direitos ou interesses relativos à saúde pública, ao ambiente, à qualidade de vida, à protecção do consumo de bens e serviços, ao património cultural e ao domínio público."

Relativamente ao financiamento da Acção, aconselho primeiramente a leitura da mesma. Pesa embora não ser possível evitar os custos das cópias de toda a documentação necessária para a sua constituição, não necessita ser apresentada por um advogado, desde que o constituinte assine como "Advogado em causa própria".

Seguindo o conselho do próprio Dr. Ricardo Sá Fernandes que referiu por mais de uma vez que qualquer cidadão pode e deve constituir este tipo de acção, sugiro-lhe que o contacte. Com certeza o ouvirá e o guiará na melhor maneira de a constituir e na forma mais económica.

João Carvalho e Costa
joao.ccosta@mail.telepac.pt
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Nota de TAF: No DN - Pulido Valente pede apoios para interpor acção popular

De: Alexandre Burmester - "Tolerância 2"

Submetido por taf em Segunda, 2006-04-17 19:22

Embaixada do HAMAS no Porto

Vem hoje no JN uma imagem com a caracterização do futuro arranjo da Av. Da Ponte. Uma ínfima informação sobre o projecto, uma vez que continua a existir aquela forma de gerir cidade pela via do facto consumado. Podemos é desde já perceber que está garantida a continuidade da solução granítica encontrada para a Av. Dos Aliados. Será mais do mesmo.

O Metro irá uma vez mais suportar o custo por via das requalificações urbanas, quanto à Câmara para além de nada acrescentar nada mais informa sobre os restantes arranjos que teimam em surgir na famosa Avenida, que por mais de 20 anos espera uma qualquer solução que lhe tire o ar de Beirute que teima em manter.

A dinâmica do actual executivo camarário continua a apostar na continuidade do não acontece nada.

A título de exemplo a Av. da Boavista continua a manter aquela situação caricata que os devia encher de vergonha.

No tramo entre a Rotunda e a 15 de Novembro apresenta um ridículo esquisso de estação do Metro no centro, que condiciona a vida a todos que por lá passam. Entre esta e o Bessa mantêm as linhas do antigo eléctrico em faixas próprias, com um pavimento deplorável. Abaixo do Bessa e até à Fonte da Moura, é uma sucessão de experiências, com zona arborizada central, com duas faixas de Bus enfiadas numa só e uma sucessão de degraus betuminosos. Entre a Fonte da Moura e António Aroso mantém-se a zona arborizada com uma área interior abandonada e cheia de entulho de obras e lixo. Abaixo da António Aroso e até ao mar é o regalo de uma Auto-estrada com duas faixas de cada lado, mais duas centrais que não sabe para que servem e uma sucessão de sinais luminosos para garantir a passagem dos muitos peões que por lá não passam. Chegados ao Castelo do Queijo continuam as sucessões de experiências inacabadas entre linhas de eléctrico, pistas de corridas, parques de estacionamento abandonados e aqueles dois conhecidos edifícios sem outra função que não seja de chamar à Câmara de incapazes, e a nós todos de estúpidos.

Daqui, e numa perspectiva construtiva de ajudar a Câmara a fazer alguma coisa, venho sugerir uma utilidade para um dos edifícios em causa uma vez que se encontra pronto a usar e sem custos para a Câmara – Embaixada do HAMAS no Porto.

Alexandre Burmester

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