2006-03-26

De: Alexandre Burmester - "Requisição civil"

Submetido por taf em Sábado, 2006-04-01 20:01

Caro Tiago

Este teu “Pré-aviso” de greve lembra-me entre várias coisas a Abstenção às eleições, Amuo e Desespero. Percebo e bem o quanto deves sentir, ao ver passar tantas coisas ao lado, tantas oportunidades perdidas, tantas decisões erradas ou ainda por decidir.

No meu último post, fiz referência à quantidade de investimentos por parte de muita gente que se perde por falta de apoio por parte das entidades Públicas, que ao contrário as espanta com tanta burocracia e mau funcionamento. Quanta gente por aqui escreve com uma crítica constante, relatando tantas situações semelhantes… Seja um Corte Inglês que marcha para Gaia, seja um Rivoli fechado, sejam tantas outras iniciativas que continuam a emperrar e a fazer com que o desenvolvimento do Porto, continue e continue…parado.
Porquê?
Porque a iniciativa pública não existe e porque a iniciativa privada é torpedeada.
Porque quem governa não consulta não ouve e não sente, julga ter o Poder absoluto da decisão, e porque quem é governado não tem instrumentos de se fazer ouvir.

Em outros posts anteriores não me falta por vezes o desalento e até a incitação à revolta, porque infelizmente pouco ou nada acontece. Confesso igualmente que tenho feito “Greve”. Desespera estar constantemente com uma opinião crítica procurando que seja construtiva, e parecer o “Profissional do Contra”, desespera mais ainda perceber a falta de espírito cívico de uma população que cala e consente. Mas pior ainda é perceber que tudo isto tem na falta de cultura e de educação da população a raiz do problema.

Houvesse entre nós, lideres Políticos que criassem motivação, conduzissem opiniões, reclamassem direitos ao Poder central, que agregassem em torno de si as aspirações e as vontades de uma região. Infelizmente o que temos é um grupo de lideres que olha para o umbigo, um Presidente de uma Junta Metropolitana que ainda não percebeu o seu papel, e um Presidente de Câmara da “Segunda” cidade do País, com o complexo de perseguição.

Basta-nos por isso este Blog, que generosamente manténs, onde se discutem os pequenos problemas de uma cidade, como a futura Ponte, os semáforos da Boavista, a revitalização da Baixa, a intervenção do Metro, a Av. Dos Aliados, …. E outros assuntos que embora parecendo pequenos tornam-se grandes no seu somatório. Este tem sido um pequeno espelho, mas único na possibilidade de intervenção da sociedade.

Não desesperes e não te abstenhas nem apenas por um dia, se quiseres descansa apenas para poder voltar mais forte. E conta comigo na solidariedade. Isto vai mudar, e como já estamos perto do fundo, pior não pode ficar.

Alexandre Burmester

--
Nota de TAF: Quando o Alexandre começou a escrever este texto o título do meu último post ainda era "Pré-aviso de Greve". Contudo, entretanto eu tinha-o alterado para "Dia de Reflexão" precisamente porque o anterior podia dar um tom derrotista ao texto. A minha "greve de um dia" é uma "greve" pela positiva. :-) O meu objectivo é que nos animemos através de uma pausa para reflexão. Por isso acrescentei também a referência a dois exemplos internacionais que me parecem inspiradores. Um abraço, Alexandre! :-)

De: TAF - "Dia de Reflexão"

Submetido por taf em Sábado, 2006-04-01 18:06

Nota prévia: este texto não é uma brincadeira de 1º de Abril. :-)
(Actualizado às 19:50)

Na próxima segunda-feira vou promover um dia de reflexão no blog... :-) Ou seja, não vou publicar nenhum post. Tento com esta iniciativa chamar mais uma vez a atenção para a inércia que se verifica no Porto no que respeita a iniciativas concretas da sociedade civil para ajudar a melhorar a situação da região.

É certo que há quem esteja a fazer aquilo que está ao seu alcance. É certo que nem tudo é mau. Mas também é certo que podia ser incomparavelmente melhor!

Continua a haver um enorme défice de colaboração entre pessoas com características complementares. Seja porque elas não se conhecem umas às outras, seja porque têm tido outras prioridades, seja por desânimo, a verdade é que não se vê desenvolvimento minimamente proporcional ao potencial da região nem o “efeito de rede” a funcionar. E então tudo o que implique arriscar dinheiro, por pouco que seja, parece afugentar mesmo o português financeiramente mais confortável, com honrosas e notáveis excepções...

um belíssimo Rolls Royce na Casa de Serralves

Conheço inúmeros projectos que estão parados por falta de capacidade de investimento dos promotores, pois não conseguem angariar capital em montantes que são quase ridículos para qualquer investidor médio (particular, empresa, instituição financeira, fundação, …). Em alguns desses projectos eu próprio estou aliás envolvido, como aqui referi. Apesar dos inúmeros programas de apoio estatais, de linhas de crédito ou micro-crédito bancário, de incubadoras e empresas de capital de risco, de parques tecnológicos, os factos não dão margem para dúvidas: há muita coisa a funcionar mal na nossa economia – o que se fez até agora não basta.

Será incapacidade dos empreendedores? É possível que seja parte da explicação, mas altamente improvável que seja a única. Por isso mais uma vez me disponibilizo como “catalisador”: procuro entre os visitantes d’A Baixa do Porto ou na sua rede de conhecimentos quem tenha disponibilidade para conversar comigo sobre este assunto e tentar, em conjunto, alcançar resultados palpáveis. Isto de ambos os lados: procura e oferta de capital.

Apesar de me querer limitar a projectos auto-sustentáveis, não me refiro exclusivamente a iniciativas empresariais. Já antes fiz aqui referência, por exemplo, ao “empreendedorismo social”, tão bem ilustrado numa edição recente do Economist. Também me parece recomendável adoptar sempre que possível uma perspectiva internacional para qualquer iniciativa destas – ficarmos fechados no nosso pequeno mundo é o pior que nos podia acontecer.

Um exemplo, entre muitos possíveis: não teremos no Norte competência para participar em iniciativas economicamente viáveis como as que o Acumen Fund ou a TechnoServe promovem? Não conseguiremos ser úteis a terceiros sequer em terras que conhecemos bem, como os PALOPs? As nossas criatividade e capacidade de gestão não conseguirão juntar o útil ao agradável, aliando solidariedade social, desenvolvimento sustentável e negócio?

Os meus contactos são estes:
Tiago Azevedo Fernandes – taf@etc.pt – 91-663.03.96.
(Já agora, para quem quiser saber melhor quem sou, o que penso e o que tenho feito, o meu curriculum vitae está aqui e o meu blog pessoal é este.)

Referências:
- Sugestões para o Porto
- O “empreendedorismo social”

De: TAF - "Serralves, ontem"

Submetido por taf em Sábado, 2006-04-01 12:51

Serralves

De: António Alves - "A cassete de Rui Rio"

Submetido por taf em Sexta, 2006-03-31 19:07

Um dos tópicos da cassete que Rui Rio debita sempre que lhe dão voz é o do "combate à pobreza". Devia ser nisso (no combate à pobreza) que ele pensava quando tudo fez para que o El Corte Inglés rumasse a Gaia. Investimento, empregos, negócios imobiliários e a reanimação económica provocada por investidores que se preparam para aproveitar a presença do estabelecimento da cadeia comercial espanhola, não parecem ser no Porto o caminho para se combater a pobreza. Talvez a redução do salário, em cerca de 100 euros, aos trabalhadores mais pobres da autarquia portuense seja uma dessas medidas de "combate à pobreza". A mim, confesso, escapa-me a bondade de tal medida. Culpa minha com certeza.

Qualquer dia nem com Gaia competimos; quanto mais com a Índia ou o Paquistão. É o que dá quando se promove o tesoureiro a presidente da direcção.

António Alves

De: David Afonso - "Pontes e Trampolins"

Submetido por taf em Sexta, 2006-03-31 17:32

[publicado no Dolo Eventual]

Filipe Menezes apresentou, não sem vaidade, uma nova proposta para uma travessia pedonal do Douro. Pelo pouco que se sabe, parece ser um projecto de qualidade estética e, presumivelmente, técnica, dado tratar-se de um projecto de Adão da Fonseca. Esta é mais uma daquelas operações filipinas: muito foguetório e pouca consequência. Não existe mal nenhum com o projecto (salvaguardando as pertinentes críticas de Carlos Gilbert e de Rio Fernandes ), o que é absurdo é que se "projecte" uma ponte sem consultar quem está do lado de lá. O autarca de Gaia parece confundir pontes com trampolins. É que as primeiras servem para ligar duas margens e os segundos servem para saltos acrobáticos e nada mais. Esta ponte como foi lançada a partir apenas de uma das margens é, na verdade, um trampolim camuflado de ponte.

A situação é deveras absurda. Em Fevereiro a SRU torna pública a sua vontade em relançar a ideia de uma ponte pedonal a ligar Porto e Gaia, ficando no ar a possibilidade de abertura de um concurso público. Nessa altura, o engº Adão da Fonseca reafirma a sua vontade em retomar o velho projecto da travessia colada ao tabuleiro inferior da ponte D. Luís. O mesmo projectista que tira agora da cartola – menos de um mês depois - um novo projecto por encomenda da C. M. de Gaia! Alguém é capaz de me explicar tal coisa? Entretanto, gasta-se tempo e dinheiro público nestas brincadeiras.

David Afonso
attalaia@gmail.com

De: TAF - "As notícias"

Submetido por taf em Sexta, 2006-03-31 17:24

- Trama de arte no Porto - Festival Trama
- Art Déco em Serralves
- Vida difícil para merceeiro
- "S. João" com metro em cada 10 minutos a partir de hoje
- Câmara arrisca indemnização

PS: Rui Rio menoriza relatório do TC - Faria bem a Rui Rio ler isto antes de fazer os comentários que a notícia transcreve sobre o custo da auditoria do TC...

De: Hugo Enes - "European Cities Monitor 2005"

Submetido por taf em Quinta, 2006-03-30 22:46

A ambição do Porto deverá ser pertencer a este grupo de 30 Cidades Europeias de "Elite". Eu não quero morar numa cidade lindíssima como Veneza quero é morar numa cidade dinâmica como Milão.

Para realizar esta ambição, o Porto teria que ter uma estratégia agressiva para melhoria da sua competitividade. Essa estratégia é exactamente a oposta do que o executivo camarário está a seguir. O perfil de "administrador judicial" que Rui Rio encarna deverá ser substituído por um perfil de "promotor e mobilizador" da cidade do Porto. Mais, as prioridades de Rui Rio: combater à pobreza e promover recuperação urbana, só poderão ser concretizadas com uma efectiva dinamização económica. Não existe recuperação urbana (com dinheiros públicos ou privados) se não existir procura por parte de empresas ou indivíduos por novos espaços. Não existe emprego, se não existir investimento. Logo, claramente, a estratégia tem que ser a captação de investimento.

Para captar investimento, o Porto tem que conquistar "mindshare" no plano nacional e internacional. Para isso é necessário promover activamente a cidade e as suas qualidades. Eu pergunto: quantas vezes Rui Rio falou com os principais empresários da cidade (Belmiro de Azevedo, Américo Amorim, Mota entre outros), com os principais decisores económicos nacionais (Ricardo Salgado, Queirós Pereira, Teixeira Pinto entre outros) ou com decisores internacionais para "vender" a cidade?

O estudo parece claro que eventos tipo Expo, Euros não são importantes na atracção de investimento. Talvez seja verdade (e é bom que seja verdade porque não há dinheiro para tal), mas o facto é que Barcelona está há mais de uma década a "surfar" na onda que criou com os Jogos Olímpicos e que Valência começa a fazer a mesma coisa com a Copa América. Mas outro tipo de promoção pode ser feito. Apoiar uma fusão Porto-Gaia e duplicar a dimensão da cidade, é uma medida que, para além de economicamente benéfica, é um facto mediático que teria as evidentes repercussões internacionais na luta pelo tal "mindshare".

Voltando ao estudo, um dos principais factores de decisão para se optar pela localização numa ou noutra cidade é a existência de um ambiente competitivo e a concentração de outras entidades (parceiros, fornecedores, concorrentes) no mesmo espaço. Logo, o resultado da reorganização empresarial que está ocorrer em Portugal não é neutro para a cidade. Que cidade seria o Porto se o BPA não tivesse sido comprado, se a SONAE tivesse comprado a Portucel, se a Unicer tivesse comprado a GALP? Óbvio que não é Rui Rio que decide, mas pode ser mais um factor de influência e, quem sabe, o factor que faz pender a balança para um dos lados.

Um Presidente da Câmara conseguirá tanto mais influência, quanto mais cidadãos representar, quanto maior seja a sua capacidade de os mobilizar, quanto mais empatia com eles conseguir, quanto mais visibilidade e ajuda lhes proporcionar. Não se consegue isto fechado num gabinete, sem falar à imprensa, afrontando tudo o que bem ou mal se foi fazendo.

O Porto tem o potencial para crescer. Tem um custo de mão-de-obra competitivo, tem ligações de transportes razoáveis, tem um potencial demográfico interessantíssimo, tem que ter espaço disponível a preços competitivos (a cidade está deserta), tem instituições Universitárias com dimensão. Só falta quem o promova, quem mobilize as suas pessoas, quem valorize as suas iniciativas e quem lute por ela.

Este é um jogo que não acaba e estamos sempre a tempo de agir. Roma já foi o centro do mundo e agora é apenas a 26ª melhor cidade da Europa para localizar uma empresa.

Hugo Enes

De: Miguel Barbot - "European Cities Monitor"

Submetido por taf em Quinta, 2006-03-30 16:58

Relatório da Cushman & Wakefield Healey & Baker comparando as principais cidades europeias no que respeita à sua atractividade para a localização de empresas.

European Cities Monitor - PDF 1Mb

"Executive Summary
Cushman & Wakefield Healey & Baker has conducted this survey on Europe’s major business cities each year since 1990. The underlying data was researched independently for us by Taylor Nelson Sofres. The study examines the issues companies regard as important in deciding where to locate, and compares how Europe’s leading business cities perform on each issue.
(...)
October 2005."

De: TAF - "Leituras de hoje"

Submetido por taf em Quinta, 2006-03-30 14:42

- Avança o arranjo em D. Manuel II
- Câmara quer concessionar recolha de lixo
- Centro do Porto enfrenta abandono e desertificação
- Festival audiovisual no Porto - B&W 2006
- Em Gaia: Negócio imobiliário cresce à custa do El Corte Inglés
- Mais uma vez Pacheco Pereira critica Rui Rio, desta vez citando Augusto M. Seabra

- Seminário Revitalização Urbana, Qualidade de Vida e Competitividade das Cidades
19 de Maio de 2006 (sexta-feira), na Exponor
Mais informação e formulário de inscrição aqui em PDF. Mais tarde voltarei a este tema.
PS: corrigido o endereço do ficheiro.

De: TAF - "Publicidade"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 22:32

vista de casa, no Porto

Estou à procura de emprego...

Soube hoje que os pagamentos do POSC por causa do projecto LerParaVer continuam atrasadíssimos e ainda vão passar meses até chegarem... Atendendo a que os potenciais financiadores do Hypermatrix nunca mais se decidem a avançar e que eu também estou cansado da instabilidade financeira do trabalho como profissional liberal aqui no Norte, tenciono mudar de vida. :-)

Apesar da minha formação académica ser de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, tenho tido uma actividade profissional e cívica bastante diversificada, conforme pode ser visto no meu curriculum em http://taf.net/.

Sou actualmente consultor independente em duas áreas complementares: uma mais técnica - Redes de Comunicação e Sistemas de Informação, outra mais no campo da Gestão - optimização do funcionamento interno das organizações e dos seus fluxos de informação. Embora baseado principalmente em Portugal, trabalhei vários anos em ambiente internacional integrado em projectos europeus de investigação.

Em paralelo tenho tido bastante intervenção cívica na região do Porto (especialmente aqui no blog) e, em actividades ligadas à Igreja Católica, a nível nacional com o Patriarcado de Lisboa e a Agência Ecclesia, por exemplo. Tenho experiência bem sucedida nas organizações que dirigi em estabelecer bom ambiente de trabalho com pessoas de natureza muito diversa, exercendo a minha vocação de "descomplicador" que consegue manter com diplomacia serena mas firme o rumo pretendido.

O emprego que procuro não é necessariamente técnico (aliás, se calhar de preferência é não técnico). Se souberem de alguma oportunidade para a qual eu tenha perfil, no Porto ou fora (a prioridade é o valor do salário ;-) ), tenho todo o interesse em receber essa informação.

Obrigado!

Tiago Azevedo Fernandes
taf@etc.pt - +351-91-663.03.96

De: Cristina Santos - "Rui Rio em versão galega"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 19:39

Na consulta ao Blog Portuense tomei conhecimento desta magnífica entrevista de Rui Rio ao La Voz de Galicia.

Excerto:
«Sin justicia social sólo podemos competir con la India o Pakistán»
El regidor inicia con fuerza su segundo mandato, para el que dispone de mayoría absoluta: se marca como prioridades acabar con la pobreza, la marginalidad y la delincuencia que provocan las desigualdades...»

«...-Paso a paso. Y esto es fundamental para el desarrollo. Decía un filósofo portugués que el primer paso para la cultura es tener pan para comer. Y es eso: el primer paso para crecer es crear equilibrio social.»

Cristina Santos

De: Pulido Valente - "Pedido"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 18:01

Alguém sabe ao certo o que quer dizer a última linha de "vários" na notícia de ontem do público sobre as 400 medidas para a desburocratização que diz que os projectos de arquitectura vão deixar de ser fiscalizados?

Agradeço. jpv

--
Nota de TAF: o que se sabe deve ser apenas o que consta deste ficheiro PDF (muito pouco). Procurar a medida "M331" e, já agora, também a "M172".

De: Carlos Gilbert - "Festa no cais"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 17:34

Foquei no meu comentário à nova proposta da ponte pedonal entre as margens do Douro a "festa" que representa a vinda dos veleiros tradicionais a cidades com portos fluviais. Para que se possa ver o que noutras cidades se faz (em muitas anualmente!) envio uma foto tirada numa cidade da Dinamarca no ano passado. Muitas mais poderia enviar pois os exemplos são tantos... e gostava de perguntar por que motivo o Porto e Gaia perderam de forma tão abrupta a sua vivência ribeirinha! Nós, que temos um dos mais bonitos portos fluviais da Europa, outrora fervilhando de vida e azáfama comercial, somos assim tão desleixados que mesmo tendo tido o exemplo há uns anos atrás, deitamos a perder um espectáculo cultural e desportivo de um colorido ímpar? O que o entusiasmo desportivo de um autarca pode trazer à cidade já se viu com a festa que foi a reedição do "Circuito da Boavista" o ano passado, com a vinda dos inúmeros carros de corrida clássicos. Em comparação com esse evento, uma "Semana da vela tradicional" seria algo de cem vezes mais atraente para a(s) cidade(s). Rui Rio e Luis Filipe Menezes, pensem nisto! Ambas as cidades agradecem.

Tall Ships Race

Cumprimentos,
Carlos Gilbert

De: Pedro Lessa - "Intervenções"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 17:19

Em relação a intervenções nos centros históricos, de vez em quando, envio uns exemplos do que vai sendo feito por essa Europa.

Como penso que a situação, especialmente cá no Porto, é complexa no que a mentalidades diz respeito, envio logo os mais contrastantes com a nossa realidade, para tentar que do choque se faça luz para futuras intenções. Para tentar que, de uma vez por todas, a política da fachada a manter, por vezes sem nenhum interesse arquitectónico ou patrimonial, passe de moda. Saliento que posso discordar destas soluções, mas pelo menos tento mostrar que existem outras soluções para além daquelas que vão existindo por cá. Questionáveis ou não.

O exemplo que envio é do edifício/galeria de arte Kunsthaus na cidade austríaca de Graz. De referir que esta intervenção é feita em pleno centro histórico onde predominam edifícios góticos, renascentistas e barrocos, para além de contemporâneos.

Kunsthaus Graz

Kunsthaus Graz

Kunsthaus Graz

Cumprimentos,
Pedro Lessa.
pedrolessa@a2mais.com

De: Rui Valente - "Pontes ou meias pontes?"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 15:11

Com apenas três opiniões sobre a nova ponte pedonal, é possível perceber que, não obstante alguma convergência na essência do projecto e do seu lado estético, há sempre pontos negativos em qualquer obra. Ou seja, haverá sempre alguns aspectos a corrigir ou rever, por eventualmente não terem sido previstos, bem como as suas consequências, aparentemente ignoradas ou secundarizadas pelas vários entidades responsáveis pela obra. E das razões dessas prováveis lacunas, é que seria importante dar conhecimento público, porque a ideia remanescente que fica, é que não foram contemplados todas as mais valias e respectivos inconvenientes (se os houver).

Os pontos críticos abordados por Carlos Gilbert e Rio Fernandes não sendo dramáticos, são muito relevantes e por isso todos nós gostaríamos de perceber melhor o projecto, quanto mais não seja para evitar críticas apressadas e injustas.

Ressalvando os aspectos de funcionalidade já apontados, a ponte agrada-me.

Rui Valente

De: JA Rio Fernandes - "Ponte(s)"

Submetido por taf em Quarta, 2006-03-29 00:39

Sobre a nova ponte, encontro como principais aspectos positivos ela estar bem localizada e me parecer muito bem desenhada, podendo constituir factor de modernidade e atracção que ajude a revalorizar a cidade histórica (nas suas duas margens), facilitando o circuito turístico entre as duas margens, com ida por uma e regresso pela outra. Como aspectos negativos, saliento os custos envolvidos para uma obra não prioritária (apesar de tudo não muito elevados, descontadas as “derrapagens”) e a dificultação da navegação no Douro para algumas embarcações.

Aproveito, a propósito, para secundar a ideia da importância de outras acções que facilitariam a relação entre ambas as margens e que parecem prioritárias face a uma nova ponte: a ligação por barco entre o Infante e o (ex)Cais de Gaia, associada ao reforço da capacidade de estacionamento (para automóveis de ambos os lados e autocarros pelo menos dum deles), o alargamento do espaço de peões da Ponte D. Luís I e o aproveitamento da Ponte D. Maria I para percursos a pé e de bicicleta (após obras de recuperação e de protecção).

Como balanço direi que não sou contra; mas não são também entusiasta…

Rio Fernandes

De: Carlos Gilbert - "O novo projecto da ponte pedonal sobre o Douro"

Submetido por taf em Terça, 2006-03-28 22:56

Acho estranho tão pouca resposta aqui a este novo projecto em substituição do anterior, bem ao lado da ponte Luiz I! Eu fui dos que protestei contra o primeiro projecto e (quanto mais não seja por isso) tenho de reconhecer que este me parece melhor enquadrado no local. Mas, mesmo assim pergunto: acrescentar uns tabuleiros exteriores de ambos os lados à Luiz I (como tb. o Rui Moreira já sugeriu no "Público") e criar uma linha de "vaporettos" a unir ambas as margens, não seria mais adequado e eficiente?

É que com esta ponte construída, nunca mais poderão aportar ao cais de Gaia barcos com mastros elevados, muito menos os veleiros tradicionais que nos visitaram há uns anos aquando da "Tall Ship Race" promovida pela Cutty Sark, lembram-se? Nunca mais vamos ter uma animação ribeirinha desse género? Lá fora (Rouen, La Rochelle, Copenhaga, etc.) promovem anualmente eventos desse género para dar vida aos seus portos citadinos, e nós? Continuamos olimpicamente a ignorar esta faceta da cultura e do desporto que tão bem se enquadram na nossa fachada ribeirinha?

C. Gilbert

De: Rui Valente - "Felicitações a Oliveira Marques"

Submetido por taf em Terça, 2006-03-28 16:59

Gostaria de deixar aqui a minha nota de reconhecimento pela "obra" do Metro do Porto que está em vias de conclusão.

Oliveira Marques, como todos nós, não será perfeito, mas é sem dúvida competente e empenhado! Assim fossem todos os nossos políticos. Parabéns a quem merece!

Também fiquei agradavelmente impressionado com o projecto da nova ponte pênsil sobre o Douro para peões, da autoria do arquitecto Adão da Fonseca. É simples, elegante e harmoniza-se perfeitamente com a paisagem.

Apesar da Câmara do Porto se ter disponibilizado a financiar 50% dos custos da obra, nem desta feita o nosso ilustre presidente se pode orgulhar de ter tomado a iniciativa pelo estudo prévio do projecto. Lá teve de ser Luís Filipe Menezes a mexer os cordelinhos... Rui Rio anda demasiado ocupado a mover processos aos jornais e aos jornalistas! Que sensaboria, que cinzentismo e falta de determinação.

Rui Valente

De: Miguel Barbot - "Oporto City Marketing"

Submetido por taf em Terça, 2006-03-28 14:41

Oporto City Marketing

É já amanhã: www.oportocitymarketing.com.

De: Cristina Santos - "Dia Nacional dos Centros Históricos"

Submetido por taf em Terça, 2006-03-28 13:53

Ribeira

Hoje é dia Nacional dos Centros Históricos. Considerando que o centro histórico da Cidade do Porto é património da humanidade, com certeza que a Autarquia vai promover um evento turístico a assinalar a data.

Quer dizer, não necessariamente este ano, porque este ano não sabemos o que vamos fazer com o nosso centro Histórico, não sabemos se vamos continuar a mandar as gentes da Sé para a periferia; se vamos permitir a obtenção de uma ocupação de via para reabilitar um prédio numa rua estreita e de um só sentido.... ou se fingimos que o centro histórico não existe na cidade do Porto.

Freguesia da Sé

Quem visitar hoje o site da autarquia deduz que no Porto não há nada a comemorar, afinal o que há no Porto que diga respeito ao património, só se for aquela parte que foi considerada património da humanidade, mas isso é singelo quando comparado com os duelos triviais a tratar com o JN.

Mas este é tambem o dia ideal para perguntar a Rui Rio onde afixou os cartazes, difusores da imagem carismática de uma cidade com valor histórico e patrimonial.
Então hoje não há entrevista a anunciar eventos, visitas e recepções que a Câmara fará para promover o seu centro histórico?
Não há slogans?! O marketing morreu em 2003? A centralidade e a imagem europeia foi-se com o anterior executivo?

Contas feitas com saldo negativo para o actual executivo e prova de total incoerência nas iniciativas do mandato, o que é de lamentar é a imagem marcante que deixamos hoje ao país e à Europa em particular - Um centro histórico que nem a Cidade se lembra de comemorar. Uma verdadeira injustiça para o trabalho feito e para a monumental Cidade do Porto.

Vista da Sé

Esperemos enfim passar despercebidos nos média e na comunicação em geral, esperemos que ao menos os de fora tenham a mesma agenda que o executivo local tem. Quem ninguém nos recorde neste vil esquecimento.

--
Cristina Santos

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